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o que cada um propõe para aposentadorias e BPC nas eleições 2026? — Lula e Flávio Bolsonaro

Flávio nega que vá limitar reajustes.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 20:35
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o que cada um propõe para aposentadorias e BPC nas eleições 2026? — Lula e Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula e Flávio Bolsonaro: o que cada um propõe para aposentadorias e BPC nas eleições 2026? Lula defende manter a valorização do salário mínimo, que corrige parte das aposentadorias. Flávio nega que vá limitar reajustes. Eleição 2026: Lula foca em benefícios para a população e Flávio em digitalização de processos (Ricardo Stuckert /Lula/Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro/Flickr)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 17h00 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O reajuste das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) entrou no debate do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O senador afirma que manterá os aumentos acima da inflação e nega mudanças nas regras, apesar de auxiliares da campanha terem discutido alternativas para reduzir despesas públicas. Lula defende a continuidade da política de valorização do salário mínimo. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.

O reajuste das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) entrou no centro da disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.

O candidato do PL afirmou que manterá os aumentos das aposentadorias acima da inflação e negou mudanças nas regras de correção dos benefícios.

A declaração ocorreu após integrantes de sua equipe econômica discutirem, durante a campanha, alternativas para conter despesas obrigatórias da União, incluindo possíveis alterações nos reajustes previdenciários. O senador, porém, rejeitou a possibilidade de prejudicar aposentados e afirmou que essas discussões não representam compromissos de sua candidatura.

Lula aproveitou o debate para criticar o adversário e defender a manutenção dos ganhos reais do salário mínimo, que também influenciam o valor das aposentadorias e do BPC.

O segundo turno será realizado em 25 de outubro . Veja o que cada candidato propõe e como funciona atualmente o reajuste dos benefícios.

O programa de governo de Lula, registrado no TSE, não menciona nova reforma da Previdência .

O texto defende a política de valorização do salário mínimo . Segundo o programa, a regra gerou ganhos reais para trabalhadores, aposentados e beneficiários do BPC.

Para os idosos, o plano trata o envelhecimento como “conquista civilizatória”. Prevê ampliar Centros-Dia e instituições de longa permanência, expandir o atendimento domiciliar do SUS e oferecer letramento digital para reduzir a vulnerabilidade a golpes.

Em vídeo nas redes sociais, Lula afirmou que os cortes em estudo atingiriam programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo.

O presidente também disse que o pacote alcançaria reajustes do salário mínimo acima da inflação e aumentos para aposentados. Além disso, citou um corte de R$ 200 bilhões, valor diferente dos R$ 250 bilhões mencionados na reportagem da Folha.

O plano de governo de Flávio, registrado no TSE, trata do tema principalmente na seção “INSS sem fila”.

O documento diz que a fila do INSS chegou a 3 milhões de requerimentos no início de 2026. Propõe investir em tecnologia, digitalizar processos, manter o Meu INSS e adotar uma gestão profissional, avaliada pelo tempo que o aposentado espera para receber.

O plano também prevê um pacote antifraude e a manutenção dos programas sociais.

A equipe econômica estuda limitar os reajustes de aposentadorias e do BPC à inflação (INPC), sem repassar os ganhos reais do salário mínimo.

A ideia faria parte de um pacote para reduzir em cerca de R$ 250 bilhões as despesas obrigatórias da União, o equivalente a 2% do PIB.

Em coletiva, após receber o apoio do Podemos, Flávio negou que vá prejudicar aposentados. Chamou a informação de “fake news do PT” e pediu que os aposentados não acreditem que o reajuste vai acabar.

O candidato afirmou que o foco de um eventual governo seria combater desvios e fraudes, como as do INSS, e não cortar benefícios.

Adolfo Sachsida, coordenador econômico da campanha, disse que os programas sociais, como Bolsa Família e BPC, seriam mantidos. Segundo a campanha, conversas informais não definem a posição oficial da candidatura.

Quem recebe o piso do INSS tem o benefício reajustado junto com o salário mínimo . Em 2026, o piso previdenciário subiu 6,79% e passou a R$ 1.621, segundo o Ministério da Previdência Social.

Quem recebe acima do mínimo tem a correção pelo INPC. Em 2026, o reajuste foi de 3,9%, e o teto do INSS chegou a R$ 8.475,55.

O salário mínimo segue uma regra criada em lei. Desde 2024, o reajuste soma a inflação (INPC) e o crescimento real do PIB de dois anos antes. Se o PIB encolher, vale só a inflação.

É esse ganho real que estaria em jogo na proposta em estudo: quem recebe o piso e o BPC passaria a ter correção apenas pela inflação.

Lula defende manter a política de valorização do salário mínimo, com ganho real que se estende a aposentados e beneficiários do BPC.

O plano oficial de Flávio foca em fila e fraudes no INSS e não detalha mudanças no reajuste. A equipe econômica, porém, estuda a limitação pela inflação, segundo a Folha, e a campanha nega que seja compromisso.

Mudanças mais profundas nas regras de benefícios exigiriam uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que, para ser aprovada, exige votos de 308 deputados e 49 senadores, em dois turnos em cada Casa.

O candidato afirmou que não pretende alterar as regras para prejudicar aposentados. Em outubro, declarou que manterá reajustes acima da inflação e negou a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo, apesar de auxiliares da campanha terem discutido alternativas de ajuste fiscal.

O programa de governo de Lula defende a continuidade da política de valorização do salário mínimo, que permite ganhos acima da inflação e alcança aposentadorias equivalentes ao piso nacional e o BPC. O documento não prevê uma nova reforma da Previdência.

Não há decisão aprovada para acabar com os reajustes em 2027. Atualmente, os benefícios continuam sujeitos às regras legais de correção, e ambos os candidatos afirmam defender a manutenção dos aumentos.

Os benefícios equivalentes ao piso do INSS acompanham o salário mínimo, que pode ter ganho real acima da inflação. Já os valores superiores ao mínimo são reajustados pelo INPC. Em 2026, as correções foram de 6,79% e 3,9%, respectivamente.

Sim. O Benefício de Prestação Continuada corresponde a um salário mínimo mensal. Por isso, seu valor acompanha os reajustes do piso nacional, incluindo eventuais ganhos acima da inflação.

Em 2026, o piso previdenciário é de R$ 1.621, enquanto o teto dos benefícios pagos pelo INSS é de R$ 8.475,55, conforme os valores divulgados pelo Ministério da Previdência Social.

Não. Mudanças que dependam de lei ou de alteração constitucional precisam passar pelo Congresso Nacional. No caso de uma PEC, são necessários pelo menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos em cada Casa.

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