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Panorama: Amazonas enfrenta estiagem severa com 41 municípios em emergência e alertas de poluição do ar

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 05:10
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Panorama: Amazonas enfrenta estiagem severa com 41 municípios em emergência e alertas de poluição do ar
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Boletim da Defesa Civil aponta mais de 102 mil famílias afetadas pela seca e registra níveis elevados de poluição atmosférica provocada por incêndios florestais em diferentes regiões do estado

Manaus (AM) – O Amazonas enfrenta os impactos da estiagem e das queimadas, com 41 municípios em situação de emergência e alertas sobre a qualidade do ar em 33 cidades. Segundo boletim divulgado nesta terça-feira (20) pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais do Governo do Amazonas, 102.445 famílias foram afetadas pela seca no estado.

O levantamento da Defesa Civil do Amazonas apresenta a situação dos municípios diante da redução dos níveis dos rios e dos problemas ambientais associados ao período de estiagem.

Além das cidades em emergência, outros municípios estão classificados em estado de alerta ou atenção, conforme o monitoramento realizado pelos órgãos estaduais.

Mais de 102 mil famílias são afetadas pela estiagem

De acordo com a Defesa Civil, os 41 municípios em situação de emergência são Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Humaitá, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

O boletim também apresenta uma relação de municípios em situação de alerta, incluindo Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Japurá, Manicoré, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.

Outras cinco cidades estão classificadas em situação de atenção: Anamã, Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga.

Defesa Civil emite alertas de poluição do ar em 33 municípios

O Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas (CEMOA) emitiu novos avisos na manhã de terça-feira (20), após identificar alterações na qualidade do ar relacionadas aos incêndios florestais.

O alerta de nível alto, associado a concentrações de material particulado fino (MP2,5) entre 50 e 125 microgramas por metro cúbico em 24 horas, abrange 21 municípios.

São eles: Alvarães, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Maués, Nhamundá, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba.

Nessas localidades, a qualidade do ar pode variar entre ruim e muito ruim, com possibilidade de efeitos à saúde da população.

Outros 12 municípios aparecem no aviso de nível moderado, relacionado a concentrações de MP2,5 acima de 15 microgramas por metro cúbico em 24 horas: Anamã, Barcelos, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Coari, Humaitá, Manicoré, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Tapauá e Tefé.

Como Boca do Acre consta nas duas relações, os avisos abrangem 32 municípios distintos, embora o boletim apresente 33 ocorrências nas listas de alerta.

Os avisos têm validade até a manhã desta quarta-feira (21).

A Defesa Civil alerta que a exposição à fumaça pode causar sintomas como tosse seca, cansaço e irritação respiratória, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Nas áreas classificadas com qualidade do ar ruim ou muito ruim, os efeitos também podem atingir pessoas que não pertencem aos grupos considerados mais vulneráveis.

Entre as recomendações divulgadas pelo CEMOA estão aumentar o consumo de água, evitar atividades físicas ao ar livre, reduzir a exposição à fumaça e utilizar máscaras de proteção respiratória adequadas quando houver necessidade de sair de casa.

A população também deve acompanhar os comunicados dos órgãos oficiais e procurar atendimento médico caso apresente dificuldades respiratórias ou outros sintomas persistentes.

Em situações de emergência, os moradores podem acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193. Em Manaus, a Defesa Civil também atende pelo telefone 199.

Operações mobilizam cerca de 1,5 mil agentes contra incêndios

Para enfrentar as queimadas e os efeitos da estiagem, o Governo do Amazonas informou que mantém ações integradas com o Governo Federal.

A operação reúne aproximadamente 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares, brigadistas e agentes federais.

O apoio aéreo inclui sete aviões Air Tractor, uma aeronave KC-390 e três helicópteros utilizados nas operações de combate aos incêndios.

Segundo o governo estadual, o Governo Federal anunciou o envio de mais cinco aeronaves, elevando para 16 o total previsto para reforçar os trabalhos.

Entre as medidas também está a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além da distribuição de viaturas e equipamentos destinados ao combate às queimadas.

Amazonas registra mais de 23 mil focos de incêndio combatidos

Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) apontam que, entre 1º de junho e 20 de outubro de 2026, foram registradas 3.772 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais.

No mesmo período, a corporação informou ter atuado no combate a 23.425 focos de incêndio, sendo 4.707 na capital e 18.718 no interior do estado.

As ações incluem operações terrestres e aéreas, monitoramento de áreas atingidas e atuação de equipes especializadas em regiões com maior incidência de queimadas.

Fiscalização ambiental ocorre em municípios do interior

As operações de fiscalização também foram ampliadas para identificar o uso irregular do fogo e possíveis infrações ambientais.

A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde desenvolve atividades de combate a incêndios em 33 cidades.

Já a Operação Alerta Fogo utiliza drones e viaturas equipadas com internet via satélite para fiscalizar áreas com suspeitas de queimadas ilegais.

Dependendo das irregularidades identificadas, os responsáveis podem receber multas e sofrer embargos administrativos.

O estado também estabeleceu medidas que restringem o uso do fogo por 120 dias, respeitadas as exceções previstas na legislação.

Além disso, decretos de emergência com duração de 180 dias foram adotados para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios florestais e à estiagem.

Monitoramento por satélite auxilia combate às queimadas

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizam o acompanhamento de focos de calor por meio de imagens de satélite.

As informações são utilizadas para direcionar equipes de fiscalização, identificar áreas com maior concentração de queimadas e subsidiar medidas de prevenção.

O Governo do Amazonas também informou que as ações de educação ambiental alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026.

O monitoramento das condições climáticas, dos níveis dos rios e da qualidade do ar continua sendo realizado pelos órgãos estaduais.

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