o que esperar do cenário econômico paraibano — Lula 4
(Foto: Reprodução X) A Paraíba vai entrar no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva com indicadores recentes de expansão, mas também com desafios que podem

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Consulte formatos e valores disponíveisLula na Paulista após a vitória. A Paraíba vai entrar no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva com indicadores recentes de expansão, mas também com desafios que podem limitar o ritmo dos investimentos. O PIB estadual somou R$ 96,96 bilhões em 2023 (último dado oficial consolidado pelo IBGE), com crescimento real de 3%, mesma taxa registrada pelo país e acima da média do Nordeste, de 2,9%. Naquele ano, a indústria avançou 3,9% e a agropecuária, 6%, segundo dados divulgados pelo governo estadual. Para 2026, a projeção do Banco do Brasil é de crescimento em torno de 3,5%, o dobro do índice nacional e entre os mais altos do país.
No mercado de trabalho, o estado abriu 31.043 vagas formais em 2025, de acordo com o Novo Caged. Os serviços responderam por 23.935 postos, bem à frente do comércio, da indústria e da construção. O resultado indica aquecimento, mas também evidencia a concentração do emprego em atividades de serviços.
A força dos pequenos negócios é outro traço marcante. Em julho de 2026, a Paraíba reunia 410.511 empreendimentos desse porte e os microempreendedores individuais representavam 58,4% do total, segundo levantamento do Sebrae/PB com dados da Receita Federal. Para empresários, o desafio é transformar esse volume em negócios mais produtivos e duradouros. O acesso a crédito, qualificação e novos mercados é algo que pode ajudar. A quantidade de empresas abertas, por si só, não garante aumento de renda ou sobrevivência no longo prazo.
Na infraestrutura, o Novo PAC reúne projetos com potencial para melhorar a logística e atrair investimentos. Um levantamento publicado aqui no Jornal da Paraíba, em outubro, identificou 772 empreendimentos no estado, com valor estimado em R$ 21,41 bilhões. Cerca de 45% apareciam em execução e 30,2% como concluídos. Entre as obras estruturantes estão intervenções na BR-230.
Os números mostram a dimensão da carteira, mas também o desafio: recursos anunciados não se convertem automaticamente em atividade econômica. O impacto depende do andamento das obras, dos prazos e da capacidade de concluir projetos, além dos efeitos sobre custos de transporte e acesso a mercados. A ver se o Governo Federal e outros atores envolvidos darão às obras o ritmo que a população espera.
Triplicação da BR-230, em Cabedelo, anda com recursos do PAC. Indústria busca novos mercados A FIEPB levou representantes do setor a uma missão empresarial na China, que resultou em um memorando de cooperação voltado a comércio, tecnologia e negócios. A iniciativa reuniu representantes de sindicatos e outras instituições do setor produtivo paraibano, em busca de ampliar a presença da indústria estadual no mercado internacional. O próximo passo será transformar contatos em contratos, exportações e investimentos concretos. Foi uma ação anterior à eleição e independente do governo central. Mas é claro que toda possível ajuda de Brasília em ampiar e referendar as interlocuções pode alavancar os negócios com os chineses.
A reeleição de Lula foi confirmada pelo TSE, com 51,79% dos votos válidos no país. Na Paraíba, o presidente obteve 67,46%. O governador Lucas Ribeiro também foi reeleito. O deputado paraibano Hugo Motta é o presidente da Câmara dos Deputados e já está de olho em um novo mandato. A proximidade política pode facilitar acesso a obras e recursos federais, mas não garante prioridade. Articulação, projetos prontos e execução continuam determinantes.
O cenário econômico nacional também pesa nas decisões das empresas. No relatório Focus, do Banco Central, de 16 de outubro, as projeções do mercado para 2026 apontavam crescimento de 1,83% para o PIB brasileiro, inflação de 5,22% e Selic de 13,25%. Juros elevados tendem a encarecer o crédito e podem adiar investimentos privados. São estimativas nacionais, não uma previsão específica para a Paraíba. Mas sabemos que o cenário geral tem poder de influenciar.
O desenvolvimento industrial é um dos principáis desafios da Paraíba. O estado inicia o novo ciclo com crescimento recente, geração de empregos e uma base ampla de pequenos negócios. Para sustentar esse avanço, será necessário converter obras e articulações em infraestrutura entregue, produtividade e oportunidades para a indústria e os serviços. No lado fiscal, contas saneadas e alguns bilhões em caixa. Os programas sociais estão garantidos. Entidades como o Sebrae visam a ampliação de projetos de desenvolvimento das vocações regionais e arranjos produtivos, o que pode gerar emprego e renda, com a ajuda do Estado e da iniciativa privada.
Lula 4 chega com uma missão gigantesca de equilíbrio fiscal e contenção de gastos para amansar o mercado, baixar os juros e gerar crédito mais barato em todo o país. E, mesmo que consiga, não será o único responsável pelo avanço econômico e social da Paraíba. Os governos estadual e municipais, instituições parceiras, empresas grandes, pequenos negócios e sociedade, como um todo, precisam se unir. Uma vida mais digna para todos virá com iniciativas que consigam, enfim, um passo mais largo para extirpar os males que ainda se destacam na Paraíba: a pobreza, a violência e o subdesenvolvimento em diversas áreas. O tempo dirá.
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