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“Não gostei” — Valdemar critica carta de Flávio e discute crise no PL com Bolsonaro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 13:01
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“Não gostei” — Valdemar critica carta de Flávio e discute crise no PL com Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, criticou nesta quinta-feira (29) a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) após sua chegada aos Estados Unidos. O senador, derrotado nas eleições presidenciais, questionou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se apresentou como “líder do Brasil”.

“Não gostei. Não gostei”, afirmou Valdemar a jornalistas antes de visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração expõe divergências dentro do PL sobre a estratégia após a derrota presidencial. Enquanto Flávio insiste em acusações de fraude sem apresentar provas, a direção do partido reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Senador entrou na Argentina usando o passaporte italiano e depois embarcou em avião que passou pelo Equador antes de chegar na Flórida

A carta foi publicada na quarta-feira (28), depois que o senador chegou a Miami com a família, contrariando uma decisão do STF que o proibia de deixar o Brasil.

Na primeira versão, Flávio se apresentava como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Posteriormente, substituiu o documento por outro, adotando as expressões “líder do Brasil” e “líder”, mas mantendo as acusações contra o processo eleitoral.

A manifestação provocou críticas de lideranças da direita. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu o respeito ao resultado das urnas. União Brasil, PSD, PSDB e MDB também rejeitaram as alegações do senador.

A preocupação da direção do PL é que a postura de Flávio comprometa as negociações para 2027, quando a legenda terá as maiores bancadas da Câmara e do Senado.

O partido busca ampliar sua influência no Congresso, mas depende de alianças com outras siglas para disputar cargos de comando e aprovar propostas.

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