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Palmeiras não mata, e São Januário o espera — Juca Kfouri

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 22:00
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Palmeiras não mata, e São Januário o espera — Juca Kfouri
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Arias em ação durante Palmeiras x Vasco, jogo da Copa do Brasil Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Nada menos que 32 pontos, em 33 jogos, separam Palmeiras e Vasco na tábua de classificação do Campeonato Brasileiro.

Por mais que mata-mata seja mata-mata, o melhor que poderia ter acontecido ao Alviverde era mesmo fazer o jogo de ida em casa para poder liquidar as semifinais da Copa do Brasil em casa.

A diferença técnica entre os dois gigantes é do tamanho que as distanciam no torneio de pontos corridos.

O que ficou cristalino desde o começo do clássico na casa verde.

O 1 a 0 só surgiu aos 24 minutos, quando Arias brigou pela posse da bola que sobrou para Marlon Freitas fazer excelente passe para Maurício pela esquerda e ele a abrir o placar.

O 1 a 0 já deveria ter saído nove minutos antes, quando Giay o mandou nas alturas.

O Verdão se impunha sem maior dificuldade e passava segurança de que construiria, com paciência, o resultado confortável para a volta no caldeirão de São Januário.

Torcidas amigas, relações familiares em negociações entre os dois clubes à parte, decisão é decisão e ninguém facilita a vida de ninguém.

Com a vantagem o Palmeiras tratou de atrair o Cruzmaltino para atacar os espaços, visto que os cariocas não se contentavam em perder de pouco.

Assim aconteceu que, aos 41, depois de Flaco López enfiar a bola entre as pernas de Léo Jardim fora da área, Arias, sem goleiro, cabeceou passe de Giay para o 2 a 0 e PH salvou, também de cabeça, na linha fatal.

Com o que o placar mais justo do primeiro tempo acabou por não se concretizar.

Só que o Vasco voltou com mais coragem que juízo, foi para cima e logo de cara teve um pênalti de Alexander Barboza, mão na bola, não marcado pela arbitragem.

O Vasco subvertia a lógica do encontro, embora, como se sabe, seja antiga a máxima de que futebol não tem lógica.

E o Palmeiras contra-atacava com lances agudos desperdiçados a cada dois, três minutos.

O problema, tanto de um lado quanto do outro, é que o que se perde de gols hoje em dia parece coisa de louco.

O jogo era disputado leal e abertamente, agradável de se ver.

O Vasco, que já havia trocado Piton por Cuiabano no intervalo, fez mais duas trocas, aos 20, com Brenner e Ramon Rique, nos lugares de Adson e Lescano.

O Palmeiras estava mais perto do segundo gol que de sofrer o empate e ampliar era obrigatório para não sofrer muito no Rio.

No que Hinestroza foi aquecer, Arthur e Vitor Roque também foram e entraram antes, nos lugares de Barboza e Maurício, aos 26.

Quando o vascaíno entrou, aos 30, Bruno Duarte saiu.

Definitivamente o Vasco rejeitava a derrota por mínima vantagem e buscava o empate, ora com Cuiabano, ora com Colidio.

Mas, aos 32, Saldivia recebeu segundo amarelo e teve de ser expulso.

Com um a menos restava aos visitantes se defender e Gabriel Pereira foi chamado para substituir Colidio, diante de 40 mil torcedores.

O Palmeiras não matou a semifinal e o Vasco confia na fama de ser o time da virada.

O Vasco tem do que reclamar, porque Barboza fez pênalti e o assoprador de apito não apitou.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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