URGENTE
Voltar para a página inicial

o que o investidor vai monitorar? — Tesla, de Elon Musk, divulga balanço do 3º tri

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 10:35
0 visualizações
o que o investidor vai monitorar? — Tesla, de Elon Musk, divulga balanço do 3º tri
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Tesla, de Elon Musk, divulga balanço do 3º tri: o que o investidor vai monitorar? Mercado espera lucro menor, caixa no vermelho e margem dos carros será grande teste Tesla, de Elon Musk: balanço do 3º tri de 2026 será divulgado nesta quarta-feira (21) (Beata Zawrzel/Getty Images)

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 06h57 .

Priorizar nos meus resultados Google A Tesla divulga o balanço do 3º trimestre nesta quarta-feira, 21, após o fechamento, com teleconferência às 18h30 de Brasília Analistas esperam receita estável , perto de US$ 28 bilhões, e lucro por ação de US$ 0,45 , 10% menor que há um ano O consenso projeta queima de caixa de US$ 4,5 bilhões no trimestre, puxada pelos investimentos em IA e robótica Na véspera, Musk confirmou que Tesla e SpaceX criaram comitês para estudar uma fusão , mas disse que tratar o negócio como certo é exagero Na véspera do balanço da Tesla, Elon Musk confirmou que está em estudo uma fusão que criaria uma empresa de cerca de US$ 3,5 trilhões . Na teleconferência de resultados da SpaceX , na noite de terça-feira, 20, ele contou que as duas companhias formaram comitês especiais de conselheiros independentes para avaliar a combinação. O anúncio joga ainda mais holofote sobre os números que a montadora divulga nesta quarta-feira, 21, após o fechamento do mercado americano, com teleconferência marcada para as 18h30 de Brasília.

O mercado não está muito otimista e espera um trimestre de vendas paradas, lucro menor e caixa no vermelho.

As projeções compiladas pela FactSet apontam receita de cerca de US$ 28 bilhões , praticamente igual à do mesmo período de 2025, e lucro ajustado de US$ 0,45 por ação , contra US$ 0,50 um ano antes.

Parte dos números operacionais já é conhecida. A Tesla entregou 486.532 veículos no trimestre, acima dos 461.974 projetados por 24 instituições financeiras em consenso divulgado pela própria empresa, mas cerca de 2% abaixo do 3º trimestre de 2025.

Na divisão de energia, que vende baterias gigantes para armazenar eletricidade, usadas por distribuidoras, parques solares e data centers, a empresa instalou 13,7 GWh , abaixo dos 15,9 GWh esperados.

O número mais vigiado será a margem bruta dos carros sem os créditos regulatórios , que mostra quanto a Tesla lucra de fato com cada veículo vendido. No 2º trimestre, ela ficou em 16,3%. Segundo a TradingKey, site de análise de mercado, a expectativa é de uma recuperação para perto de 17%. Se o volume de entregas acima do previsto tiver vindo à custa de descontos, a surpresa positiva perde valor.

A pressão também vem das despesas. No 2º trimestre, os gastos com pesquisa e desenvolvimento e com despesas administrativas e de vendas somaram US$ 4,35 bilhões, alta de 47% em um ano, e a margem operacional encolheu para 1,4%.

O caixa é o outro ponto sensível. A Tesla prevê investir mais de US$ 25 bilhões em 2026 , em robotáxis, robôs humanoides, capacidade de computação para IA e na Terafab, fábrica de chips desenvolvida com a SpaceX. Para o 3º trimestre, o consenso compilado pela área de relações com investidores da Tesla aponta investimentos de US$ 7,8 bilhões e fluxo de caixa livre de US$ 4,5 bilhões negativos (ou seja, a empresa deve gastar US$ 4,5 bilhões a mais do que gerou com suas operações no período). No trimestre anterior, o saldo negativo foi de US$ 1,1 bilhão.

Na teleconferência, os investidores vão estar atento a detalhes da produção do Cybercab, o carro autônomo sem volante, do prazo para a direção autônoma sem supervisão e do custo do robô Optimus.

Segundo a TipRanks, plataforma que reúne recomendações e preços-alvo de analistas, 14 das 27 casas que acompanham a ação recomendam compra, 11 sugerem manter e 2 indicam venda. O preço-alvo médio é de US$ 402,47 . Ontem, o papel fechou a US$ 373,71 e acumula uma queda de 14,7% no ano.

Musk foi cauteloso ao tratar do tema. "Sinto que estou sapateando num campo minado, então preciso pensar bem no que digo", afirmou. Ele contou que os comitês foram criados a pedido dos acionistas e ainda não chegaram a um acordo sobre os termos de qualquer transação. "Algumas pessoas assumem que a fusão entre SpaceX e Tesla é uma certeza, e acho que isso seria exagero."

Questionado se acha a ideia boa, foi direto. "Sim." Ele citou a colaboração em software de IA, desenho de chips, robótica, Starlink e a Terafab como justificativas.

Por ser parte conflitada, Musk não participa das negociações, que descreveu como "uma estranha dança kabuki, em que dois grupos de pessoas conversam e eu não posso estar na conversa". Ele lembrou ainda que o negócio precisaria do apoio da maioria de todas as ações da Tesla em circulação, e não apenas das que forem votadas, o que chamou de "uma barreira bem alta".

Musk tem cerca de 20% da Tesla e 45% da SpaceX, e ficaria com aproximadamente um terço da empresa combinada. Pelos preços de fechamento de terça, a SpaceX vale cerca de US$ 2 trilhões e a Tesla, quase US$ 1,5 trilhão. Não há preço definido para a operação, e a proposta para a assembleia anual da Tesla, marcada para 3 de dezembro, não inclui a fusão.

Mesmo assim, o Barclays já vê espaço para um anúncio antes da assembleia. Em relatório de 14 de outubro, o analista Dan Levy estimou uma troca de cerca de 0,7 ação da SpaceX para cada ação da Tesla. Depois das falas de Musk, a ação da Tesla subiu entre 1% e 2% no after-market.

A ideia de juntar as empresas não é nova. Em fevereiro, a SpaceX incorporou a xAI, de inteligência artificial, movimento que tirou a Tesla do centro do império de Musk. Desde então, analistas avaliam as chances de uma fusão, e o tema já havia dominado a reação ao balanço do 1º trimestre.

A Shopee tinha uma carteira de crédito de US$ 1,8 bilhão, cerca de R$ 9,3 bilhões, no Brasil, em setembro de 2026

Tecban emite debênture para alongar perfil da dívida e abre espaço para expansão de agências compartilhadas entre bancos

A agenda de balanços desta quarta-feira, 21, inclui resultados da WEG e da Bradesaúde, no Brasil, além de Tesla e Meta, nos Estados Unidos

Houve uma antecipação do calendário de pagamentos do Bolsa Família, dias antes da eleição

#Economia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas