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os desafios para governar a partir de 2027 — Congresso será decisivo para Lula

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 08:30
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os desafios para governar a partir de 2027 — Congresso será decisivo para Lula
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Congresso será decisivo para Lula: os desafios para governar a partir de 2027 Com 49 senadores de partidos de direita e o PL como maior bancada na Câmara, governabilidade do presidente reeleito terá dificuldades no novo Legislativo (Ivan Martinez-Vargas/EXAME)

Priorizar nos meus resultados Google O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição presidencial, derrotou Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas enfrentará dificuldades para governar no novo mandato.

No Senado Federal, os partidos de direita elegeram 49 dos 81 senadores. Esse número atinge os três quintos (49 votos) exatos necessários para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs). O Partido Liberal (PL) formou a maior bancada da Casa, com 28 cadeiras.

Na Câmara dos Deputados, o PL também consolidou a maior bancada, alcançando 121 deputados. O União Brasil elegeu 46 parlamentares e o partido Novo, 10. O Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente, registrou 70 deputados — firmando-se como a segunda maior bancada — e 9 senadores.

O cenário no Legislativo vai exigir negociação intensa por parte do governo para aprovar pautas e indicações.

Ao falar para apoiadores e para a imprensa após a vitória, Lula reconheceu a dificuldade. "Já tem gente falando que o Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso está muito conservador. Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas", disse ele em São Paulo.

O Senado, por exemplo, é responsável por aprovar indicações para cargos públicos, como postos do STF, embaixadas e autarquias, como o Banco Central.

Por isso, nomes defendidos pelo governo podem enfrentar dificuldades para serem aceitos no Legislativo, travando a agenda do Palácio do Planalto.

Na Câmara, o volume alto de parlamentares da direita, pode comprometer o andamento de votações importantes e o ritmo das comissões. A negociação com o chamado centrão será decisiva, mas também encontrará dificuldades.

Para 2027, os eleitos dessa ala, de partidos como União Brasil e Progressistas, têm perfil mais à direita e podem ser mais resistentes a conversas com governistas. Muitos desses políticos, inclusive, apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno.

Por isso, a articulação política será cada vez mais necessária para destravar pautas em áreas como segurança pública, impostos e reformas sociais.

Pouco antes das eleições, Lula conseguiu uma aproximação com os presidentes das duas Casas do Legislativo, Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), do Senado.

O movimento antecedeu vitórias importantes para o governo, como o fim da chamada taxa das blusinhas e da escala 6x1.

Resultados deverão ser proclamados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para homologação

Lula venceu nos nove estados do Nordeste, além de Amazonas, Amapá, Pará e Minas Gerais. Já Flávio teve mais votos nos três estados do Sul, nos três do Centro-Oeste e no Distrito Federal

“Eu devo essa vitória à juventude rebelde que se levantou em defesa da democracia. Eu devo essa vitória às mulheres que se rebelaram contra o feminicídio”, disse o presidente

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