Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre INSS e Master — Debate na Band
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Consulte formatos e valores disponíveisDebate na Band: Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre INSS e Master Primeiro bloco do encontro entre os candidatos no segundo turno foi marcado por ataques envolvendo familiares, suspeitas de corrupção e provocações sobre o voto de presos Eleições: debate começa com troca de acusações entre os candidatos (Band/Reprodução)
André Martins, Clara Assunção, Ivan Martínez-Vargas e César H. S. Rezende Publicado em 18 de outubro de 2026 às 21h37 .
Última atualização em 18 de outubro de 2026 às 22h00 .
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um debate marcado por acusações envolvendo a fraude do INSS, o caso do Banco Master e familiares dos dois candidatos. No primeiro confronto do segundo turno, realizado pela Band neste domingo, 18, os adversários também discutiram segurança pública, mas dedicaram boa parte do embate direto a ataques e provocações.
O primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 , realizado pela TV Bandeirantes na noite deste domingo, 18, foi marcado por uma intensa troca de acusações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) .
Os candidatos concentraram boa parte do confronto em suspeitas relacionadas à fraude do INSS, ao caso do Banco Master e a familiares, deixando a discussão de propostas em segundo plano.
No segundo bloco, com embate direto, mas com formato de perguntas, respostas e réplicas, os candidatos debateram propostas, com Flávio focando em economia e Lula falando sobre saúde pública.
Ao longo do encontro, Lula e Flávio trocaram acusações de corrupção, questionaram relações de seus adversários com pessoas investigadas e protagonizaram momentos de tensão. O presidente cobrou explicações sobre supostas ligações do senador com o empresário Daniel Vorcaro, enquanto Flávio direcionou perguntas ao petista sobre seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e pessoas citadas nas investigações sobre fraudes previdenciárias.
O confronto também teve provocações pessoais. Lula acusou Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, de atuar contra o Brasil nos Estados Unidos e ironizou o adversário ao ser questionado sobre o voto de pessoas presas.
Já o senador criticou o governo petista e buscou associar familiares do presidente a suspeitas de irregularidades. As acusações apresentadas pelos dois candidatos não significam, por si só, comprovação de envolvimento nos casos mencionados.
Apesar do tom predominante de confronto, os candidatos apresentaram posições sobre segurança pública. Flávio prometeu endurecer o combate às facções criminosas, enquanto Lula defendeu ampliar a participação do governo federal na área com a aprovação da PEC da Segurança Pública, em discussão no Senado. Os dois também responderam a perguntas sobre contas públicas.
O debate ocorreu nos estúdios da emissora, em São Paulo, com a presença de aliados e assessores das duas campanhas. O governador reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e os senadores eleitos, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), e o deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL) estavam acompanhando Flávio.
Com o presidente Lula, estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama, Janja da Silva, o presidente do PSB e ex-prefeito de Recife, João Campos, a deputada reeleita Tabata Amaral (PSB), o ex-ministro da Educação, Camilo Santana, e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fontales.
Do lado de fora, apoiadores dos candidatos, separados por grades, acompanharam a movimentação e reagiram aos momentos de maior tensão. O encontro começou com 15 minutos de atraso após a chegada dos dois participantes.
Na primeira parte do debate, os candidatos responderam a perguntas dos apresentadores sobre segurança pública e contas públicas.
Ao abordar o enfrentamento ao crime organizado, Flávio Bolsonaro prometeu adotar uma postura mais dura contra as facções criminosas caso seja eleito presidente.
“A partir de janeiro do ano que vem, vou declarar guerra ao PCC como narcoterroristas”, afirmou o senador, em referência ao Primeiro Comando da Capital.
Flávio também prometeu construir presídios e recuperar territórios dominados por organizações criminosas.
Lula, por sua vez, criticou a atuação dos governos estaduais na segurança pública e defendeu ampliar a participação da União no combate ao crime organizado.
O presidente citou a proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada por seu governo para ampliar a atuação federal na área. Também mencionou a aprovação de uma legislação voltada ao enfrentamento das facções criminosas.
O tom do debate mudou durante a etapa de confronto direto, na qual os candidatos puderam fazer perguntas um ao outro sem a definição prévia de temas.
Lula iniciou uma das discussões ao questionar Flávio sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade para funcionárias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 2009, quando o senador exercia mandato de deputado estadual.
“O que você tem contra as mulheres?”, perguntou o presidente.
