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Panorama: Flávio Bolsonaro está a caminho da Flórida, diz autoridade dos EUA à Reuters

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 18:00
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Panorama: Flávio Bolsonaro está a caminho da Flórida, diz autoridade dos EUA à Reuters
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Flávio Bolsonaro está a caminho da Flórida, diz autoridade dos EUA à Reuters Paradeiro do candidato derrotado nas eleições presidenciais é desconhecido; PF apura se ele fugiu após ser intimado a entregar passaporte Brazil's right-wing senator and presidential candidate for the Liberal Party (PL) Flavio Bolsonaro reacts after knowing the first results in the presidential runoff election, in Brasilia, on October 25, 2026. Brazil's President and re-election candidate for the Workers' Party (PT) Luiz Inacio Lula da Silva pulled off a dramatic comeback on October 25, 2026, as he clinched election victory against right-wing senator Flavio Bolsonaro, who trounced him in the first round. (Photo by Pablo PORCIUNCULA / AFP) (PABLO PORCIUNCULA/AFP)

André Martins, Diego Pavão, Ivan Martínez-Vargas e Luciano Pádua Publicado em 27 de outubro de 2026 às 14h54.

Última atualização em 27 de outubro de 2026 às 14h55.

Priorizar nos meus resultados Google O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil nesta terça-feira, 27, segundo apuração da agência americana Reuters com autoridades americanas.

Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, o senador não entregou à Polícia Federal (PF) os seus passaportes comum e diplomático. O prazo para a entrega se encerrou na manhã desta terça-feira.

Na segunda-feira, 26, Flávio foi intimado a entregar seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas e foi proibido de deixar o Brasil por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Ainda não se sabe qual foi a rota que o senador utilizou para deixar o país.

Nas primeiras horas desta terça, havia a especulação de que Flávio teria fugido para a Argentina. Durante a madrugada, o site argentino Infobae, portal de grande circulação, informou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou à Argentina, em Puerto Iguazú, onde pegaria um voo particular rumo a Miami, nos Estados Unidos. O voo foi cancelado.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão subordinado ao Ministério da Segurança Nacional, diz que não há registros de entrada no país do candidato derrotado Flávio Bolsonaro após relatos de que ele teria fugido.

"A Direção Nacional de Migrações não registra nenhuma entrada de Flavio Bolsonaro na República Argentina. Devido à escalada mediática por causa da presença de um avião privado no Aeroporto Internacional do Iguaçu, as autoridades iniciaram verificações da aeronave e da tripulação. Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está em ordem e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro", diz a nota.

À EXAME, uma fonte ligada ao Ministério da Segurança da Argentina afirma que não houve nenhum pedido de Flávio para a entrada no país, nem uma solicitação da Interpol a respeito do senador.

Durante a manhã, à coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho, negou que ele teria deixado o país. A EXAME procurou os assessores e aliados do senador e não teve confirmação do seu paradeiro. A Polícia Federal (PF) não tem informação sobre a situação, mas apura o caso, segundo o colunista Lauro Jardim, do Jornal O Globo.

Durante a madrugada desta terça-feira, 27, a imprensa argentina passou a noticiar que Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil e entrado a pé pela fronteira com a Argentina. Segundo o portal Infobae, um jato particular Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW estaria parado no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina. A aeronave, ainda segundo o site, partiria para os Estados Unidos, especificamente para o aeroporto de Fort Lauderdale, na Flórida.

A decolagem, ainda segundo a reportagem, não aconteceu porque faltava um dos quatro passageiros previstos e, por isso, o jato permaneceu em Puerto Iguazú.

O prazo para a intimação da PF para a entrega do passaporte completou 24 horas na manhã desta terça-feira, 27. Na segunda-feira, 26, Flávio revelou que foi intimado a entregar o passaporte após visitar o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

"Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula me intimou na rua. Eu fui intimado para entregar meu passaporte e também estou proibido de deixar o país", disse.

O senador afirma que a decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes na noite de domingo, após o resultado da eleição.

Flávio disse que a decisão foi tomada com base em uma declaração do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que defendeu que Flávio deixasse o país se fosse derrotado.

"Eu nunca falei. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? E mais: essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado da eleição. Pensa comigo: se eu tivesse ganho as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito, me intimando no meio da rua? Isso é um sinal de que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado da eleição, uma questão política; não pode ser assim. Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar", afirmou.

O senador do PL é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Um deles investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No outro, ele é suspeito de, ao lado do advogado Willer Tomaz, lavar dinheiro por meio de plataformas de apostas.

Um dos casos está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento vinculadas a Willer Tomaz.

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