o vão acompanha o balanço dos prédios — Torres gêmeas de 452 metros na Malásia são ligadas por uma passarela de 750 toneladas que não fica presa rigidamente
💨 Absorção de oscilações do ventoApoios flexíveis que permitem a cada torre balançar sem trincar a estrutura.

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Consulte formatos e valores disponíveisCompartilhar Enviar Resumo executivo 🌉 Ponte suspensa de dois andares Ligação metálica de 58,4 metros posicionada a 170 metros de altura do solo. 💨 Absorção de oscilações do vento Apoios flexíveis que permitem a cada torre balançar sem trincar a estrutura. ⚙️ Suporte em arco duplo articulado Hastes tubulares em V fixadas no 29º andar descarregam o peso de 750 toneladas. 🛡️ Rota de emergência entre torres Funciona como passagem de pedestres e via de fuga em situações de incêndio. Suspensa entre o 41º e o 42º andares, a ponte de dois pavimentos utiliza apoios articulados para absorver as oscilações independentes causadas por ventos fortes. Construídas na capital da Malásia sobre solos aluviais e sujeitas a tempestades tropicais, as Torres Petronas exigiram uma solução para conectar as duas estruturas sem que o balanço do vento rompesse a travessia.
Se você segurar duas hastes fincadas conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, vai notar que o vento faz cada uma balançar em um ritmo diferente. Se pregar uma régua rígida entre elas no topo, o balanço vai quebrar a régua ou arrancar os parafusos. Nas Torres Petronas acontece o mesmo quando rajadas empurram as fachadas, criando uma diferença de movimento chamada deslocamento relativo entre estruturas.
Para evitar que o aço se rompa, a equipe do escritório Thornton Tomasetti projetou apoios móveis nas extremidades da passarela. Em vez de ser soldada firme nas paredes, a ponte repousa sobre rolamentos que deslizam até 30 centímetros. Assim, os edifícios balançam livremente sem transferir torção destrutiva para o piso da travessia.
A montagem da estrutura exigiu peças pré-fabricadas de alta precisão que foram montadas no solo e içadas até a posição final sob coordenação do arquiteto Cesar Pelli.
Peso total da superestrutura de aço: soma 750 toneladas métricas de ligas metálicas de alta resistência, divididas entre o tabuleiro de dois andares e os suportes inferiores.
Quando tempestades fortes sopram sobre Kuala Lumpur, o ar exerce pressões desiguais nas torres, fazendo com que uma incline para um lado enquanto a outra se move na direção oposta. Nesse momento, as pernas do arco central funcionam como dobradiças em forma de V, inclinando-se suavemente para acompanhar a mudança de distância entre os prédios.
Ao mesmo tempo, as pontas do piso deslizam sobre guias de teflon e rolamentos de esferas localizados nas extremidades. A força do impacto é absorvida suavemente por amortecedores, mantendo a ponte estável. Por isso, a travessia continua segura mesmo durante ventos de tempestade de alta intensidade.
A elevação da passarela foi uma das operações mais delicadas da construção civil moderna. Toda a estrutura de aço foi montada primeiro no solo e testada antes do içamento final para garantir que as conexões articuladas encaixassem perfeitamente.
Durante mais de 30 horas contínuas, macacos hidráulicos pesados ergueram o conjunto inteiro do chão até a posição nos andares 41 e 42. O processo exigiu monitoramento constante para impedir que o vento inclinasse a peça no ar.
O dimensionamento das cargas dinâmicas seguiu os requisitos da norma norte-americana ASCE 7 (Minimum Design Loads for Buildings and Other Structures) combinados com testes em túnel de vento realizados pelo laboratório especializado RWDI. A fabricação dos perfis metálicos atendeu aos padrões rígidos da AISC (American Institute of Steel Construction).
Essas normas exigem que o sistema suporte rajadas com tempo de retorno de 100 anos sem apresentar deformação permanente no aço. O cumprimento dessas diretrizes garante que o desgaste por fadiga dos rolamentos permaneça controlado durante toda a vida útil do edifício.
Sempre que uma obra envolve passadiços entre prédios, travessias suspensas ou elementos sujeitos a vibrações de vento, o acompanhamento de um engenheiro de estruturas é indispensável. Esse profissional analisa os esforços de flexão e projeta os pontos de apoio adequados.
Criar travessias elevadas sem calcular a dilatação térmica e os deslocamentos independentes pode provocar o cisalhamento das fixações e a queda da estrutura. A consultoria técnica garante que as juntas funcionem com total segurança sob condições extremas.
Contexto importante: Este artigo é informativo. Para projetos estruturais locais similares, recomenda-se avaliação de engenheiro de estruturas, especialmente em contextos de risco de vibração excessiva, deslocamento relativo e fadiga de materiais em travessias suspensas.
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