Panorama: EUA se “levantaram contra Trump" em midterms, diz NYTimes
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisEditorial afirma que eleitores rejeitaram ações do presidente nas eleições de meio de mandato que deram ao Partido Democrata o controle da Câmara e do Senado
Siga no Google Discover Priorizar nos meus resultados Google Um editorial do New York Times, principal jornal dos Estados Unidos, publicado nesta quarta-feira (4), classificou a histórica “onda azul” do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato (midterms) como uma manifestação de repúdio dos americanos ao mandato do presidente Donald Trump.
O jornal cita as tentativas de interferência no processo eleitoral como parte do motivo que levou o país a dar um forte recado contra Trump e candidatos republicanos nos estados. Um sinal dessa mudança veio de redutos tradicionalmente vermelhos, como Texas, Carolina do Sul, Kansas e Geórgia, que elegeram senadores democratas pela primeira vez em décadas.
Para o jornal, o resultado é sinal da resistência de instituições democráticas e do sistema de freios e contrapesos, já que agora os democratas ampliarão seus poderes de fiscalização sobre o governo Trump nos próximos dois anos.
O editorial cita uma série de iniciativas do presidente que, segundo o NYT, tentaram influenciar o processo eleitoral. Entre elas estão mudanças nas regras de distritos eleitorais para favorecer candidatos republicanos, alegações falsas de fraude e medidas para restringir o voto pelo correio.
Para o New York Times, o resultado também reflete a insatisfação de eleitores independentes e de parte dos próprios republicanos com o segundo mandato de Trump, que o jornal define como “um fracasso”.
Passadas as midterms, a oposição terá mais espaço para investigar possíveis casos de corrupção e violações da lei envolvendo o governo. Também poderá apresentar propostas alternativas à agenda do presidente.
Além do voto popular, o editorial do jornal norte-americano destaca a atuação de funcionários eleitorais, advogados e juízes na proteção do processo democrático. São citados os mesários e profissionais que organizaram a votação e contabilizaram os votos, mesmo diante da pressão de Trump e das alegações de fraude generalizada.
Houve resistência de autoridades estaduais a pedidos do governo federal. No ano passado, o Departamento de Justiça exigiu que os estados fornecessem dados pessoais de eleitores, como datas de nascimento, informações de carteiras de motorista e parte dos números de identificação da Previdência Social.
Diversas autoridades se recusaram a entregar esses dados, inclusive integrantes do próprio Partido Republicano. Entre os exemplos citados estão a vice-governadora de Utah, Deidre Henderson, do Partido Republicano; a secretária de Estado de Michigan, Jocelyn Benson, do Partido Democrata; e o secretário de Estado da Virgínia Ocidental, Kris Warner, também republicano.
Os três foram processados pelo governo Trump após a recusa, mas venceram as disputas na Justiça.
Para o New York Times, os episódios demonstram a importância da descentralização do sistema político americano. A Constituição dos Estados Unidos permite que cada estado defina como suas eleições serão organizadas – o que, segundo o editorial, impediu que Trump anulasse decisões de autoridades locais.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Região: 4 dados que mostram o peso dos votos latinos na 'onda azul' das eleições nos EUA
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Atualização: Hackers atacam freezers na Europa; entenda o que motiva e como funcionam as invasões
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Fique por dentro: Derrota de Trump coloca em xeque relação histórica dos EUA com Israel
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a relação do país com Israel foi um dos quatro principais motivos apontados por consultor de confiança que fize













