Panorama: Parabéns, Rigon! Você já influenciava Maringá quando nem existia internet!
Você já influenciava Maringá quando nem existia internet!

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Consulte formatos e valores disponíveisDestaques José Angelo Rigon, o influencer raiz que não segue a pauta, ele pauta a imprensa de Maringá Muito antes de existirem influenciadores digitais, curtidas e seguidores, Rigon já exercia uma influência que não se mede por números nas redes sociais, mas pela credibilidade de suas informações, pela repercussão de suas publicações e pelo respeito que conquistou ao longo de décadas.
Neste sábado, 7 de novembro, José Angelo Rigon comemora mais um ano de vida. E não poderia deixar passar essa data sem prestar uma homenagem a alguém que, há várias décadas, ajuda a registrar a história de Maringá, do Paraná e do Brasil.
Estou falando do nosso Rigon. Para muitos, jornalista, blogueiro, comunicador e referência na informação. Para mim, ele também merece outro título: o verdadeiro influencer raiz.
E vou mais longe. Rigon é o dono da pauta em Maringá. Não digo isso por exagero ou para agradá-lo no dia do seu aniversário. Digo porque acompanho o trabalho da imprensa e sei o peso que uma informação publicada por ele pode alcançar.
Quando um assunto aparece no portal de Rigon, muita gente presta atenção. Jornalistas procuram mais detalhes, políticos ficam atentos, assessores começam a trabalhar e pessoas envolvidas no episódio sabem que precisarão lidar com aquela informação.
Não é raro que um assunto publicado por ele passe a integrar as conversas políticas, as discussões nos bastidores e a cobertura de outros veículos de comunicação.
Rigon não precisa correr atrás da pauta. Muitas vezes, é a pauta que corre atrás dele.
Hoje, qualquer pessoa que faz algumas caras e bocas diante de uma câmera pode receber o título de influenciador digital. Há quem acumule milhares de seguidores produzindo conteúdos que pouco acrescentam à vida das pessoas.
Não tenho nada contra quem trabalha nas redes sociais. Cada um encontra seu público e sua maneira de se comunicar. Mas precisamos reconhecer que existe uma diferença enorme entre chamar a atenção e exercer influência de verdade.
É influencer raiz, daqueles que vêm da época da máquina de escrever, quando não existiam algoritmos, curtidas, compartilhamentos ou ferramentas de inteligência artificial para ajudar a produzir conteúdo.
Naquela época, a informação precisava ser conquistada com trabalho, contatos, apuração e persistência.
E Rigon atravessou todas essas transformações sem perder aquilo que considero sua principal característica: a capacidade de identificar o que realmente merece ser notícia.
Enquanto alguns influenciadores querem aparecer na notícia, Rigon prefere fazer a notícia aparecer.
A influência de Rigon não se resume ao número de pessoas que acessam seu portal.
Ela está na capacidade de suas publicações de provocar perguntas, exigir explicações e estimular debates que podem chegar ao Executivo, ao Legislativo e até ao Judiciário.
Uma informação pode levar um vereador a apresentar um requerimento. Uma denúncia pode provocar a revisão de uma decisão administrativa. Um questionamento pode fazer uma autoridade explicar algo que, até então, permanecia distante do conhecimento da população.
Isso não significa que todas as suas publicações produzam mudanças ou que ele seja responsável, sozinho, pelas decisões das instituições.
Significa reconhecer algo importante: o jornalismo tem força quando consegue transformar informações relevantes em assuntos de interesse público.
E, na minha avaliação, poucos profissionais da comunicação regional compreendem tão bem essa dinâmica quanto José Angelo Rigon.
Sua trajetória mostra que influência não depende necessariamente de aparecer todos os dias em vídeos, publicar fotografias ou buscar aprovação nas redes sociais.
A influência mais importante é aquela que consegue fazer as pessoas pensarem, questionarem e cobrarem respostas.
Quem acompanha a política e publica informações que contrariam interesses inevitavelmente enfrenta resistências.
Existem pessoas que gostam da imprensa quando recebem elogios, mas não demonstram o mesmo entusiasmo quando surgem questionamentos sobre seus atos.
Algumas parecem acreditar que ocupar um cargo público significa estar acima das críticas. Outras confundem fiscalização jornalística com perseguição pessoal.
E é justamente nesse ambiente que o trabalho de Rigon ganha importância.
Ao longo de sua trajetória, ele enfrentou críticas e contestações, como acontece com profissionais que atuam na cobertura política. Na minha percepção, essas situações não o fizeram abandonar o compromisso de continuar buscando informações.
Pelo contrário. Vejo nele alguém que procura aprofundar a apuração, ouvir suas fontes e compreender melhor aquilo que chega ao seu conhecimento.
É claro que nenhum jornalista está acima de questionamentos. Todos nós precisamos responder pelo que publicamos, corrigir eventuais erros e respeitar o direito ao contraditório.
Mas também precisamos defender o direito de investigar, perguntar e publicar informações de interesse público, mesmo quando elas incomodam pessoas influentes.