Flávio negou ter qualquer posição contrária às mulheres, mas não respondeu diretamente ao questionamento sobre o voto.
Em vez disso, levou a discussão para as suspeitas de irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O senador mencionou Roberta Luchsinger , investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas ao esquema de fraudes previdenciárias, e questionou Lula sobre a relação dela com seu filho, Lulinha.
Flávio também utilizou declarações públicas de Roberta contra o presidente. Amiga de Lulinha, ela havia sido chamada de “pilantra” por Lula e respondeu classificando o petista como “mentiroso” e “senil”.
O presidente afirmou que as suspeitas deveriam ser apuradas pela Polícia Federal e, na sequência, cobrou explicações de Flávio sobre sua relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS , personagem central das investigações sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários.
A discussão também teve interrupções e momentos de irritação. Lula interrompeu o adversário durante o confronto, enquanto Flávio insistiu em perguntas sobre o filho do presidente e as suspeitas relacionadas ao INSS.
Após a troca de acusações sobre o INSS, Lula passou a questionar o adversário sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
O presidente mencionou supostos repasses milionários relacionados à produção de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e cobrou explicações de Flávio sobre o caso.
Durante o confronto, Lula também questionou o senador sobre sua atuação como advogado em um caso envolvendo um policial.
A sequência de perguntas fez com que Flávio utilizasse seu tempo de resposta antes do presidente. Lula terminou a etapa com aproximadamente um minuto a mais disponível para falar.
No encerramento do embate, o petista afirmou que queria testar até onde iria a “mentira de Flávio”, retomou programas de seu governo e disse que pretende ampliar as ações em um eventual novo mandato.
Na sequência, Flávio teve direito de resposta. O senador utilizou o minuto disponível para acusar Lula de mentir e reforçar suas propostas para a segurança pública.
As divergências entre os candidatos também envolveram a atuação de Eduardo Bolsonaro , ex-deputado federal e irmão de Flávio, nos Estados Unidos.
Durante o debate, Lula acusou Eduardo de articular ações contrárias aos interesses brasileiros e dirigiu a crítica diretamente ao senador.
“O seu irmão está fugindo nos Estados Unidos, tramando contra o Brasil. Vocês estão traindo a pátria e serão julgados por isso”, afirmou.
A declaração ampliou o confronto envolvendo familiares dos candidatos, que já havia marcado as discussões sobre o INSS e o Banco Master.
Outro momento de tensão ocorreu quando Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre a preferência eleitoral de pessoas privadas de liberdade.
“Por que 60% dos presidiários votaram em você?”, perguntou o senador.
O presidente respondeu com uma provocação direcionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
“Quero 100%, inclusive o teu pai!”, rebateu Lula.
A declaração fez referência à situação judicial de Jair Bolsonaro, condenado em 2025 a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária.
O percentual de 60% citado por Flávio durante o debate não foi acompanhado, no confronto, de informações sobre a origem dos dados ou a metodologia utilizada.
A legislação também permite a participação eleitoral de adolescentes submetidos a medidas socioeducativas de internação, desde que cumpram os requisitos de idade e tenham inscrição eleitoral regular.
A existência do direito ao voto, contudo, não significa que todos os presos provisórios consigam exercê-lo. A participação depende de condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral, como a regularidade da inscrição e a organização de seções eleitorais nos estabelecimentos.
O segundo bloco do debate da Band foi marcado por uma discussão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), a gestão da pandemia de Covid-19 e propostas para a economia. Em meio a interrupções e acusações, Flávio reconheceu problemas na área da saúde durante o governo de Jair Bolsonaro, enquanto Lula questionou se o adversário pretendia privatizar o SUS.
A discussão começou depois que Flávio prometeu oferecer na rede pública um atendimento com o mesmo padrão do Hospital Israelita Albert Einstein. Lula contestou a proposta, mencionou as mais de 700 mil mortes por Covid-19 no Brasil e criticou a atuação do governo anterior durante a crise sanitária. O confronto provocou interrupções e exigiu a intervenção da mediação.
Além da saúde, os candidatos discutiram a política de valorização do salário mínimo, a possibilidade de um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e as regras para saídas temporárias de presos. Nos minutos finais, Flávio apresentou propostas para renegociação de dívidas, ampliação do crédito e criação de um Ministério da Prosperidade.
Na retomada do debate, Flávio Bolsonaro prometeu elevar a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) , usando como referência o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
“O SUS vai ser padrão Einstein, porque você merece”, afirmou o senador.
