Panorama: No susto, PT admite revisar sua velha cartilha
"O PT precisa mudar" é a frase síntese das análises do campo governista sobre o transcorrer de uma eleição que quase impôs ao partido a mais humilhante das derr

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5.nov.2026 às 9h29 Edição Impressa Diminuir fonte Aumentar fonte Brasília O que mais se ouve hoje entre os petistas é um apelo à autocrítica. "O PT precisa mudar" é a frase síntese das análises do campo governista sobre o transcorrer de uma eleição que quase impôs ao partido a mais humilhante das derrotas de sua trajetória.
O partido nunca foi dado ao reconhecimento de erros, não obstante os alertas de dirigentes e lideranças a respeito da necessidade de revisão da velha cartilha.
Os defensores da atualização de procedimentos, além de não serem ouvidos, em vários casos tornaram-se alvos de críticas, indiferença ou postos em situação de degredo político.
A premência da mudança ao que se vê depois do sacolejo eleitoral parece ter-se imposto e chegado ao topo da cadeia de comando. Vale dizer, a Luiz Inácio da Silva, cuja disposição de mudar "o jeito de governar", contudo, ainda está para se mostrar mais consistente que as palavras ditas na empolgação da vitória, em 25 de outubro.
As cobranças já começaram, por ora concentradas no rumo que será dado à economia. Do presidente reeleito serão exigidas respostas para muito mais.
Alguns itens da lista: recuperação da confiança no governo, reconstrução do trato equilibrado com o Congresso Nacional, revisão das relações com o Supremo Tribunal Federal ( STF ), inclusão das forças de centro na condução do Estado e eficácia na administração.
Outro ponto de crucial importância, mas sobre o qual quase nada se fala, é o compromisso com a ética na política. A indulgência do PT para com seus tropeços morais —digamos assim— acaba funcionando como salvo-conduto de tolerância para as malfeitorias dos adversários. Aconteceu na eleição.
Para ficarmos só nesse período, tivemos o uso abusivo da máquina pública ao arrepio das regras eleitorais de restrição, qualificadas por Lula como "papagaiada desgraçada" durante uma inauguração de que participava na condição de dublê de presidente e candidato.
A defesa da democracia implica, necessariamente, respeito e obediência à legalidade.
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