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Kalil e hematologistas comentam — Novos tratamentos para doenças do sangue

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 18 de outubro de 2026 às 09:00
Via CNN Brasil
Kalil e hematologistas comentam — Novos tratamentos para doenças do sangue
Foto: Foto: CNN Brasil
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Leucemia, linfoma e mieloma múltiplo são doenças que, por muito tempo, foram associadas a prognósticos sombrios. No entanto, avanços significativos no diagnóstico e no tratamento dessas condições hematológicas têm transformado a perspectiva dos pacientes, ampliando as chances de cura e reduzindo o sofrimento durante as terapias.

Os hematologistas João Guerra e Lucila Kerbauy explicaram, em entrevista ao CNN Sinais Vitais de sábado (17), como as novas abordagens estão mudando o cenário das doenças do sangue, com opções que vão desde drogas-alvo até imunoterapia e transplante de medula óssea.

"Você ter diagnóstico hoje, por exemplo, de uma leucemia, não significa que você vai ter um prognóstico ruim", afirmou Kerbauy.

Morte de Netinho: Inca prevê 12 mil casos por ano de Linfoma não Hodgkin "Carreata da vitória": entenda como a história de um menino de 8 anos comoveu familiares e amigos que desfilaram em carros para comemorar a sua cura do câncer Onda de vacinas contra câncer pode ser inaugurada em breve A especialista destacou que atualmente é possível identificar mutações nas células com muito mais precisão , o que permite definir melhor o tipo da doença e escolher o tratamento mais adequado para cada paciente.

No caso do transplante de medula óssea alogênico, em que o paciente recebe medula de outra pessoa, Kerbauy ressaltou que os procedimentos evoluíram para ser menos agressivos e com resultados mais promissores .

Já no linfoma de Hodgkin , a imunoterapia passou a integrar o tratamento, reduzindo a necessidade de quimioterapia e, consequentemente, os efeitos colaterais. "A gente consegue ter taxas de resposta, de remissão acima de 90% ", destacou.

Guerra explicou que as leucemias se dividem em dois grandes grupos: agudas e crônicas.

As leucemias agudas acometem células mais jovens da medula óssea e se replicam com maior velocidade, sendo a leucemia linfoide aguda mais comum em crianças e a leucemia mieloide aguda mais frequente em adultos. Já as leucemias crônicas afetam células mais maduras e evoluem de forma menos agressiva.

Para ambos os tipos, Kerbauy afirmou que hoje existem tratamentos muito promissores . "Dentro da jornada do paciente, nós podemos oferecer várias possibilidades", disse.

Entre as opções disponíveis estão drogas-alvo, imunoterápicos, transplante de medula óssea para as leucemias agudas, e a terapia com CAR-T cell para linfomas e mielomas.

Guerra também chamou atenção para o caso do mieloma múltiplo, que por muitos anos foi considerado uma doença sem cura. "Pela primeira vez, no Congresso Global de Mieloma Múltiplo, foi falado em cura ", relatou.

Essa mudança de perspectiva representa um marco importante para pacientes e profissionais da área.

Guerra complementou que doenças que antes eram potencialmente fatais hoje podem ser curadas ou transformadas em condições crônicas controláveis .

Nesse cenário, o paciente passa a conviver com a doença por meio de medicação contínua, mantendo qualidade de vida e com menor sofrimento ao longo do tratamento.

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