Panorama: Governo Trump emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família entrarem nos EUA, diz agência
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Consulte formatos e valores disponíveisGoverno Trump emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família entrarem nos EUA, diz agência Departamento de Estado dos EUA confirmou à Bloomberg o plano de emitir os documentos depois que Flávio Bolsonaro foi derrotado por Lula nas eleições Mateus Omena Repórter
Última atualização em 27 de outubro de 2026 às 18h43.
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Donald Trump Saiba mais O governo de Donald Trump planeja emitir vistos para o senador Flávio Bolsonaro e sua família, para que entrem nos Estados Unidos após ele ter fugido do Brasil. A informação foi confirmada pela Bloomberg.
O Departamento de Estado afirmou à agência de notícias o plano de emitir os documentos depois que Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial no domingo para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio Bolsonaro (PL) foi derrotado na disputa presidencial neste domingo, 25, com 59.826.041 votos (48,21%). Enquanto o presidente Lula obteve 64.256.232 votos (51,79%) e foi reeleito para seu 4º mandato.
A agência de notícias Reuters e o jornal The New York Times informaram, mais cedo, que o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. As reportagens citam fontes anônimas. O caso é investigado pela Polícia Federal (PF).
O site argentino Infobae também noticiou que o senador teria saído do Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina. Segundo a reportagem, Flávio teria usado seu documento de identidade para cruzar a fronteira.
De acordo com o Infobae, ele viajaria de Puerto Iguazú aos Estados Unidos em um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A.
Registros do site de monitoramento aéreo FlightRadar24 mostram que a aeronave voou de Buenos Aires para Puerto Iguazú e chegou à cidade às 23h45, no horário de Brasília. Segundo a plataforma, o avião não havia deixado o local desde então.
Até o momento, não há confirmação de que Flávio Bolsonaro esteve na aeronave ou de que tenha trocado de avião para seguir aos Estados Unidos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) não entregou à Polícia Federal (PF) os seus passaportes comum e diplomático. O prazo para a entrega ocorrer se encerrou na manhã desta terça-feira, 27.
Na segunda-feira, 26, Flávio foi intimado a entregar seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas e foi proibido de deixar o Brasil por uma decisão do ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A decisão também proíbe o parlamentar de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz, seu amigo e investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas. A PF suspeita que os dois sejam sócios, por exemplo, da Best Bet, casa de apostas que o advogado fundou e controlou. Ambos negam ter qualquer sociedade.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio afirmou que foi abordado por agentes da PF após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
"Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula me intimou na rua. Eu fui intimado para entregar meu passaporte e também estou proibido de deixar o país", disse.
O senador afirmou que a decisão foi tomada na noite de domingo, após o resultado da eleição, e questionou a medida, classificando-a de perseguição. Segundo ele, a determinação teria levado em consideração uma declaração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que defendeu que Flávio deixasse o país caso fosse derrotado. Eduardo vive nos Estados Unidos em autoexílio.
A PF também investiga o destino de recursos pagos por Daniel Vorcaro a uma offshore no Texas ligada a um advogado amigo de Eduardo. A suspeita é que os valores, supostamente arrecadados para a realização do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, teriam sido desviados para benefício próprio do ex-deputado.
"Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar", afirmou Flávio Bolsonaro.
Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF. Em um deles, é suspeito, ao lado de Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas.
O outro inquérito apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação relacionada às apostas está sob a relatoria de Alexandre de Moraes e teve origem em um procedimento conduzido pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul.
O caso chegou ao Supremo depois que os investigadores identificaram referências ao senador, que possui foro por prerrogativa de função em razão do mandato parlamentar.
A PF apura suspeitas de movimentações financeiras irregulares e possíveis mecanismos de ocultação de recursos por meio de empresas do setor de apostas e plataformas de pagamento vinculadas ao advogado.
Entre os elementos identificados pelos investigadores está uma conta bancária ligada à empresa Alcazar Holdings, associada a Willer Tomaz.
Segundo a investigação, Flávio aparecia como usuário com acesso privilegiado à conta, identificado como master, termo utilizado para designar um perfil com permissões ampliadas de acesso.
Os investigadores buscam esclarecer a natureza dessa vinculação e se houve movimentações financeiras realizadas pelo parlamentar.
A defesa de Willer nega que Flávio tivesse esse tipo de acesso à conta e afirma que os dois mantêm apenas uma relação de amizade, sem movimentações financeiras entre eles.
A Polícia Federal também identificou registros de viagens, encontros e relações comerciais envolvendo os dois.
Uma das linhas de investigação busca esclarecer a origem e o destino de recursos movimentados por empresas relacionadas ao advogado, incluindo uma conta que registrou aproximadamente R$ 130 milhões em operações entre março e maio de 2025.
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