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Lula lidera entre menos propensos a votar; Flávio, entre os mais propensos — Datafolha

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 21:54
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Lula lidera entre menos propensos a votar; Flávio, entre os mais propensos — Datafolha
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno acrescentou um novo elemento à disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a probabilidade de o eleitor efetivamente comparecer às urnas.

Pela primeira vez, o instituto divulgou uma estimativa que ajusta a intenção de voto de acordo com a propensão ao comparecimento. Entre os eleitores classificados com alta probabilidade de votar, Flávio tem 52% dos votos válidos e Lula, 48%.

Esse grupo representa 76% do eleitorado e reúne entrevistados que foram às urnas no primeiro turno e moram mais perto de seus locais de votação.

O cenário se inverte entre os 24% classificados com baixa ou média propensão a votar. Nesse segmento, Lula registra 52% dos votos válidos e Flávio, 48%.

O recorte coloca a abstenção no centro da reta final de uma eleição em que a pesquisa convencional mostra diferença pequena. No resultado geral do Datafolha divulgado neste sábado (24), Flávio aparece com 51% dos votos válidos e Lula, com 49%, em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Recorte por probabilidade de comparecimento revela vantagem de Flávio entre quem tem maior propensão a votar

Candidatos concentram últimos compromissos em São Paulo, Rio e Minas Gerais; mobilização das bases e abstenção estão entre as preocupações antes da votação de domingo

O modelo busca estimar o impacto que diferentes níveis de comparecimento podem ter sobre a composição do eleitorado que efetivamente depositará o voto neste domingo (25).

Para isso, o Datafolha leva em consideração dois fatores: se o entrevistado compareceu às urnas no primeiro turno e a distância entre sua residência e o local onde vota.

A partir dessas informações, os eleitores são distribuídos entre grupos com maior ou menor propensão ao comparecimento.

Não se trata de uma projeção do resultado da eleição. O cálculo procura identificar diferenças no perfil eleitoral de quem apresenta maior ou menor probabilidade de participar da votação.

Os números revelam um desafio diferente para cada campanha. Flávio apresenta desempenho superior entre os eleitores que, pelo modelo do Datafolha, têm maior probabilidade de comparecer: 52% a 48%. Lula alcança exatamente o mesmo placar, mas entre o grupo que reúne pessoas com menor ou média propensão a votar.

A diferença ajuda a explicar por que a mobilização do eleitorado ganhou tanto peso na campanha petista nesta reta final. Para Lula, não basta conquistar a preferência desse segmento: uma parcela dele precisa comparecer às urnas para que essa vantagem se converta em votos.

O tema já vinha aparecendo em outros levantamentos. Na AtlasIntel, Lula também registrou desempenho superior entre entrevistados que disseram não ter votado no primeiro turno. Na rodada divulgada em 20 de outubro, 55,7% desse grupo declaravam voto no presidente no segundo turno, contra 40,2% em Flávio.

Os levantamentos usam metodologias diferentes e não podem ser comparados diretamente, mas ambos indicam que parte do eleitorado potencialmente mais favorável a Lula está entre aqueles que tiveram menor participação na primeira etapa da eleição.

O efeito potencial da abstenção se torna mais relevante porque os dois candidatos chegam à véspera da eleição separados por uma margem estreita.

Na primeira pesquisa Datafolha depois do primeiro turno, Flávio tinha 52% dos votos válidos e Lula, 48%. A diferença caiu para 51% a 49%, chegou a 50% a 50% na quinta-feira (22) e voltou agora para 51% a 49%.

Nesse cenário, uma diferença de comparecimento entre grupos com perfis eleitorais distintos pode alterar a composição final dos votos válidos.

Isso não significa que os 24% de menor propensão irão se abster nem que os 76% de alta propensão necessariamente irão votar. O modelo indica probabilidades diferentes, e não comportamentos já definidos.

A pesquisa Datafolha ouviu 4.050 eleitores nos dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09540/2026.

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