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o que aconteceu em 2022 e quem foi preso? — Falta de ônibus no 2° turno das eleições

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 20:20
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o que aconteceu em 2022 e quem foi preso? — Falta de ônibus no 2° turno das eleições
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Falta de ônibus no 2° turno das eleições: o que aconteceu em 2022 e quem foi preso? Operações da PRF no segundo turno de 2022 atrasaram a chegada de eleitores às urnas e levaram à prisão do ex-diretor da corporação em 2023 Falta de ônibus nas eleições: campanha de Lula identifica que nove estados enfrentam esse problema (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Em 2022, operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar ônibus no segundo turno atrasaram a chegada de eleitores às urnas e levantaram suspeitas de interferência eleitoral. O então diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, foi preso preventivamente em 2023 e, em 2025, sua defesa ainda contestava as acusações no STF. Neste domingo, 25, denúncias de redução da frota de ônibus em São Paulo e Salvador levaram a novos pedidos e determinações de prisão de gestores públicos, além de decisões judiciais para restabelecer a circulação dos veículos.

A falta de ônibus e as restrições ao transporte de eleitores voltaram ao centro das disputas judiciais no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, 25. Em dezenas de municípios, denúncias de redução da frota levaram a pedidos de prisão de gestores públicos e a decisões da Justiça Eleitoral para restabelecer a circulação dos veículos. O cenário remete a 2022, quando operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante a votação também levantaram suspeitas de interferência no processo eleitoral.

Naquele ano, a atuação da PRF no segundo turno, em 30 de outubro, foi alvo de questionamentos após agentes realizarem fiscalizações de ônibus que transportavam eleitores, especialmente no Nordeste, região em que o então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia obtido a maioria dos votos no primeiro turno.

O caso resultou em uma investigação sobre a conduta do então diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, que chegou a ser preso preventivamente em 2023. Em março de 2025, sua defesa ainda contestava as acusações no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a investigação não havia identificado eleitores impedidos de votar.

Em 2026, a discussão voltou a envolver o cumprimento de determinações judiciais sobre o transporte público.

Em São Paulo, a campanha de Lula pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, após dados indicarem que 100% da frota não estava em circulação.

Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e ordenou a liberação de 100% da frota.

Os episódios, porém, têm diferenças. Em 2022, as suspeitas se concentraram em operações policiais nas rodovias. Neste domingo, as denúncias dizem respeito à oferta de transporte público urbano e ao cumprimento de ordens judiciais para manter os ônibus em circulação.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) também entrou com uma solicitação junto ao TSE para estender o horário de votação em 17 municípios dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A campanha afirma que chuvas e alagamentos nas cidades dificultaram a chegada do eleitor às urnas.

No segundo turno de 2022, a PRF realizou 514 operações relacionadas ao transporte de eleitores, segundo informações citadas em uma representação da Polícia Federal (PF) que fundamentou o pedido de prisão de Silvinei Vasques, obtido pelo Poder360.

De acordo com o documento, nove ônibus foram retidos no Nordeste no dia da votação, enquanto outras regiões registraram, somadas, quatro retenções. A representação apontou diferenças na distribuição das fiscalizações e questionou a concentração de operações em uma região historicamente favorável ao PT.

Na ocasião, o Ministério da Justiça havia registrado 308 crimes eleitorais. A pasta também informou seis apreensões por transporte ilegal de eleitores no segundo turno, nos estados do Amazonas, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Ceará. As ações da PRF envolveram a abordagem de mais de 610 ônibus nas estradas brasileiras, aproximadamente metade deles no Nordeste.

A atuação da corporação ocorreu apesar de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, ter determinado que operações relacionadas ao transporte de eleitores fossem interrompidas. O caso levou o ministro a anunciar uma investigação para apurar se houve desvio de finalidade ou abuso de poder por parte da PRF.

Em entrevista coletiva no dia 30 de outubro de 2022, Moraes descartou estender o horário de votação para além das 17h, apesar das denúncias sobre as operações da PRF no Nordeste.

Segundo o ministro, Silvinei Vasques foi intimado e pediu uma audiência para explicar a atuação da corporação. Ao TSE, o então diretor-geral afirmou que as fiscalizações tinham como base o Código de Trânsito Brasileiro e incluíam abordagens a ônibus com problemas como pneus desgastados e faróis quebrados.

Moraes reconheceu que as operações retardaram a chegada de eleitores às seções, mas disse que, conforme as informações apresentadas naquele momento, os veículos não haviam retornado aos locais de origem e os passageiros conseguiram chegar aos seus destinos. O ministro afirmou que os relatos de atraso seriam investigados.

Mesmo após a declaração, o PT protocolou um pedido para estender a votação até as 19h, sob o argumento de que as operações poderiam ter prejudicado o comparecimento às urnas. O horário, contudo, não foi prorrogado.

Na mesma entrevista, Moraes mencionou outro episódio relacionado ao transporte gratuito: em Belo Horizonte, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) havia cobrado passagem dos passageiros. Segundo o ministro, foram determinadas multa pessoal e apuração de crime eleitoral. A empresa liberou o acesso gratuito após cerca de cinco horas de votação, por volta das 11h, mediante apresentação do título de eleitor.

