o caminho da pacificação — Anistia
Paulo destacou que lideranças do PT defendem abreviar o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Consulte formatos e valores disponíveisUm tema, sempre defendido nesta coluna, domina a mídia nacional. A Folha de S. Paulo destacou que lideranças do PT defendem abreviar o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo seria encerrar uma controvérsia política que continua dividindo o país e evitar que a discussão sobre anistia monopolize a agenda do Congresso a partir de 2027. Até agora, trata-se apenas de informação de bastidores, sem manifestação oficial do presidente Lula.
Em artigos anteriores e em vídeos publicados no Instagram (@neylopesrn), sustentei que a anistia representa o melhor caminho para a pacificação política e a reconciliação nacional. A história brasileira fornece exemplos. Juscelino Kubitschek concedeu perdão aos participantes de movimentos militares. Antes dele, o Duque de Caxias, patrono do Exército, encerrou a Revolução Farroupilha após quase dez anos de guerra. Em vez de apenas impor a derrota militar aos rebeldes, negociou a paz.
As penas impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro foram excessivas por não observarem adequadamente o princípio constitucional da individualização da pena. Esse princípio exige que cada acusado responda, de acordo com sua efetiva participação nos fatos, e não simplesmente por integrar um grupo ou multidão.
Também há fundamentos para sustentar que os acontecimentos de 8 de janeiro, embora graves e merecedores de condenação, não configuraram tecnicamente um golpe de Estado. Houve invasão de prédios públicos, depredação do patrimônio, danos qualificados e outros ilícitos previstos na legislação penal. Entretanto, não ocorreu a tomada do poder nem o emprego de força armada capaz de substituir o governo legitimamente constituído.
Com a manifestação de líderes do PT favoráveis à anistia chega a hora de virar essa página e seguir a tradição política brasileira: a conciliação. Sempre defendi esse caminho. O Brasil precisa concentrar as suas energias no crescimento econômico, justiça social e construção de um futuro comum para todos os brasileiros.
O RN é um dos maiores produtores de energia eólica do Brasil e tem alto potencial solar. Os reservatórios do estado acumulam apenas 44,27% da capacidade e a seca atinge 86% do território. Em tal situação, as fontes renováveis se apresentam como instrumento concreto para enfrentar a escassez hídrica. Quatro açudes estão secos (Itans e Mundo Novo, em Caicó; Passagem das Traíras, em São José do Seridó; e Dourado, em Currais Novos) e outros 16 operam com menos de 10% da capacidade. A maior barragem, Armando Ribeiro Gonçalves, em Assú, está com 35,65%.
A previsão é o El Niño intensificar-se até o início de 2027, aumentando a pressão sobre os mananciais. Nesse contexto, as energias eólica e solar reduzem dependência das hidrelétricas e incrementam a geração de emprego e renda em regiões afetadas pela seca. Investir na expansão dessas fontes é medida estratégica para fortalecer o combate as estiagens.
O RN não pode esperar a próxima crise para agir.
As condições naturais que fizeram do estado líder nacional em energia renovável precisam ser transformadas em estratégia permanente de desenvolvimento e adaptação climática. Quanto mais essa decisão for adiada, maiores serão os custos econômicos, sociais e ambientais para a população potiguar.
O Senado aprovou por unanimidade a PEC da Segurança Pública. O texto promete integração, recursos e regras mais duras contra facções. Na sequência, Lula anunciou a MP para criar o Ministério da Segurança Pública, a mesma pasta que já existiu no governo Temer.
O problema central da segurança pública no Brasil não é apenas a falta de planos. É a descontinuidade. Cada nova administração troca comandos e lança anúncios. Tem se repetido as facções atuarem sem interrupção: controlando rotas, financiando o tráfico e mantendo o domínio territorial. A cada mudança de governo elas ganham tempo e espaço. Criar ministério, sem orçamento definido e sem metas claras, é o recurso mais antigo da política: mudar o nome do problema e apresentar como solução.
O que funciona de verdade é cooperação real de inteligência, recursos estáveis e ações coordenadas. As operações recentes no Oeste do RN merecem destaque. Ações coordenadas entre Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar em municípios como Mossoró, Tibau e Upanema resultaram em prisões, apreensões de armas, munições e drogas. As operações provam que, quando há planejamento conjunto e execução integrada, é possível obter resultados.
Um ministério sem indicar de onde virão os recursos, quais metas serão perseguidas e como os resultados serão medidos é trocar o nome do problema e apresentar a mudança de embalagem como se fosse conteúdo. Pela mesma lógica, bastaria inaugurar um novo departamento da chuva para resolver as enchentes e um ministério da inflação para reduzir os preços. Espera-se, que não se repita o passado, quando o governo não resolveu a criminalidade, mas criou um ministério, que administrou o fracasso.
Diariamente, no Instagram (@neylopesrn), acompanhe vídeos com comentários e opiniões sobre política e temas de interesse geral. Agradeço aos seguidores que ajudaram a ultrapassar a marca de 420 mil visualizações.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.
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