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os bastidores da saída de Paz do Corinthians — Má fase, pressão da torcida e desgaste com elenco

+ Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp O capítulo final da passagem do executivo pelo clube teve uma ligação telefônica em que Marcelo questionou mais um atr

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 07:00
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os bastidores da saída de Paz do Corinthians — Má fase, pressão da torcida e desgaste com elenco
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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São Paulo — Em apuração recente, marcelo Paz é demitido do Corinthians; setorista explica saída A demissão de Marcelo Paz do Corinthians foi resultado de um desgaste acumulado em três frentes: a sequência negativa que culminou na ameaça de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, a pressão externa encabeçada pela Gaviões da Fiel e a insatisfação de parte do elenco.

O caso chamou atenção recentemente no município de São Paulo e região. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp O capítulo final da passagem do executivo pelo clube teve uma ligação telefônica em que Marcelo questionou mais um atraso no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores. A conversa com o presidente Osmar Stabile foi seguida pela reunião no CT Joaquim Grava que sacramentou sua saída. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o desempenho esportivo foi o principal fator para a demissão. Contratado em dezembro do ano passado, Marcelo Paz tinha a missão de montar uma equipe competitiva em meio à crise financeira do Corinthians e aos constantes transfer bans. Mais notícias do Corinthians: + Júlio César deve assumir o futebol do Timão até o fim do ano + Cuiabá pede dois anos de transfer ban ao Corinthians + Marcelo Paz é demitido do Corinthians Executivo de futebol Marcelo Paz e presidente Osmar Stabile antes de Corinthians x Barra na Neo Química Arena Marcos Ribolli No segundo semestre, após as eliminações na Copa do Brasil e na Conmebol Libertadores, o desempenho da equipe no Brasileirão despencou, com oito derrotas consecutivas. Na última segunda-feira, o Corinthians empatou por 1 a 1 com o Vitória e interrompeu essa sequência. A ameaça de rebaixamento, a pouco mais de dois meses do fim da temporada, e a dificuldade para encontrar soluções influenciaram na demissão. A crise esportiva, porém, não foi a única motivação. Na semana passada, representantes da Gaviões da Fiel, a principal torcida organizada do Corinthians, estiveram no Parque São Jorge para uma reunião com o presidente Osmar Stabile. No encontro, pediram a demissão do executivo e o afastamento de Memphis Depay. A cobrança aumentou ainda mais a pressão sobre Marcelo Paz. Nas redes sociais, o dirigente e sua esposa passaram a ser alvos de ameaças. + Leia mais notícias do Corinthians Ana Thaís Matos: 'Essa reta final pra dupla GreNal e pro Corinthians é aterrorizante' Relação com o elenco e comparação com Fabinho Soldado Outro fator de desgaste foi a relação com parte do elenco. Segundo entendimento da diretoria do Corinthians, os jogadores consideravam Marcelo Paz pouco combativo na defesa dos interesses do grupo. Ao longo deste ano, o clube acumulou pendências relacionadas a salários, premiações e direitos de imagem. Nesse cenário, os jogadores insatisfeitos esperavam que o executivo adotasse uma postura mais incisiva nas conversas com a presidência e cobrasse soluções para os pagamentos em atraso. Marcelo era visto por funcionários do CT Joaquim Grava como uma figura educada, polida e disposta a preservar uma relação cordial com Osmar Stabile. Para parte do elenco, porém, essa postura fazia com que ele aceitasse com facilidade as posições do presidente, sem confrontá-lo em defesa dos atletas. Segundo relatos colhidos pela reportagem, o perfil considerado mais técnico e empresarial ajudou no distanciamento do grupo de jogadores em momentos de instabilidade. Marcelo Paz teve reunião com elenco do Corinthians na primeira semana do ano Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians A comparação com Fabinho Soldado, antecessor no cargo, tornou-se inevitável. Fabinho, que é ex-jogador, tinha um perfil considerado mais combativo e era visto por integrantes do elenco como alguém mais próximo dos jogadores e disposto a defender suas demandas diante da diretoria. A diferença de postura contribuiu para a insatisfação de parte do grupo. Em um ambiente de pressão extrema, a atuação do executivo também passou a ser avaliada pela capacidade de intermediar os problemas internos. 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 O episódio que antecedeu a demissão Nesta terça-feira, diante de mais um atraso no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores, Marcelo teve uma conversa telefônica com Osmar Stabile para questionar a situação. O episódio antecedeu a reunião no CT Joaquim Grava que selou sua saída do Corinthians. Pessoas ligadas ao executivo afirmaram que ele não esperava deixar o cargo neste momento da temporada e que ficou chateado com a decisão. O dirigente deixa o clube paulista depois de dez meses de trabalho, com 56 jogos, 20 vitórias, 16 empates e 20 derrotas. No período, lidou com uma série de problemas extracampo e políticos, como os seguidos transfer bans impostos pela Fifa e pela CBF. Apesar das dificuldades e do orçamento curto, conseguiu assinar as contratações de Gabriel Paulista, Jesse Lingard, Allan, Zakaria Labyad, Jesse Lingard, Kaio César, Pedro Milans e Matheus Pereira. No Corinthians, trabalhou com Dorival Júnior, Fernando Diniz e, mais recentemente, Clarence Seedorf. Deixa seu nome registrado no Timão pela conquista da Supercopa Rei. + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge e

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