Itaú BBA eleva recomendação para compra e UBS BB atualiza preço-alvo; veja o que está no radar dos analistas — Gerdau (GGBR4)
A equipe de analistas chama atenção para uma mudança de cenário que […]

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Consulte formatos e valores disponíveisO Itaú BBA elevou a recomendação da Gerdau (GGBR4) de neutra para Outperform (equivalente à compra), com um incremento de R$ 2 no preço-alvo, de R$ 29 para R$ 31 para o fim de 2027, o que representa potencial de valorização de 29%.
A equipe de analistas chama atenção para uma mudança de cenário que favorece a companhia, com a desvalorização do real de R$ 5,11 para cerca de R$ 5,40, enquanto a empresa implementou sucessivos aumentos de preços de barras comerciais, perfis estruturais e vergalhões nos Estados Unidos ao longo do terceiro trimestre de 2026 e início do quarto trimestre.
Neste cenário, a companhia elevou a margem da operação da América do Norte para 27,7% no terceiro trimestre, o maior nível desde 2022.
O BBA não é o único com visão positiva para a Gerdau. O UBS BB também elevou o preço-alvo para a companhia, de R$ 31 para R$ 35 por ação, reiterando a recomendação de compra.
Para o banco, a Gerdau tem sido uma das ações de melhor desempenho em 2026, surpreendendo parte dos investidores. No acumulado do ano, os analistas destacam alta de cerca de 17%, e veem espaço para valorização adicional.
“Continuamos confiantes nas perspectivas de demanda e rentabilidade nos Estados Unidos e seguimos enxergando potencial acima do consenso de mercado”, diz o UBS BB.
Nesta quinta-feira (29), as ações GGBR4) operam entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV). Por volta de 12h20 (horário de Brasília), o avanço era de 5,81%, a R$ 25,49.
Na leitura do Itaú BBA, o Brasil permanece como o elo mais fraco para a Gerdau e os benefícios do projeto da mina de Miguel Burnier devem ser menores e ocorrer mais tarde do que o inicialmente esperado.
A administração espera compressão de margens no Brasil no quarto trimestre de 2026 devido à demanda sazonalmente mais fraca, maior participação das exportações e pressão sobre os preços do aço, enquanto o consumo aparente continua prejudicado pela inflação elevada e pelos juros altos.
Nas estimativas da casa, Miguel Burnier ganhará ritmo durante o período chuvoso e deve adicionar cerca de R$ 400 milhões ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2027, abaixo do potencial total estimado em R$ 1,1 bilhão. A queda dos preços do minério de ferro também reduz a contribuição do projeto.
Como resultado, os analistas reduziram a projeção de margem Ebitda do Brasil em 2027 de 14,4% para 11,7%, o que implica uma queda de 20% na estimativa de Ebitda, para R$ 4 bilhões.
Apesar disso, o plano de reestruturação que será detalhado no Investor Day, espelhando a transformação realizada na América do Norte em 2018, com desinvestimentos, foco em segmentos mais rentáveis e redução estrutural das exportações, além do avanço de medidas de defesa comercial pode gerar revisões positivas para as projeções.
Por outro lado, o UBS BB está confiante nas perspectivas de demanda e rentabilidade nos Estados Unidos e enxerga potencial acima do consenso de mercado. Os analistas do banco estimam uma margem Ebitda da América do Norte de 26,4% em 2027, aproximando-se de 30% no quarto trimestre deste ano e no primeiro de 2027.
“Acreditamos que o mercado está excessivamente focado no lado da oferta nos Estados Unidos. Embora reconheçamos os riscos negativos relacionados ao USMCA (acordo comercial entre EUA, México e Canadá), entendemos que o crescimento da demanda deve continuar superando qualquer pressão decorrente do aumento da oferta”, dizem os analistas.
A demanda por perfis estruturais (beams) e MBQ (merchant bar quality) avança 6,5% no acumulado do ano, impulsionada pela expansão dos investimentos em data centers.
Os gastos com construção de data centers nos Estados Unidos cresceram 75% recentemente, enquanto o número de novos projetos iniciados cresceu cerca de 200%, sinalizando continuidade do crescimento da demanda por aços longos nos próximos anos, com possibilidade até de aceleração adicional.
Enquanto isso, o banco também vê o Brasil como um fator de pressão sobre os resultados, mas hoje responde por apenas 15% a 20% do Ebitda consolidado, o que reduz sua relevância para a tese de investimento.
“A depreciação do real também deve beneficiar os resultados da companhia. Nesse contexto, vemos a Gerdau como uma boa proteção (hedge) para as carteiras dos investidores brasileiros diante das incertezas macroeconômicas”, diz o UBS BB.
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