Panorama: Ana Elisa cita Marielle Franco e afirma que não será silenciada após ameaças
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Consulte formatos e valores disponíveisAna Elisa cita Marielle Franco e afirma que não será silenciada após ameaças | ESTADÃO CONTEÚDO A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa (PT), de 21 anos, afirmou que não aceitará intimidações nem tentativas de impedir sua atuação política após receber ameaças de estupro, morte e ataques racistas. Em publicação nas redes sociais neste domingo (8/11), a parlamentar citou a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, e reforçou que pretende continuar ocupando espaços na política.
Em um vídeo publicado no Instagram, Ana Elisa destacou os desafios enfrentados pelas mulheres que ingressam na vida pública e afirmou que não permitirá que ataques interrompam sua participação política. “Como nos ensinou Marielle Franco, ocupar espaços de poder também significa enfrentar estruturas que tentam nos silenciar”, declarou.
A deputada eleita também ressaltou que seu mandato é resultado da escolha popular e que tem o direito de expressar suas opiniões sem sofrer intimidações. “Meu mandato, minha voz e minha presença não são concessões. São resultado da vontade popular. Ser mulher na política não significa aceitar desrespeito, intimidação ou tentativas de nos colocar em nosso devido lugar”, escreveu.
Na mesma publicação, Ana Elisa reafirmou que não pretende recuar diante das ameaças. “Eu tenho o direito de falar, de discordar, de me posicionar e de ser ouvida. E não vou abrir mão disso. Não serei interrompida. Não serei silenciada”, concluiu.
As declarações ocorrem após a parlamentar divulgar mensagens recebidas por e-mail com ameaças de violência sexual e assassinato, além de ataques racistas. Em outro vídeo, ela leu parte das mensagens e relatou que passou a sentir medo após vencer as eleições.
Diante da situação, a deputada eleita passou a contar com escolta policial e medidas de segurança em sua residência, incluindo câmeras de monitoramento. Ela também rebateu críticas direcionadas à proteção recebida, destacando a necessidade de garantir sua integridade física.
No sábado (7/11), o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota de solidariedade à parlamentar, repudiou as ameaças e cobrou providências para assegurar sua segurança.
A deputada federal eleita também recebeu apoio de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). Mesmo pertencendo a grupos políticos diferentes, Gleidson criticou os ataques contra a escolta policial e manifestou solidariedade à petista.
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