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Panorama: 'Meu irmão não será chanceler', diz Flávio sobre papel de Eduardo em eventual governo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 17 de outubro de 2026 às 01:14
Via Exame
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'Meu irmão não será chanceler', diz Flávio sobre papel de Eduardo em eventual governo Candidato elogiou atuação internacional do irmão, mas descartou nomeá-lo para o Ministério das Relações Exteriores Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro (Rafael Carvalho/Governo de Transição/Divulgação)

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 22h04 .

Priorizar nos meus resultados Google O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 16, que não pretende nomear o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) , para o Ministério das Relações Exteriores, caso vença a eleição presidencial.

“Não, ele não vai ser meu chanceler”, disse Flávio em entrevista à TV Globo .

Apesar de descartar a nomeação, o senador defendeu a atuação internacional do irmão e criticou o que considera uma perseguição por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Hoje ele não pode pisar em um monte de países, porque o Moraes persegue ele a todo momento”, disse. " Eduardo faz, sim, um trabalho brilhante. Ele construiu, ao longo de mais de 10 anos, um relacionamento internacional com vários líderes políticos conservadores, que são de direita. Ele tem o mérito dele."

Apesar dos elogios, o senador separou a atuação internacional do irmão de uma eventual nomeação para o Ministério das Relações Exteriores. Ao ser questionado novamente se Eduardo ocuparia o posto, reforçou: “Não será chanceler.”

Em junho, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, em uma ação relacionada à tentativa de interferir no julgamento da trama golpista envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pena foi fixada em quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. O colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Também votaram pela condenação Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo por supostamente atuar junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar autoridades brasileiras. Segundo a acusação, o ex-deputado buscou criar um ambiente de instabilidade e temor com a possibilidade de retaliações estrangeiras contra ministros do STF e o Brasil.

De acordo com a Procuradoria, o objetivo seria impedir uma eventual condenação de Jair Bolsonaro no processo sobre a trama golpista.

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