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Panorama: Douglas Luiz chama atenção na Juventus em função que Ancelotti o vê na Seleção

Dessa vez, porém, o volante tem se destacado em uma função mais próxima à que Carlo Ancelotti o enxerga, como …

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 15:00
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Panorama: Douglas Luiz chama atenção na Juventus em função que Ancelotti o vê na Seleção
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O bom início de temporada de Douglas Luiz chegou ao auge no último domingo (25), quando o brasileiro chegou a seu primeiro gol e assistência pela Juventus após mais de dois anos vinculado ao clube. Dessa vez, porém, o volante tem se destacado em uma função mais próxima à que Carlo Ancelotti o enxerga, como explicou na convocação de setembro, primeiro chamado do ex-Vasco à seleção brasileira desde 2024.

No começo da temporada, o jogador de 28 anos atuava mais como segundo volante, com liberdade para avançar por conta da presença mais posicional de Manuel Locatelli.

A partir da lesão do colega de meio, porém, a versão do meio-campista passou a ser cada vez mais de um “camisa 5”, primeiro volante, exatamente como o técnico do Brasil o definiu para falar de suas características. “ É um volante posicional “.

Douglas ter minutos nessa função joga a favor dele pensando em Seleção, mesmo que tenha ficado fora da última convocação.

Nas três primeiras rodadas da Serie A, em dupla com Locatelli, o brasileiro teve uma presença muito maior no campo de ataque, com média de ações com bola de 72, com 78% dos passes tentados (138 de 176) no campo adversário, segundo o “Sofascore”. A posição mais avançada, longe da base da saída de bola junto dos zagueiros, é reiterada pelo mapa de calor daqueles jogos iniciais.

Nas últimas partidas, no entanto, sua participação mudou. Normalmente frente de uma linha de três, é o volante mais fixo — posicional, como aponta Ancelotti –, direcionando os ataques e atuando junto de Teun Koopmeiners à esquerda e Weston McKennie à direita. No último jogo com o Genoa, na quarta-feira (28), teve Pape Matar Sarr ao seu lado.

Sua média de toques na bola nos três jogos mais recentes foi acima de 82. A maioria de seus passes tentados, 203, ainda foi no campo adversário, 131 — potencializado pela maior participação dos zagueiros na saída de gols –, mas com o equilíbrio da participação no próprio campo, 72.

Tenho um organizador de jogo de alto nível, e bons organizadores deixam a vida do treinador menos complicada. Douglas Luiz me ajuda, é um jogador que se relaciona bem com os companheiros e é generoso com os outros — elogiou o técnico Luciano Spalletti em 10 de outubro.

Na vitória por 2 a 0 sobre o Lecce, no final de semana passado, o brasileiro exibiu sua melhor faceta, com quase 100 ações com bola, assistência em falta cobrada na medida para McKennie e gol em batida cruzada de fora da área.

Douglas Luiz fez hoje uma partida importante, lutou e resolveu muitas situações. Sabe jogar, sabe soltar a bola mais rapidamente, sem precisar tocá-la quatro ou cinco vezes. Sabe antecipar a jogada seguinte e prepará-la. Tem visão, cabeça e técnica — destacou Spalletti.

O jornal “Gazzetta dello Sport” dedicou uma matéria só para o volante, destacando que ele exigiu a versão de “dois anos e meio atrás”, quando brilhava pelo Aston Villa “em qualquer função, da organização do jogo ao último passe, passando pelas infiltrações”.

O sangue-frio permite a Douglas administrar bolas difíceis com uma tranquilidade surpreendente. Mas, quando consegue fazer as ideias circularem com antecedência, como aconteceu no domingo, a música muda: é possível passar ao ‘rock ‘n' roll' — completa a análise do jornalista Matteo Nava.

O técnico da Juventus, porém, fez uma ressalva para a atuação: “o brasileiro tem o hábito de jogar em um ritmo lento”.

O futebol é outra coisa: você toca duas vezes na bola e já a solta. Essa é uma qualidade que ele tem. Não podemos nos limitar a jogar com toquinhos curtos, próximos, sem dar verticalidade às jogadas nem mudar o lado do campo. Ele tem o pé para isso. Vocês viram a cobrança de falta que originou o primeiro gol? É preciso ter qualidade técnica para fazer aquilo.

Justamente essa dificuldade no ritmo marcou o revés para o Genoa, 2 a 0, no meio da última semana. O volante exagerou nos passes laterais, não ditou o ritmo e nem foi defendeu bem a entrada daárea.

Ser mais dinâmico pode garantir a consolidação de Douglas Luiz como primeiro volante e exibir mais a versão que Ancelotti o vê.

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