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Panorama: Na França, greves e protestos hoje ampliam pressão sobre governo Macron

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 5 de novembro de 2026 às 09:45
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Panorama: Na França, greves e protestos hoje ampliam pressão sobre governo Macron
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Centrais sindicais francesas uniram forças nesta quinta-feira, 5, para uma j ornada nacional de greves e manifestações por salários mais altos e em apoio ao movimento de protesto de estudantes do ensino médio, ampliando a pressão sobre o governo do presidente da França, Emmanuel Macron.

Após mais de um mês de atos regulares e de grande porte pelo país, novas grandes mobilizações ocorriam em Paris, Lyon e Marselha, com expectativa de participação de centenas de milhares de pessoas. Os sindicatos disseram que cerca de 260 manifestações contra o aumento do custo de vida estavam previstas em toda a França.

Centenas de escolas de ensino médio foram fechadas ou não conseguiram operar, algumas por causa de protestos e outras porque professores aderiram à paralisação. O transporte público foi fortemente afetado.

A polícia em Estrasburgo, no nordeste, alertou a população para redobrar a cautela nas imediações de algumas escolas.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que 70 mil policiais seriam mobilizados, com apoio de veículos blindados, drones e helicópteros. As forças de segurança têm sido criticadas por ferirem manifestantes e pelo uso de táticas consideradas excessivamente duras.

Diversas manifestações foram marcadas por episódios de violência, grande parte atribuída a vândalos mascarados que não apoiam as reivindicações de estudantes ou trabalhadores.

Será a primeira vez que Trump, um republicano que também ocupou a Casa Branca de 2017 a 2021, terá ⁠de ‌lidar com os democratas controlando ambas as câmaras do Congresso

A medida ocorre um dia depois de o Banco Central do Paraguai determinar a intervenção no Ueno Bank por causa de uma grave insuficiência de capital

Autoridades na Bretanha, no oeste do país, disseram que “indivíduos mascarados” tentaram bloquear estradas na cidade de Rennes.

Segundo o governo regional, jovens, frequentemente acompanhados por adultos, cometeram “graves atos de violência”, incluindo o arremesso de esferas de aço contra policiais.

Em nota conjunta, os principais sindicatos da França afirmaram que o país está à beira de uma recessão e que planos de demissão estão se multiplicando. “Combustível, alimentos, aluguel, gás, eletricidade… tudo sobe, exceto salários e aposentadorias”, disseram.

A França tem elevado endividamento e figura entre os piores desempenhos econômicos da Europa, ao lado de Itália e Bélgica. Os sindicatos disseram que o recado é dirigido ao governo e aos empregadores. “A raiva é imensa. A situação no país é frágil. Os desafios sociais e ambientais urgentes precisam ser enfrentados sem demora”, afirmaram.

Antes da paralisação, o governo vinha negociando com as centrais sindicais, numa tentativa de conter distúrbios que, segundo autoridades, configuram a pior onda de agitação civil no país em anos.

O movimento teve início em setembro, com um protesto contra a falta de funcionários em uma escola de ensino médio ao sudeste de Paris, e se espalhou nacionalmente. A mobilização passou a reunir estudantes que pedem mais recursos para a educação e trabalhadores que buscam alívio diante da disparada dos combustíveis e de outros custos, além de reivindicar melhores aposentadorias.

Os atos ocorrem em meio ao aquecimento da campanha para a eleição presidencial de maio do próximo ano, que escolherá o sucessor de Macron. Partidos têm tentado capitalizar politicamente a mobilização. Macron é impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, e a candidata de extrema direita Marine Le Pen é apontada como favorita.

Alguns candidatos, incluindo o veterano líder de esquerda radical e anticapitalista Jean-Luc Mélenchon, defendem soluções consideradas radicais, mas difíceis de implementar, segundo Paul Smith, professor associado de história e política francesa na Universidade de Nottingham, na Inglaterra.

“Há uma sensação de frustração absoluta com a incapacidade do governo de funcionar”, disse Smith à Associated Press. “Quem vencer a eleição presidencial vai ter uma pilha de problemas para enfrentar.”

“É muito difícil ver exatamente para onde as coisas vão”, afirmou. Fonte: Associated Press.

#Brasil#Política#Governo
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