A investigação sobre as operações da PRF avançou após as eleições. Em 9 de agosto de 2023, Silvinei Vasques foi preso preventivamente em Florianópolis (SC), no âmbito de uma apuração sobre suspeita de interferência no segundo turno de 2022.

A representação da PF destacou tanto a quantidade de operações quanto a diferença entre as retenções de ônibus no Nordeste e nas demais regiões. O documento também mencionou uma publicação feita por Vasques nas redes sociais em 29 de outubro de 2022, véspera da votação, na qual ele pediu votos para Jair Bolsonaro (PL), então candidato à reeleição e adversário de Lula.

Vasques havia sido nomeado diretor-geral da PRF em abril de 2021, durante o governo Bolsonaro, e deixou o cargo em dezembro de 2022.

Em agosto de 2024, o ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade ao ex-diretor, com uso de tornozeleira eletrônica.

Em 7 de março de 2025, a defesa de Vasques afirmou que a investigação da PF não havia identificado nenhum cidadão cujo direito de ir e vir ou de votar tivesse sido restringido pelas operações da PRF.

Os advogados pediram a rejeição da denúncia da PGR e o envio do caso à primeira instância, além de solicitarem que Moraes fosse declarado impedido de atuar no processo.

Na manifestação, a defesa sustentou que as acusações de bloqueios não correspondiam à realidade e afirmou que a atuação da corporação estava dentro da legalidade. Essas alegações fazem parte da argumentação dos advogados e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre os fatos.

Portanto, o caso de 2022 teve consequências concretas para o comando da PRF: Vasques foi preso preventivamente e passou a responder a uma investigação sobre suspeita de interferência eleitoral. As informações disponíveis, porém, não permitem afirmar que ele tenha sido condenado por esse episódio.

Neste domingo, a controvérsia envolve principalmente a oferta de transporte público nas cidades.

A Justiça Eleitoral havia determinado a operação de 100% da frota operacional, com frequência equivalente à dos dias úteis, sob pena de multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado.

A campanha de Lula pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e do presidente da SPTrans, além de solicitar o restabelecimento integral do serviço e a apuração de responsabilidades. O pedido não significa que os gestores tenham sido presos ou que a Justiça tenha reconhecido as acusações.

A SPTrans afirmou que recebeu a determinação às 13h10 de sábado, 24, e comunicou as concessionárias às 13h32. Segundo a empresa, o prazo inferior a 12 horas dificultou a reorganização das escalas de trabalho e a mobilização dos veículos. O prefeito Ricardo Nunes negou que houvesse falta de ônibus e afirmou que a demanda estava sendo atendida.

Em Salvador, o TRE-BA determinou a liberação imediata de 100% da frota e a prisão em flagrante do secretário Pablo Souza, após denúncias de veículos retidos nas garagens. A decisão estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento da ordem.

A prefeitura informou que Souza estava em Paris, a convite do governo francês, e que ele retornaria na segunda-feira, 26, para prestar esclarecimentos às autoridades. Até a última atualização das informações disponíveis, não havia confirmação de cumprimento da ordem de prisão.

A administração municipal atribuiu parte das interrupções a um impasse envolvendo adesivos com o número 13, associado à candidatura de Lula, e afirmou que o serviço havia sido normalizado após diálogo com representantes sindicais.

A campanha de Lula identifica que nove estados enfrentam esse problema. Por isso pede a extensão do horário de votação em municípios do Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima e Bahia.

Em São Paulo, 71,7% da frota estava em circulação às 13h20, apesar da ordem para operação integral. Em Salvador, denúncias de veículos retidos nas garagens levaram o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a determinar a liberação de 100% da frota.

Em São Paulo, a Justiça Eleitoral determinou a circulação de 100% da frota operacional, com frequência de dia útil, sob pena de multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans. Em Salvador, o TRE-BA ordenou a liberação integral dos ônibus, estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento e determinou a prisão em flagrante do secretário Pablo Souza.

Não havia confirmação de prisão até a última atualização. Em São Paulo, a prisão dos gestores foi solicitada pela campanha de Lula, enquanto, em Salvador, o TRE-BA expediu uma ordem contra Pablo Souza, que estava em Paris, segundo a prefeitura.

A campanha de Lula atribuiu o pedido a problemas no transporte de eleitores em municípios de diferentes estados. A campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a prorrogação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina por causa de chuvas e alagamentos.

Segundo uma representação da Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal realizou 514 operações relacionadas ao transporte de eleitores e abordou mais de 610 ônibus no segundo turno de 2022. O documento registrou nove ônibus retidos no Nordeste e quatro nas demais regiões.

Não há informação de condenação de Silvinei Vasques por esse episódio. O ex-diretor-geral da PRF foi preso preventivamente em agosto de 2023, recebeu liberdade com tornozeleira eletrônica em agosto de 2024 e, em março de 2025, sua defesa pediu a rejeição da denúncia da PGR.

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