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Panorama: Crise climática causa danos cada vez maiores à saúde e exige emergência sanitária global, apontam cientistas

Kaylee Greenlee Beal/Reuters Os impactos das mudanças climáticas na saúde estão aumentando mais rapidamente do que há uma década, apesar dos compromissos intern

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 03:00
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Panorama: Crise climática causa danos cada vez maiores à saúde e exige emergência sanitária global, apontam cientistas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Os impactos das mudanças climáticas na saúde estão aumentando mais rapidamente do que há uma década, apesar dos compromissos internacionais para conter o aquecimento global.

O alerta é de um relatório publicado nesta última terça-feira (27) pela prestigiada revista científica "The Lancet", que aponta uma aceleração das mortes relacionadas ao calor, da exposição a secas extremas e dos problemas de saúde provocados pelas mudanças no clima.

Segundo o levantamento, o calor esteve associado a aproximadamente 710 mil mortes em todo o mundo em 2023, o maior número estimado para um único ano no período analisado.

Dessas mortes, 71,5% foram atribuídas às mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas.

Diante dos resultados, os pesquisadores defendem que a crise climática seja formalmente reconhecida e tratada como uma emergência sanitária global, para que seus efeitos sobre a saúde tenham prioridade nas decisões dos governos.

A avaliação faz parte da edição de 2026 do Lancet Countdown, uma iniciativa científica internacional que acompanha, todos os anos, como as mudanças climáticas afetam a saúde da população e o que os países estão fazendo para enfrentar esses impactos.

O trabalho reúne 146 pesquisadores de mais de 100 instituições em mais de 30 países, sob coordenação da University College London (UCL), em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo compara a década posterior à entrada em vigor do Acordo de Paris, de 2016 a 2025, com os dez anos anteriores, de 2006 a 2015.

A conclusão é que diversos danos à saúde se intensificaram em um ritmo superior ao observado antes do acordo, firmado para limitar o aquecimento global e reduzir os riscos associados às mudanças climáticas.

"Uma década após o Acordo de Paris, nossas conclusões são inequívocas: os danos das mudanças climáticas à saúde estão crescendo mais rapidamente do que a resposta mundial a eles e, em muitos casos, estão até se acelerando", afirmou Marina Romanello, diretora-executiva do Lancet Countdown.

Segundo ela, houve avanços na expansão das energias renováveis e na preparação dos sistemas de saúde, mas essas iniciativas ainda não são suficientes para compensar o agravamento dos impactos climáticos.

#Belém#Saúde#Meio Ambiente
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