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“Levarei para o túmulo” — Flávio Bolsonaro se nega a dar detalhes sobre fuga do Brasil

(Fotos: Reprodução/Redes Sociais) Ao The New York Times, senador afirma não ter recebido apoio de governos estrangeiros para chegar nos EUA e relata conversa co

Por Redatores da Empire Cidades 5 de novembro de 2026 às 17:04
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“Levarei para o túmulo” — Flávio Bolsonaro se nega a dar detalhes sobre fuga do Brasil
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, publicada nesta quinta-feira (5), que não recebeu ajuda de governos estrangeiros para deixar o Brasil e se estabelecer nos Estados Unidos.

O parlamentar, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, também se recusou a revelar detalhes sobre a operação que o levou à Flórida. Segundo ele, a maneira como conseguiu chegar ao território norte-americano será um segredo que pretende guardar para sempre.

“Fui eu quem fez tudo. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, disse Flávio Bolsonaro.

Questionado sobre os detalhes da viagem, foi ainda mais enfático: “Como cheguei até aqui, levarei isso para o túmulo comigo”.

A declaração ocorre em meio a relatos de que o senador teria contado com apoio de integrantes de governos estrangeiros para deixar o país.

Reportagens do próprio New York Times e do Wall Street Journal apontaram que um jato particular utilizado por Flávio e sua família foi providenciado por Jason Miller, funcionário ligado à área de comunicação da Casa Branca.

Flávio, entretanto, afirmou que a decisão de viajar foi tomada espontaneamente, em conjunto com a mulher, Fernanda Bolsonaro, sem interferência de autoridades ou aliados políticos. “Pode ter havido torcida, mas nada além disso”, disse.

LEIA TAMBÉM: “Não são dias fáceis”, diz mulher de Flávio Bolsonaro após mudança aos EUA

De acordo com o relato apresentado ao jornal, a decisão de deixar o Brasil foi tomada na manhã de 27 de outubro, depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio contou que, durante o encontro, ouviu do pai uma advertência sobre os possíveis desdobramentos das investigações que envolvem a família.

“Ele olhou nos meus olhos e disse: ‘Você já sabe onde eles querem chegar com isso, não é?'”, relatou o senador, em referência à possibilidade de uma prisão. Flávio afirmou que respondeu estar preparado e consciente do que precisava fazer. “Virei as costas e fui embora”, acrescentou.

O parlamentar deixou o Brasil pela região da fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina. Depois, seguiu para os Estados Unidos, com passagem pelo Equador, chegando a Miami com a mulher e as filhas.

A viagem ocorreu em meio a questionamentos sobre o resultado das eleições e a investigações que envolvem o senador. Antes de deixar o país, ele também havia recebido determinação para entregar os passaportes no contexto de uma apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz.

Durante a entrevista, Flávio voltou a questionar a vitória de Lula, sem apresentar provas de fraude. O senador insistiu que o resultado seria matematicamente impossível e afirmou que sua derrota foi provocada por forças que atuaram contra sua candidatura. “Perdi para o sistema”, declarou.

O parlamentar também disse que pretende contestar judicialmente o resultado eleitoral, embora reconheça que as chances de sucesso sejam pequenas. Do exterior, a intenção é continuar mobilizando apoiadores e aliados políticos no Brasil.

Flávio ainda agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela autorização para que ele e a família permaneçam no país. Na avaliação do senador, Trump agiu corretamente ao evitar um posicionamento direto sobre a disputa eleitoral brasileira.

“Ele não tomou partido, o que é a coisa certa a fazer”, afirmou.

Apesar de demonstrar intenção de permanecer nos Estados Unidos por enquanto, o senador não descartou retornar ao Brasil. Segundo ele, a estadia no exterior deve ser temporária, e a prioridade continua sendo a disputa política brasileira.

“Preciso seguir em frente com a minha vida nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto”, afirmou.

Flávio também sinalizou que pretende voltar a disputar a Presidência da República caso uma nova eleição seja convocada. “Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”, declarou.

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