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Panorama: Corinthians é cobrado pelo MP por calotes e R$ 60 milhões sem comprovantes

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 12:45
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Panorama: Corinthians é cobrado pelo MP por calotes e R$ 60 milhões sem comprovantes
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Corinthians é cobrado pelo MP por calotes e R$ 60 milhões sem comprovantes Ministério Público reforça cobrança de comprovantes financeiros e pede regularização de R$ 10,1 milhões em pagamentos atrasados no regime de execução de dívidas.

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O Corinthians voltou a ser cobrado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por pendências financeiras relacionadas ao Regime de Centralização de Execuções (RCE). O órgão reiterou pedidos para que o clube apresente documentos que comprovem movimentações de aproximadamente R$ 60 milhões e esclareça atrasos nos pagamentos a credores da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), vinculada à CBF.

Entre as solicitações está a intimação do Timão para explicar a situação dos compromissos assumidos na CNRD, diante de notícias de inadimplência e possíveis sanções esportivas. O Ministério Público também quer informações sobre eventuais receitas bloqueadas ou comprometidas com outras obrigações financeiras.

Além disso, o órgão solicitou a publicação de uma intimação para que o Corinthians regularize R$ 10.140.956,79 referentes aos rateios de julho e agosto no RCE. O pedido ocorre após reclamações de credores sobre a falta de repasses, conforme informações publicadas pela ESPN.

O Ministério Público voltou a solicitar esclarecimentos sobre diferentes operações financeiras realizadas pelo clube. Entre elas, está um pagamento de R$ 26.034.838,02 atribuído à Caixa Econômica Federal, cuja comprovação depende da apresentação de documentos bancários e demonstrações contábeis da Arena Itaquera S.A.

Outro ponto envolve R$ 1.393.279,13 em deduções relacionadas ao FIDC Daycoval, que o órgão pede que sejam reincluídas no cálculo do regime. O MP também quer explicações sobre os R$ 32.775.000 recebidos da Nike em 31 de agosto e classificados pelo clube como uma operação financeira.

A Promotoria solicitou acesso aos contratos relacionados à fornecedora de material esportivo, com disponibilização sob sigilo aos interessados. O objetivo é esclarecer a natureza da operação e verificar se a classificação contábil adotada pelo Corinthians está adequada.

O clube também deverá publicar o edital de leilão reverso referente a R$ 3.141.958,11, valor relacionado a 20% das transferências de atletas entre fevereiro e agosto. O Ministério Público ainda cobra a apresentação da relação individualizada das guias judiciais do Banco do Brasil.

A cobrança dos valores atrasados é um dos pontos mais delicados do caso. O Ministério Público pediu que o Corinthians seja intimado a comprovar, no prazo de 15 dias, o pagamento integral dos rateios de julho e agosto, sob risco de revogação do benefício que suspende as execuções individuais contra o clube.

Do total de R$ 10,1 milhões questionados, R$ 2.499.657,51 correspondem ao rateio de julho, enquanto R$ 7.641.299,28 são referentes a agosto.

Caso a Justiça determine a perda do RCE, o Corinthians poderá voltar a enfrentar cobranças individuais e medidas de execução patrimonial que atualmente estão suspensas. Antes da aprovação do regime, o clube enfrentava bloqueios judiciais recorrentes que comprometiam o fluxo de caixa. O Timão relacionou mais de R$ 700 milhões em dívidas judiciais potencialmente abrangidas pelo mecanismo.

As cobranças do Ministério Público ganharam força após reclamações de credores. O empresário Carlos Leite, por meio da empresa RC Consultoria, apontou que o Corinthians deixou de pagar 42% do rateio referente a agosto e não realizou o repasse integral previsto para setembro.

Outros credores, como o empresário André Cury, o Nacional, a antiga patrocinadora Pix Star e o advogado Nelson Wilians, também apresentaram questionamentos sobre pagamentos pendentes ou ausência de comprovantes.

No caso de André Cury, o Ministério Público ainda se manifestou sobre aproximadamente R$ 14 milhões bloqueados em um processo movido pelo agente e posteriormente transferidos ao RCE. Atendendo a uma solicitação da defesa, o órgão pediu que os valores sejam preservados.

Anteriormente, o perito responsável pela fiscalização do regime já havia apresentado uma série de questionamentos sobre a situação financeira do clube, incluindo divergências contábeis, valores pendentes de repasse e informações sobre contratos e dívidas.

Em nota oficial, o Corinthians afirmou que considera o RCE fundamental para sua reorganização financeira e declarou que está tratando os questionamentos de forma técnica e responsável.

O clube informou que apresentará os esclarecimentos sobre valores, contratos, operações financeiras e fluxo de pagamentos diretamente nos autos do processo, com a documentação necessária. Também ressaltou que mantém diálogo com os agentes envolvidos e pretende adotar medidas para preservar o regime.

Por fim, o Timão reconheceu os desafios financeiros e afirmou que trabalha para reorganizar o fluxo de caixa, reduzir o endividamento e garantir o cumprimento sustentável de suas obrigações.

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