Panorama: Flávio cobra Lula sobre “saidinhas”; petista defende benefício
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Consulte formatos e valores disponíveisSenador citou vítimas de crimes cometidos por presos beneficiados; presidente defendeu saída temporária para quem tem bom comportamento
--> copiar link --> O senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o 1º debate presidencial do 2º turno promovido pela "Band” Renato Pizzutto/Band - 18.out.2026 PODER360 18.out.2026 (domingo) - 22h09 Priorize o Poder no Google O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou neste domingo (18.out.2026) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as saídas temporárias de presos, conhecidas como “saidinhas”. Durante o debate presidencial da Band , em São Paulo, o candidato do PL citou vítimas de crimes cometidos por detentos beneficiados pela medida. O petista defendeu o direito para presos com bom comportamento que atendam aos requisitos legais.
“ Lula, por que você está sempre pensando nos direitos dos bandidos e não está pensando nos direitos das vítimas? ”, questionou Flávio.
O senador mencionou o assassinato de Renata da Silva Teles na véspera do Natal de 2023 e a morte de um policial militar de Minas Gerais. Os 2 crimes foram cometidos por presos que haviam recebido autorização para deixar temporariamente a prisão.
“ Você é a favor ou contra o marginal ter um direito à saidinha? ”, perguntou.
Lula respondeu que o benefício não deveria ser retirado de todos os presos por crimes cometidos por alguns beneficiários: “ Não é porque um cidadão saiu e cometeu um erro que você vai punir milhares de pessoas que conquistaram o direito de sair diante da Justiça brasileira ”.
O presidente afirmou que as saídas temporárias devem ser concedidas a presos que demonstrem recuperação e tenham comportamento adequado. “ Se a pessoa tiver tido um comportamento decente, se a pessoa estiver se recuperando, é justo que a pessoa saia para ver a sua família ”, disse.
Lula também defendeu a função de ressocialização do sistema prisional. “Afinal de contas, o sistema prisional é feito na perspectiva de recuperar as pessoas ”, afirmou.
O petista declarou que condenados por crimes graves, como estupro e violência contra a mulher, não recebem o benefício. “ Aquele que praticou estupro não sai. Aquele que praticou violência contra a mulher não sai ”, disse.
Flávio rebateu afirmando que o adversário demonstrava maior preocupação com os direitos dos presos do que com os das vítimas.
Durante a resposta, Lula também mencionou a possibilidade de Flávio conceder um indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso seja eleito.
O petista argumentou que um benefício dessa natureza poderia alcançar outras pessoas, dependendo de seus critérios, e citou o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. “ Ele não pode dar indulto para uma pessoa, ele vai ter que liberar todo mundo, inclusive o Vorcar o”, afirmou Lula.
Flávio já declarou que pretende trabalhar pela anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e, caso a medida não avance, conceder um indulto ao pai. O alcance de um eventual indulto depende das condições estabelecidas no decreto presidencial e dos limites previstos na legislação.
Em abril de 2024, Lula sancionou a lei que restringiu as saídas temporárias de presos, mas vetou o trecho que impedia as visitas familiares. O Congresso derrubou o veto.
A legislação passou a restringir o benefício, mantendo a possibilidade de saída temporária para atividades educacionais nas condições estabelecidas em lei.
Lula afirmou, em junho de 2024, que sua decisão de preservar as visitas familiares havia sido motivada pela importância da ressocialização e do contato dos presos com suas famílias.
No debate da Band , o presidente voltou a defender esse entendimento, enquanto Flávio associou o benefício ao risco de reincidência criminal.
As pesquisas nacionais mais recentes para o 2º turno mostram Flávio numericamente à frente de Lula em 11 dos 13 levantamentos compilados pelo Poder360 . O petista está nessa situação em 1 estudo. Na pesquisa mais recente do PoderData/Aya , os candidatos estão empatados, com 50% dos votos válidos cada um.
A comparação considera os votos válidos e inclui pesquisas com entrevistas realizadas de 3 a 17 de outubro. Os candidatos disputarão o 2º turno em 25 de outubro.
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