Outra característica de Rigon sempre me chamou a atenção.
Ele consegue estar presente mesmo quando não está fisicamente em determinado lugar.
Pode acontecer uma reunião política, uma conversa de bastidor, uma coletiva de imprensa ou algum episódio inesperado. Mesmo sem estar presente, não é difícil imaginar que alguém entre em contato com ele para contar o que aconteceu.
E aí está um dos grandes patrimônios de um jornalista: suas fontes.
Fontes não surgem de uma hora para outra. Elas são construídas ao longo dos anos, com relacionamentos, confiança e, principalmente, credibilidade.
Ter uma boa fonte não significa publicar automaticamente tudo o que ela diz. Significa ter acesso a informações que precisam ser verificadas e contextualizadas.
Rigon construiu, ao longo de décadas, uma rede de contatos que considero uma de suas maiores forças profissionais.
Seu telefone representa muito mais do que um aparelho de comunicação. É uma porta de entrada para informações que circulam pelos mais diferentes ambientes da cidade.
E, quando o assunto tem relevância, a distância física deixa de ser o principal obstáculo.
Existe ainda outro aspecto que merece reconhecimento.
Rigon não acompanha apenas os acontecimentos do presente. Seu trabalho também ajuda a preservar a memória da cidade.
Maringá passou por transformações políticas, econômicas e sociais ao longo das últimas décadas. Prefeitos chegaram e saíram, vereadores exerceram seus mandatos, lideranças surgiram, projetos foram anunciados e decisões importantes marcaram a vida da população.
Parte dessa história aparece nos registros jornalísticos que profissionais como Rigon produziram ao longo dos anos.
E isso tem um valor que talvez nem todos percebam.
Uma publicação feita hoje pode parecer apenas mais uma notícia. Entretanto, daqui a dez, vinte ou trinta anos, poderá ajudar alguém a compreender o que aconteceu em determinado período.
Vivemos uma época em que muitas pessoas confundem popularidade com credibilidade.
Ter milhares de seguidores não significa necessariamente ter influência sobre decisões importantes. Da mesma forma, alcançar milhões de visualizações não transforma automaticamente alguém em referência jornalística.
A credibilidade é construída de outra maneira.
Ela exige tempo, conhecimento, persistência e disposição para enfrentar assuntos difíceis.
Também exige responsabilidade. Uma informação incorreta pode prejudicar reputações, comprometer investigações e provocar consequências injustas.
Por isso, considero fundamental valorizar o profissional que entende a importância da apuração e sabe que uma notícia não deve ser confundida com um simples boato.
Rigon conquistou seu espaço em um ambiente no qual a informação circula cada vez mais rapidamente e a concorrência pela atenção do público é enorme.
Sua relevância, porém, não depende apenas da velocidade com que publica. Está também no conhecimento acumulado sobre a política, os personagens e os acontecimentos da região.
Influência de verdade não é fazer alguém clicar. É fazer alguém prestar atenção no que precisa ser discutido.
Rigon, neste 7 de novembro, quero lhe desejar saúde, paz, felicidade e muitos anos de vida.
Agradecer por sua contribuição ao jornalismo regional, por ajudar a manter assuntos importantes em discussão e por demonstrar que a experiência continua tendo enorme valor em uma profissão que se transforma todos os dias.
Nós, jornalistas, podemos ter opiniões diferentes, estilos distintos e até discordar sobre determinados assuntos. Isso faz parte da profissão e da democracia.
O que não podemos perder é a capacidade de reconhecer o trabalho de quem ajudou a construir a história da comunicação em nossa cidade.
Seu trabalho atravessou diferentes gerações, acompanhou mudanças tecnológicas e continuou presente no cotidiano político e jornalístico de Maringá.
Enquanto muitos procuram descobrir como conquistar influência nas redes sociais, você já exercia influência quando a notícia dependia de um telefone, uma máquina de escrever, um bloco de anotações e muita disposição para trabalhar.
Por isso, continuo dizendo que você é o nosso influencer raiz.
E, se me permite mais uma brincadeira, não se preocupe tanto com seguidores. Continue cuidando das suas fontes, porque seus perseguidores provavelmente continuarão acompanhando cada linha que você escrever.
Afinal, até quem não gosta do que Rigon publica parece fazer questão de saber o que ele publicou.
Que venham muitos outros aniversários, muitas histórias, muitas informações relevantes e, principalmente, muitos anos de saúde para continuar fazendo aquilo que você sabe fazer tão bem.
Maringá precisa de jornalistas que perguntem, investiguem, registrem e não tenham receio de abordar assuntos que incomodam.
E, depois de tantas décadas, você continua mostrando por que conquistou seu espaço.
Feliz aniversário, Rigon, o nosso influencer raiz, o homem que não precisa estar em todos os lugares para saber o que acontece neles.
José Angelo Rigon recebe o Mérito Comunitário na Câmara Municipal de Maringá, em homenagem concedida pelo vereador Angelo Salgueiro.
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