o que mudou no financiamento das campanhas presidenciais de 2022 a 2026 — Entre o PIX de R$ 1 e as grandes doações
O candidato do PL concentra sua arrecadação em poucos doadores que contribuem com valores elevados, enquanto o presidente ampliou sua base de financiadores e re
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Consulte formatos e valores disponíveisDados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram dois modelos de financiamento por pessoas físicas nas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O candidato do PL concentra sua arrecadação em poucos doadores que contribuem com valores elevados, enquanto o presidente ampliou sua base de financiadores e reduziu a dependência de grandes doações em relação a 2022.
Segundo dados declarados até 20 de outubro, Flávio havia recebido R$ 36,9 milhões de 727 pessoas, enquanto Lula arrecadou R$ 1,88 milhão de 571 doadores. Os dois disputam o segundo turno neste domingo (25).
No caso de Flávio Bolsonaro, o cenário é diferente do registrado na campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Naquela eleição, 368,6 mil pessoas fizeram doações diretas ao então presidente, somando R$ 88 milhões. A mediana das contribuições foi de apenas R$ 1, valor de 241,6 mil transferências por PIX, equivalentes a 62% do total, resultado de uma estratégia adotada pela campanha para estimular pequenas doações. A contribuição média ficou em R$ 225.
Lula (PT), por sua vez, diminuiu a concentração de recursos entre os maiores doadores. Em 2022, oito pessoas contribuíram com R$ 100 mil ou mais e responderam por 70% do valor arrecadado diretamente de pessoas físicas. Neste ano, apenas um doador atingiu essa faixa, representando 27% do total. A doação média caiu de R$ 21,1 mil para R$ 3 mil. Ao mesmo tempo, o número de doadores diretos passou de 120, em toda a campanha de 2022, para 571 até 20 de outubro deste ano. A arrecadação chegou a R$ 1,88 milhão, ante R$ 2,6 milhões na eleição passada.
Os dados de 2026 são parciais, com informações até 20 de outubro, enquanto os de 2022 abrangem toda a campanha eleitoral. Por isso, a análise considera principalmente a distribuição das doações, e não a comparação dos valores totais arrecadados. Os números não incluem contribuições feitas por meio de vaquinhas virtuais.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro recebeu 822 doações diretas de 727 pessoas. Desse grupo, 93 doadores contribuíram com R$ 100 mil ou mais. Embora representem apenas 13% do total de doadores, eles responderam por 84,3% da arrecadação. Considerando também aqueles que deram entre R$ 10 mil e R$ 99.999, são 270 pessoas responsáveis por 98,1% dos recursos. Na outra ponta, 119 doadores contribuíram com menos de R$ 100 cada, somando apenas R$ 1,5 mil.
Uma das primeiras contribuições de maior valor veio do prefeito de Chapadão do Sul (MS), Walter Schlatter (PP), que doou R$ 300 mil em 1º de setembro. Em 2022, ele já havia contribuído com R$ 100 mil para a campanha de Jair Bolsonaro.
A arrecadação se intensificou após o primeiro turno. Entre 5 e 20 de outubro, Flávio recebeu R$ 30,1 milhões em 654 doações, o equivalente a 81% de tudo o que havia arrecadado até então. Na campanha de Lula, o movimento foi diferente: 94% dos recursos entraram até 4 de outubro, data do primeiro turno.
A maior doação individual a Flávio foi um PIX de R$ 1,8 milhão, feito pelo fazendeiro Wilson Francisco Rotta em 20 de outubro.
Em 2022, Jair Bolsonaro recebeu 391,7 mil doações diretas de pessoas físicas. Desse total, 241,6 mil foram transferências por PIX de exatamente R$ 1, equivalentes a 62% das contribuições. A mediana das doações foi de R$ 1, enquanto a média ficou em R$ 225.
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