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Panorama: Como a fidelização ajudou a Growth a chegar a R$ 2 bi de faturamento

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 12:38
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Panorama: Como a fidelização ajudou a Growth a chegar a R$ 2 bi de faturamento
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O principal ativo de uma empresa não está nos produtos ou serviços que oferece, mas nas pessoas que garantem sua sobrevivência, como os clientes que continuam comprando e os funcionários capazes de sustentar o crescimento. Esse foi o pensamento que guiou os gêmeos Fernando e Eduardo Rosa Dasi quando fundaram a Growth Supplements.

Criada em 2009, em Santa Catarina, a Growth se tornou uma das líderes do mercado brasileiro de suplementos alimentares, atingindo um faturamento de R$ 2 bilhões em 2025. Os dois contaram sua experiência durante uma palestra para uma plateia lotada de empreendedores, no G4 Valley, realizado no São Paulo Expo, na capital paulista.

Os irmãos creditam esse crescimento da companhia à estratégia baseada na fidelização dos consumidores, no acompanhamento de indicadores e na construção de equipes comprometidas com o negócio. “Mais importante do que saber o faturamento de uma empresa é ver que o faturamento é resultado de um bom trabalho”, afirmou Eduardo.

Para Fernando, a lógica é semelhante à construção de um edifício que, sem uma fundação sólida, não tem estrutura para se sustentar. No caso das empresas, essa base é formada pela conquista de clientes e, principalmente, pela capacidade de fazê-los voltar. “O cliente sempre tem razão? Não, mas o cliente é o sangue da empresa e é preciso estar pronto para estancar qualquer sangramento”, disse.

Diretor de branding da farmacêutica explica durante o G4 Valley como ampliou a exposição dos executivos, criando uma identidade visual e um conteúdo digital que mudou a comunicação da empresa.

A importância da fidelização aparece nos números. Segundo os fundadores, a Growth alcançou uma taxa de recompra superior a 70%, indicador considerado fundamental, inclusive, para conquistar novos consumidores.

Na avaliação dos empresários, a terceira compra já representa uma mudança importante no relacionamento com a marca. É quando o consumidor passa a demonstrar um comportamento mais consistente de fidelidade, aumentando as chances de recomendar os produtos a outras pessoas. A lógica cria um ciclo de crescimento constante, com clientes satisfeitos que voltam a comprar e podem atrair novos consumidores, que, por sua vez, também podem se tornar recorrentes.

Mesmo com esse alto nível de fidelização, a Growth não deixa de ir atrás do cliente que não compra mais. Para Fernando, entender por que alguém deixou de comprar é igualmente importante. O empresário defende que as companhias precisam acompanhar sistematicamente a satisfação dos consumidores e investigar os motivos de abandono, porque são essas informações que ajudam a identificar problemas na experiência de compra. Isso permite antecipar mudanças de comportamento e descobrir oportunidades de negócio.

“E era isso que eu queria que alguém tivesse me dito quando eu comecei a empreender, como todos vocês que estão aqui. Acompanhar o Nível de Satisfação do Cliente, ou NPS, é fundamental”, afirmou Fernando. Segundo ele, a Growth chegou a registrar NPS de 90, indicador utilizado para medir a disposição dos consumidores de recomendar uma empresa.

Outro elemento destacado pelos fundadores foi a tecnologia. Segundo Fernando e Eduardo, a inteligência artificial passou a facilitar a análise de informações que antes dependiam de processos manuais e da experiência dos gestores. “Hoje faturamos R$ 2 bilhões. Sem a IA estaríamos faturando muito menos, porque antes era mais difícil contabilizar os dados, tinha de ter feeling para entender as informações. Hoje a IA vai buscar tudo”, disseram durante a apresentação.

A avaliação dos empresários é que a tecnologia permite identificar tendências e acompanhar indicadores para tomar decisões com maior rapidez. “Agora, por exemplo, há um avanço dos medicamentos utilizados no tratamento da obesidade, como o Mounjaro, que podem transformar os negócios de suplementos”, avalia Eduardo, acrescentando que os consumidores que reduzem a ingestão de alimentos durante tratamentos podem passar a buscar produtos proteicos para complementar a alimentação. “Nessas horas é preciso tomar decisões rápidas. Não dá para ser um Titanic, melhor ser um caiaque”, disse Fernando.

Por tudo isso, eles consideram que nada substitui a necessidade de conhecer e ouvir o consumidor, porque essa é uma das formas mais eficientes de descobrir o que o mercado deseja.

A Growth também construiu parte de sua trajetória com uma ampla rede de influenciadores digitais, estratégia que ajudou a transformar a marca em referência no segmento de suplementos. Durante a palestra, os irmãos afirmaram que trabalharam com mais de 7,9 mil influenciadores ao longo da trajetória da empresa. Os empresários relataram ainda que, em uma pesquisa realizada com 48 mil influenciadores brasileiros, a maioria apontou a Growth como a marca com a qual desejava trabalhar.

Para os irmãos, a preferência dos criadores de conteúdo está relacionada à reputação construída pela empresa junto aos consumidores. Uma marca capaz de gerar satisfação também se torna mais atraente para quem pretende recomendá-la.

Se a fidelização dos clientes sustenta as vendas, a capacidade de formar equipes comprometidas ajuda a garantir a execução da estratégia. Na avaliação dos fundadores, o crescimento da Growth não teria sido possível sem funcionários dispostos a enfrentar os desafios de uma operação que começou pequena e precisou ampliar rapidamente sua capacidade de produção e distribuição.

Os irmãos lembraram períodos em que passaram noites trabalhando na fabricação e no envase dos produtos, frisando que a dedicação exigida nos primeiros anos do negócio é fundamental.

Mas, para os empresários, construir uma cultura forte não depende apenas de cobrar resultados. É necessário ouvir reclamações, compreender dificuldades e demonstrar, por meio das atitudes da liderança, quais valores devem orientar a empresa. Para Eduardo, o ambiente influencia diretamente o comportamento das pessoas.

Segundo eles, é preciso ir além da motivação, criando uma gestão justa, mas com disciplina para executar tarefas mesmo quando elas não são agradáveis. “Nem sempre fazemos aquilo que gostamos todos os dias, mas executamos aquilo que precisa ser feito”, afirmou Eduardo.

O sucesso também pode trazer riscos, segundo eles, porque pode dar uma falsa sensação de segurança. Eles citaram como exemplo a trajetória da Nokia, que dominou o mercado de celulares antes de perder espaço com a transformação da indústria. Para os fundadores da Growth, uma empresa precisa continuar aprendendo mesmo depois de encontrar um modelo de negócios bem-sucedido.

A experiência acumulada, o acesso a informações e a proximidade com pessoas qualificadas também foram apontados como fatores capazes de acelerar decisões e evitar erros. Segundo os fundadores da Growth, buscar informações e participar de eventos como o G4 Valley são fundamentais para trocar experiências e aprender com quem já enfrentou desafios semelhantes. “Esse acesso poderia ter encurtado parte do caminho que percorremos”, disse Eduardo.

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