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Panorama: COLUNA | Reeleito, Lula enterra o bolsonarismo e direita terá que escolher um novo líder

Mas seria precipitado afirmar que o movimento chegou ao fim.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 01:32
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Panorama: COLUNA | Reeleito, Lula enterra o bolsonarismo e direita terá que escolher um novo líder
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); A reeleição de Lula neste domingo (25), após derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno, representa uma derrota importante para o bolsonarismo, que tentava retornar ao Palácio do Planalto por meio do filho mais velho de Jair Bolsonaro. Mas seria precipitado afirmar que o movimento chegou ao fim.

Afinal, o resultado das urnas não apaga a força eleitoral construída pela direita nos últimos anos, nem elimina a presença de milhões de brasileiros que se identificam com esse campo político. O que a derrota coloca em evidência é uma questão que, cedo ou tarde, a direita precisará enfrentar: quem será seu principal líder daqui para a frente?

Flávio Bolsonaro assumiu o papel de representante da família nesta eleição, mas não há garantia de que será novamente o nome escolhido para uma futura disputa presidencial. A política é dinâmica, e uma derrota dessa dimensão pode abrir espaço para outras lideranças que desejam ocupar o protagonismo da direita. Nomes como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, podem ganhar ainda mais relevância nesse cenário, enquanto o próprio clã Bolsonaro terá de decidir como pretende preservar sua influência.

No fim das contas, Lula conquistou mais quatro anos de governo, mas a eleição também inaugurou uma nova etapa na disputa pela liderança da direita brasileira. O bolsonarismo não desaparece automaticamente com a derrota de seu candidato, assim como o antipetismo não deixa de existir porque Lula venceu.

Entretanto, a ausência de uma vitória presidencial torna inevitável a discussão sobre sucessão e renovação de lideranças. Se a direita quiser continuar competitiva nacionalmente, precisará decidir se seu futuro continuará vinculado à família Bolsonaro ou se chegou a hora de construir uma liderança própria, capaz de sobreviver para além de Jair e Flávio. A eleição terminou; a disputa pelo comando da direita está apenas começando.

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