Panorama: Lula prepara pronunciamento na TV sobre ajuste fiscal para acalmar mercado
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Consulte formatos e valores disponíveisO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará um pronunciamento à nação no próximo domingo (8) em cadeia nacional de rádio e televisão. O objetivo do discurso será acalmar o mercado financeiro, ao anunciar um ajuste fiscal nas contas públicas, e pacificar o país em preparação ao quarto mandato do petista.
No dia seguinte ao resultado das urnas, no dia 26 de outubro, a B3 (Bolsa de Valores do Brasil) acionou o mecanismo circuit breaker e interrompeu as negociações no mercado de ações. Esse dispositivo é utilizado pelas bolsas de valores para suspender temporariamente as negociações quando o mercado registra quedas bruscas e extremas.
Com isso no horizonte, Lula vai falar sobre seu compromisso em seguir as metas fiscais do país, ao mesmo tempo em que não deixará de cumprir promessas de campanha, como o aumento real do salário mínimo.
O discurso focará na responsabilidade fiscal ao longo do quarto mandato e poderá também contar com o anúncio do novo ministro da Fazenda, tão antecipado pelo mercado financeiro.
Outras medidas também deverão ser anunciadas por Lula no domingo. Entretanto, elas seguem sendo discutidos pelo presidente com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti. A expectativa é de que o pacote conte com um plano de contenção de gastos e aumento na arrecadação federal.
Entretanto, durante a campanha, Lula aumentou os gastos federais, anunciou aumento do Bolsa Família, e até mesmo afirmou que fazer superávit primário era “babaquice”. Seu pacote de bondades, inclusive, supero o R$ 400 bilhões, com promessas como a universalização do Pé-de-Meia para universitários e a construção de mais de 100 presídios de segurança máxima.
Na quarta-feira (4), o Banco Central do Brasil (BC) decidiu manter a taxa de juros básica em 13,75% ao ano, após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O veredito unânime do órgão interrompe a série de cinco quedas consecutivas da taxa Selic, que chegou a 15% em março deste ano — o maior nível em duas décadas.
A manutenção do índice é uma derrota para Lula, que já pediu publicamente, diversas vezes, para que o BC reduzisse a taxa Selic.
Na tarde de hoje, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou considerar que o valor ainda é muito alto.
“É uma taxa de juros bastante alta, muito ruim para economia, para todos os setores, mesmo o setor financeiro, o setor produtivo. Nós precisamos fazer as medidas necessárias para que a gente dê as condições e, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua do Brasil”
De acordo com Durigan, o quarto mandato de Lula deverá “dar as condições corretas, estruturais, corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros”.
O Banco Central aumentou a estimativa para a inflação em 2026, no acumulado dos doze meses, de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta.
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