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Panorama: Abel fala em 'protocolo' e vê sina de derrotas em pênaltis 'ultrapassada'

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 06:10
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Panorama: Abel fala em 'protocolo' e vê sina de derrotas em pênaltis 'ultrapassada'
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Palmeiras venceu o Fluminense nos pênaltis para avança à final da Libertadores, e o técnico Abel Ferreira acredita que o Verdão conseguiu ultrapassar os problemas que já teve anteriormente em disputas de penalidades. Ao comentar sobre como ajudou o elenco a superar tal problema, o treinador revelou que criou um protocolo e exaltou o goleiro Carlos Miguel, que brilhou e defendeu a cobrança de Nonato para garantir o Alviverde na decisão continental.

Eu gostaria de dizer o que eu faço, mas não há receitas mágicas, há o que você acredita. Nós perdemos tanto nos pênaltis, que eu criei um protocolo, e ponto. O protocolo está criado e nós seguimos ele sabendo que podemos ganhar ou perder. Nem eu, nem nenhum treinador no mundo que tem uma receita mágica para ganhar. É no que você acredita e sente.

O que vai na cabeça dele [Carlos Miguel] é: 'Se eu falhar, vão me matar'. Aqui tem muito a tendência de o herói e o vilão. Todos nós sabemos que o Carlos Miguel pode fazer melhor do que fez no último jogo, mas nós só estamos jogando contra o Fluminense porque ele defendeu os pênaltis contra a LDU, porque senão não estaríamos aqui. Isso faz parte do crescimento de um atleta, o erro. Os atletas erram, o que importa é como lidar com o erro. Sobre os pênaltis, acho que isso está mais que ultrapassado. Acho que todos já acreditam mais um pouquinho. Abel Ferreira

Depois de perder por 1 a 0 no tempo normal, o Palmeiras venceu o Fluminense nos pênaltis por 5 a 3. Carlos Miguel — que já tinha brilhado nos pênaltis nas quartas de final — apareceu mais uma vez e defendeu a cobrança de Nonato para garantir a classificação.

O triunfo nos pênaltis levou o Palmeiras à quarta final sob o comando de Abel Ferreira. O português, no entanto, fez questão de ressaltar a dificuldade do feito.

Abel Ferreira comemora classificação do Palmeiras à final da Libertadores Imagem: Ettore Chiereguini/Ettore Chiereguini/AGIF Parece fácil, parece que normalizamos uma coisa que é extremamente difícil, que é chegar à final da Libertadores. Mais do que tudo, é missão cumprida. Fazer com que os torcedores possam dormir bem, ir para seus trabalhos mais felizes, produzir mais para suas empresas em seus trabalhos. É isso que eu espero. Abel Ferreira

O comandante alviverde também exaltou a torcida, que empurrou a equipe no Nubank Parque. Depois do confronto contra o Athletico no final de semana, Abel pediu o apoio dos palmeirenses para o confronto decisivo.

Hoje precisamos não apenas dos nossos jogadores, mas da alma do clube, que é nossa torcida. Mesmo quando sofremos o gol, a energia foi outra. Agora as pessoas acreditam que é mais possível ganhar nos pênaltis. Hoje a torcida nos ajudou muito. Abel Ferreira

"Nosso adversário tinha tudo a ganhar e pouco a perder, e nós tínhamos a perder nossa vantagem. O lado emocional entra muito nesses tipos de jogos. O medo de perder a vantagem ou a ousadia de ampliar a vantagem que tínhamos. Foi um jogo difícil. É dar os parabéns aos nossos jogadores, à comissão técnica e como o jogo foi preparado", disse o técnico.

Com a vaga na final, o Palmeiras segue vivo na disputa pelos três títulos de 2026. O Verdão está em 2º lugar no Brasileirão, um ponto atrás do Flamengo e tem a disputa da semifinal da Copa do Brasil pela frente.

A grande decisão da Libertadores está marcada para o dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, no Uruguai. Em busca do tetra da competição, Abel enxerga seu elenco mais experiente depois do vice para o Flamengo no ano passado. O treinador ainda destacou que o elenco seguirá brigando pelas três taças — no sábado (24), o Verdão encara o Bragantino, novamente no Nubank Parque.

A experiência nos diz isso, mas nada está garantido. No futebol, não é matemática. As coisas podem acontecer dentro de uma final, e experimentamos isso no ano passado. Vimos como foi a final, como ela foi jogada. Daqui três dias, temos mais uma final para jogar aqui em casa. Com a intensidade que se vive as coisas aqui, nem dá para se festejar. Daqui a três dias, vamos competir outra vez, jogar outra final em casa, competir por um título. O único resultado que nos interessa é ganhar. Abel Ferreira

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