Panorama: Pedro Alliana assume a presidência do Paraguai após impeachment e prisão de Santiago Peña
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Consulte formatos e valores disponíveisPedro Alliana assume a presidência do Paraguai após impeachment e prisão de Santiago Peña Durante a cerimônia de posse, presidente afirmou que o governo vai garantir a indenização dos clientes afetados pela crise do Ueno Bank Paraguay's Vice President Pedro Alliana takes the oath of office as Interim President after the impeachment of President Santiago Pena at the National Congress in Asuncion on November 6, 2026. Paraguayan senators appointed Vice President Pedro Alliana to lead the country on November 6, 2026, after voting to impeach his predecessor Santiago Pena over a massive banking crisis. (Photo by / AFP) (DANIEL DUARTE/AFP)
Última atualização em 6 de novembro de 2026 às 20h50.
Priorizar nos meus resultados Google Contexto 25s Pedro Alliana assumiu a presidência do Paraguai após o impeachment de Santiago Peña, prometendo ressarcir clientes afetados por uma crise bancária. Peña foi destituído com votos favoráveis no Senado, três dias após uma intervenção em um grande banco que deixou milhões sem acesso ao dinheiro.
O vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência do Paraguai nesta sexta-feira, 6, após o impeachment e a prisão de Santiago Peña em meio a crise do Ueno Bank.
Em seu primeiro pronunciamento no cargo, Alliana prometeu ressarcir integralmente os clientes prejudicados pela crise bancária que levou à queda de seu antecessor.
Peña foi afastado por 44 votos favoráveis e uma ausência, em uma votação realizada três dias depois da intervenção no Ueno Bank, um dos maiores bancos do país e com o qual o então presidente mantinha vínculos. A medida deixou cerca de três milhões de clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
Durante a cerimônia de posse, após receber a faixa e o bastão presidenciais, Alliana afirmou que o governo vai garantir a indenização dos afetados.
"Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência do colapso financeiro serão integralmente indenizados. Não vamos deixá-los sozinhos", declarou.
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso em sua casa, em Assunção, na noite desta sexta-feira, 6, por ordem do Ministério Público.
A detenção acontece no mesmo dia em que o Senado aprovou seu impeachment, motivado pela crise financeira do Ueno Bank. Enquanto agentes da Polícia Nacional cumpriam a ordem de prisão, Pedro Alliana, o então vice, tomava posse como novo presidente do país.
Penã deverá permanecer em prisão domiciliar e à disposição da Justiça, segundo informações do jornal paraguaio ABC Color.
A investigação envolve suspeitas de lesão de confiança e outros possíveis crimes relacionados à crise do banco. A ordem de prisão foi assinada por quatro integrantes da equipe responsável e encaminhada à Comandância da Polícia Nacional.
O impeachment de Peña foi aprovada pelo Senado nesta sexta-feira, 6 de novembro, por unanimidade. Além de afastar o agora ex-presidente, os senadores decidiram encaminhar o processo à Procuradoria-Geral para a abertura de investigações criminais.
O ex-presidente não compareceu ao julgamento e foi representado pelos advogados Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda. Antes da votação, os senadores rejeitaram um pedido da defesa para ampliar em 72 horas o prazo de votação.
Os advogados argumentaram que o julgamento seria nulo porque Peña já havia apresentado sua renúncia ao cargo.
Na quinta-feira, 5, Peña anunciou sua renúncia à Presidência em um vídeo publicado enquanto a Câmara dos Deputados analisava a acusação contra ele. Mesmo com o anúncio, os 78 deputados presentes aprovaram a abertura do processo por unanimidade, segundo a EFE.
Em seguida, deputados e senadores se reuniram em sessão conjunta para deliberar sobre a renúncia. A votação, porém, não foi concluída. Parlamentares governistas do Partido Colorado deixaram o plenário, e a sessão terminou sem quórum, de acordo com a Bloomberg Línea.
A crise que levou à queda de Peña começou em 2 de novembro, quando o Banco Central do Paraguai (BCP) abriu um processo de resolução do Ueno Bank. A autoridade monetária identificou que o índice de solvência da instituição estava abaixo de 50% do mínimo exigido.
Mais de 3 milhões de contas foram congeladas, segundo o ABC Color. O banco administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, o equivalente a aproximadamente R$ 4,6 bilhões, conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.
A atuação do governo na instituição foi o centro das acusações apresentadas pelos deputados que conduziram o processo de impeachment. As denúncias foram organizadas em cinco eixos:
A apuração sobre o escândalo financeiro alcançou outros integrantes da instituição. O Ministério Público acusou 27 pessoas ligadas ao Ueno Bank e a empresas relacionadas. Também pediu a prisão preventiva de Miguel Vázquez, primeiro vice-presidente do banco.
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