Lula reagiu à declaração e questionou se o adversário pretendia privatizar o sistema público de saúde.
“Só pode falar isso quem não entende de saúde pública”, disse o presidente.
O petista também levou a discussão para a pandemia de Covid-19, que provocou mais de 700 mil mortes no Brasil, e criticou a condução da crise sanitária durante o governo de Jair Bolsonaro.
A troca de acusações elevou a tensão entre os candidatos. Flávio fez gestos e interrompeu Lula enquanto o presidente respondia, levando a mediação a intervir para pedir respeito ao tempo de fala.
Ao responder às críticas sobre a pandemia, Flávio Bolsonaro reconheceu que a saúde não foi uma das áreas com melhores resultados durante o governo de seu pai.
“De fato, a saúde não foi a melhor área em que a gente teve o melhor resultado durante o governo Jair Bolsonaro, eu faço aqui esse mea-culpa. Tivemos uma pandemia, dois anos de pandemia, uma coisa que ninguém sabia enfrentar. Mas o Bolsonaro deu o seu melhor”, afirmou.
Flávio argumentou que o país enfrentou uma situação inédita e afirmou que o pai fez o possível diante da emergência sanitária.
Na sequência, o candidato ironizou Lula ao mencionar que o presidente havia recebido uma vacina contra a Covid-19 adquirida pelo governo Bolsonaro.
A gestão da pandemia foi alvo de críticas e investigações durante o governo anterior. Em 2021, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado, apontou atrasos e recusas nas negociações para a compra de vacinas, além de possíveis omissões e suspeitas de irregularidades na condução da crise sanitária.
Após a discussão sobre saúde, Lula levou o debate para a economia e voltou a defender a política de valorização do salário mínimo .
O presidente afirmou que pretende ampliar o poder de compra dos trabalhadores para que o piso nacional seja suficiente para adquirir ao menos duas cestas básicas e meia.
Durante a discussão, Lula também fez ataques à trajetória pessoal do adversário. Disse que Flávio Bolsonaro “nunca trabalhou” e afirmou que o senador conhece ônibus apenas “por literatura”, por supostamente nunca ter utilizado o transporte público.
Em seguida, o petista retomou a defesa da política de reajuste do salário mínimo de seu governo, associando a medida à recuperação da renda e do poder de compra da população.
Outro momento de confronto ocorreu quando Lula questionou a promessa de Flávio Bolsonaro de conceder um indulto ao pai, condenado no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
O presidente afirmou que a medida poderia beneficiar outras pessoas, incluindo Daniel Vorcaro , ex-dono do Banco Master.
“Ele não pode dar indulto para uma pessoa só, vai ter que liberar todo mundo, inclusive Vorcaro”, afirmou Lula.
A declaração foi feita durante a discussão sobre a possibilidade de concessão de perdão presidencial. O indulto, previsto na Constituição, permite ao presidente da República extinguir ou reduzir penas, observados os limites constitucionais e os critérios estabelecidos para a medida.
Na mesma discussão, Lula defendeu a possibilidade de saídas temporárias para presos do regime semiaberto que cumpram os requisitos legais, destacando a importância da reintegração social.
“Se uma pessoa teve um comportamento decente, se uma pessoa estiver se recuperando, é justo que uma pessoa saia para ver sua família”, afirmou.
Nos minutos finais do segundo bloco, Flávio Bolsonaro passou a apresentar propostas econômicas voltadas principalmente ao endividamento das famílias e das empresas.
O senador prometeu criar o Ministério da Prosperidade , manter os reajustes do Bolsa Família e implementar um programa para renegociar dívidas de pessoas físicas e jurídicas.
Pela proposta apresentada, o governo compraria dívidas junto aos bancos para reduzir os valores devidos e suspender temporariamente os pagamentos.
“Eu vou comprar a sua dívida dos bancos. Para você que é pessoa física, vai ficar seis meses congelada, parada a sua dívida. E para você que é pessoa jurídica, esse prazo vai ser de um ano”, afirmou.
O candidato também prometeu ampliar a oferta de financiamentos com juros menores e prazos mais longos para pequenos negócios.
Outra proposta apresentada foi transformar a Caixa Econômica Federal em um banco com maior atuação no financiamento do empreendedorismo em favelas e periferias.
As medidas foram apresentadas como compromissos de campanha para um eventual governo do senador.
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