Panorama: Brasil registra 665 casos de mpox em 2026; Saúde reforça vacinação no Rio
Embora o número represente uma redução de aproximadamente 94% em comparação com 2022, quando o país enfrentou um surto da doença, o crescimento recente das infe

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Consulte formatos e valores disponíveisLogo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail O Brasil contabilizou 665 casos de mpox entre janeiro e outubro de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Embora o número represente uma redução de aproximadamente 94% em comparação com 2022, quando o país enfrentou um surto da doença, o crescimento recente das infecções no Rio de Janeiro levou as autoridades a intensificarem as medidas de vigilância e prevenção.
Em 2022, foram registrados 10.821 casos da doença em território nacional. Quatro anos depois, o cenário epidemiológico é considerado diferente pelas autoridades sanitárias, que descartam a existência de um novo surto nacional semelhante ao daquele período.
Mesmo com a redução expressiva, o Ministério da Saúde afirma que mantém o monitoramento da circulação do vírus em parceria com estados e municípios.
A pasta também informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para identificar, acompanhar e oferecer assistência aos pacientes diagnosticados com a infecção.
O avanço da mpox no Rio de Janeiro tem chamado a atenção das autoridades de saúde.
Dados atualizados nesta terça-feira (3) apontam que o estado contabilizou 269 casos confirmados da doença em 2026, mais que o dobro dos 119 registros identificados durante todo o ano de 2025.
Na capital fluminense, o número de diagnósticos também apresentou crescimento nos últimos meses, indicando maior circulação do vírus.
Apesar da elevação, as autoridades sanitárias ressaltam que o cenário atual permanece distante daquele observado durante o surto internacional de 2022.
A Secretaria de Estado de Saúde acompanha a evolução dos indicadores epidemiológicos para identificar possíveis mudanças no padrão de transmissão.
Até a atualização divulgada nesta terça-feira, não havia registro de mortes por mpox no estado em 2026.
Diante do aumento das infecções no Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde anunciou o reforço dos estoques de vacinas destinadas à prevenção da mpox.
A medida busca contribuir para o controle dos casos atuais e preparar a rede de atendimento para o período de fim de ano, quando há maior circulação de pessoas em viagens, eventos e encontros sociais.
A vacinação, entretanto, não é oferecida de maneira indiscriminada à população.
De acordo com as orientações sanitárias, a imunização permanece direcionada a grupos específicos com maior risco de exposição ao vírus ou de desenvolvimento de complicações.
Entre os públicos contemplados estão profissionais de laboratório que trabalham diretamente com vírus do gênero Orthopoxvirus, pessoas vivendo com HIV ou aids que apresentam imunossupressão e indivíduos que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação das equipes de vigilância em saúde.
A estratégia considera a disponibilidade de doses e as recomendações técnicas estabelecidas pelas autoridades.
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com uma pessoa infectada, especialmente quando há exposição direta às lesões presentes na pele ou às secreções corporais.
O vírus também pode ser transmitido pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Em determinadas circunstâncias, o contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode favorecer a infecção.
As relações sexuais podem representar uma situação de exposição ao vírus em razão do contato físico íntimo, mas a transmissão não está restrita à atividade sexual.
Uma pessoa infectada pode transmitir a doença desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões, quando uma nova camada de pele se forma.
Os sinais da mpox podem surgir entre três e 16 dias após o contato com o vírus, embora o período de incubação possa chegar a 21 dias.
Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, calafrios e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas.
Uma das manifestações mais características é o aparecimento de lesões na pele, que podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e nas regiões genital e anal.
Essas lesões podem apresentar diferentes aspectos ao longo da evolução da doença, incluindo pequenas elevações, bolhas e crostas.
Nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas, e algumas pessoas podem desenvolver lesões sem manifestações gerais intensas.
Por isso, a recomendação é procurar atendimento médico diante de alterações suspeitas na pele, especialmente após contato próximo com alguém diagnosticado com mpox.
A maioria dos casos de mpox apresenta evolução leve ou moderada, com melhora geralmente observada entre duas e quatro semanas.
Atualmente, não existe um medicamento específico aprovado para o tratamento da doença no Brasil.
A assistência médica é voltada principalmente ao controle dos sintomas, ao cuidado com as lesões e à prevenção de complicações.
Pessoas com maior risco de agravamento, incluindo pacientes imunossuprimidos, gestantes e indivíduos com outras condições de vulnerabilidade, precisam de acompanhamento adequado.
O diagnóstico é realizado por avaliação clínica e exames laboratoriais, geralmente a partir de amostras coletadas das lesões.
A identificação precoce contribui para orientar o atendimento e reduzir a possibilidade de transmissão a outras pessoas.
A principal recomendação das autoridades de saúde é evitar contato físico direto com pessoas que apresentem suspeita ou confirmação da doença.
Também é importante não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas de cama e peças de vestuário, especialmente quando houver possibilidade de contaminação.
A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel é outra medida de proteção.
Pessoas diagnosticadas devem seguir as orientações médicas e permanecer em isolamento até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.
Em caso de sintomas suspeitos, a procura por uma unidade de saúde permite receber orientações sobre diagnóstico, acompanhamento e cuidados necessários.
Apesar da redução nacional em relação aos anos anteriores, o Ministério da Saúde reforça que a vigilância contínua é essencial para evitar novas cadeias de transmissão e identificar rapidamente eventuais mudanças no comportamento da doença.
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