Voltar para a página inicial

Lula pede que TSE atue como intermediador “imparcial” — “Duelo dos sigilos”

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 00:47
0 visualizações
Lula pede que TSE atue como intermediador “imparcial” — “Duelo dos sigilos”
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

O presidente Lula (PT) pediu nesta quinta-feira (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que a Corte atue como um “terceiro imparcial” no chamado “duelo dos sigilos” com Flávio Bolsonaro (PL) e requisite diretamente às fontes oficiais os dados bancários, fiscais e telefônicos que os dois candidatos se comprometeram a tornar públicos.

O pedido foi apresentado após o ministro André Mendonça afirmar que o petista e o senador podem divulgar os próprios dados sem necessidade de autorização judicial e que não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato pretende ou não tornar público.

Waack: A maldição do incumbente aperta o cerco a Lula Veja quem Ronaldo Caiado apoia no 2º turno entre Flávio e Lula Veja quem Augusto Cury apoia no 2º turno entre Flávio e Lula Na prática, a decisão de Mendonça afastou o TSE da função de mediador do acordo firmado entre as duas campanhas. O ministro afirmou que os candidatos e as pessoas físicas e jurídicas envolvidas poderiam divulgar as informações “por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes”.

“Não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor” , escreveu Mendonça.

Na nova manifestação, a defesa de Lula contesta essa interpretação. Os advogados afirmam que os candidatos não procuraram o TSE para obter autorização para abrir os próprios sigilos, mas para que a Corte requisitasse os dados diretamente das fontes oficiais e coordenasse a divulgação integral e simultânea das informações. “Os candidatos não pediram licença para divulgar” , afirma a petição.

Segundo a defesa, permitir que cada lado faça a divulgação por conta própria deixa espaço para a seleção dos documentos que serão apresentados.

“Divulgação por ato próprio é divulgação escolhida: ‘o que se quiser divulgar é escolha de cada um’, diz a decisão. É justamente esse o espaço que o acordo quis fechar” , afirma a campanha.

Para Lula, a requisição feita pelo TSE permitiria garantir que os dados fossem obtidos diretamente das fontes oficiais, sem recortes, e disponibilizados aos eleitores ao mesmo tempo.

A defesa pede, por isso, que o tribunal execute o acordo “como terceiro imparcial” , de modo a assegurar a “fidelidade” e a “integridade” da documentação divulgada.

O petista solicita que o TSE requisite informações ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia e publique os dados integralmente em um site de acesso público.

Lula também pediu que Mendonça intime Flávio a comprovar até as 23h59 desta quinta-feira que apresentou as autorizações previstas no acordo firmado entre as campanhas.

Segundo a defesa do presidente, Flávio deve entregar autorizações referentes a si próprio, a familiares, a empresas das quais seja sócio ou administrador e também à Alcazar Holdings .

A campanha de Lula sustenta que, como a conta da empresa não pertence a Flávio, a abertura dos dados depende ainda da anuência de seu titular, Willer Tomaz , amigo do senador e investigado no STF (Supremo Tribunal Federal).

Caso as autorizações não sejam apresentadas, Lula pede que o TSE registre nos autos que o descumprimento do acordo partiu do candidato do PL.

Como mostrou a CNN , Mendonça afirmou nesta quinta que não seria necessária uma decisão judicial para que os candidatos abrissem os próprios sigilos .

Segundo o ministro, os sigilos bancário, fiscal e telefônico existem para proteger os titulares, que podem abrir mão dessa proteção quando quiserem. A decisão cita que extratos e movimentações podem ser obtidos junto aos bancos, declarações de Imposto de Renda estão disponíveis na Receita Federal e registros de chamadas podem ser solicitados às operadoras.

O “duelo dos sigilos” começou depois que Lula desafiou Flávio, durante o debate da Band no domingo (18), a abrir seus dados. As campanhas chegaram nesta quinta a um acordo para a divulgação mútua de informações bancárias, fiscais e telefônicas, inclusive de familiares e pessoas próximas.

#Belém#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas