Itália analisa possível ação terrorista após ameaças de bomba na Europa
A apuração busca identificar os responsáveis pelos alertas e esclarecer se as mensagens enviadas a companhias aéreas e autoridades aeroportuárias fazem parte de

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Consulte formatos e valores disponíveisLogo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail A Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália abriu nesta sexta-feira (6) uma investigação sobre a sequência de ameaças de bomba que atingiu voos comerciais e aeroportos europeus nos últimos dias.
A apuração busca identificar os responsáveis pelos alertas e esclarecer se as mensagens enviadas a companhias aéreas e autoridades aeroportuárias fazem parte de uma operação coordenada.
O órgão italiano recebeu informações da Agência Nacional de Segurança Cibernética (ACN), que acompanha os episódios e investiga possíveis conexões entre as ameaças.
Desde o início da semana, mais de 20 voos foram afetados por alertas de explosivos em diferentes países europeus. Pelo menos dez ocorrências envolveram aeroportos italianos.
Apesar das operações de emergência e das inspeções realizadas, nenhum explosivo foi encontrado nas aeronaves mencionadas nas ameaças.
A entrada da Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo amplia a dimensão das investigações sobre os episódios registrados na Europa.
As autoridades pretendem examinar a origem das mensagens, identificar seus responsáveis e verificar a existência de vínculos entre os diferentes alertas.
Uma das hipóteses consideradas é a de que as ameaças tenham sido organizadas para provocar interrupções no transporte aéreo e mobilizar serviços de emergência em vários países.
A atuação da Agência Nacional de Segurança Cibernética também indica a importância da análise de informações digitais para rastrear os responsáveis.
A abertura da investigação não significa, entretanto, que a participação de uma organização terrorista tenha sido comprovada.
Entre os episódios mais recentes estão dois voos que tinham a Itália como origem ou destino.
Uma aeronave da companhia húngara Wizz Air, que fazia a rota entre Praga, na República Tcheca, e Roma, precisou ser desviada para Veneza depois de um alerta sobre a possível presença de explosivos.
Outro aviso atingiu um voo da Ryanair entre Roma e Lisboa, em Portugal.
As autoridades adotaram procedimentos de segurança para verificar as informações recebidas.
Ao longo da semana, alertas semelhantes também envolveram voos relacionados à Irlanda, França, Finlândia, Romênia, Espanha e Bulgária.
Parte das ameaças registradas na quinta-feira (5) foi associada a uma mensagem eletrônica enviada à empresa responsável pela administração do Aeroporto de Roma-Fiumicino.
O comunicado foi assinado por um grupo que utilizou o nome “Estado Masculino”, expressão relacionada ao movimento extremista russo Muzhskoye Gosudarstvo.
Fundada em 2016 por Vladislav Pozdnyakov, a organização ganhou notoriedade por atividades racistas e misóginas na internet.
O movimento foi proibido na Rússia em 2021, após ser classificado como extremista pelas autoridades do país.
As mensagens mencionavam supostos explosivos em aeronaves das companhias Finnair e Aer Lingus, que haviam partido de Helsinque, na Finlândia, e Dublin, na Irlanda.
Um dos aviões foi desviado para uma base militar na França, enquanto ambos receberam escolta de caças até o pouso.
Apesar da referência ao nome do movimento nas mensagens, uma conta no Telegram associada ao Muzhskoye Gosudarstvo negou qualquer participação nos episódios.
A manifestação ocorreu após questionamentos feitos pela imprensa britânica nesta sexta-feira.
O responsável pela resposta afirmou que a organização não existe mais há vários anos e contestou a associação do grupo aos alertas.
As autoridades ainda precisam determinar se o nome foi utilizado por antigos integrantes do movimento, por terceiros ou por pessoas sem qualquer ligação com a organização.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a autoria das mensagens.
A investigação também ocorre após a divulgação de uma mensagem anônima que teria sido encaminhada a diferentes veículos de comunicação.
O texto apresenta ameaças de futuros ataques contra meios de transporte e instalações públicas europeias.
A autenticidade da mensagem ainda não foi comprovada.
Por isso, não é possível afirmar que ela tenha sido enviada pelos responsáveis pelos falsos alertas registrados nesta semana.
Os investigadores deverão avaliar se o conteúdo possui relação com os episódios envolvendo companhias aéreas ou se representa uma tentativa de ampliar o clima de insegurança.
A sequência de alertas não ficou restrita ao transporte aéreo.
Nesta sexta-feira, veículos de comunicação da Irlanda receberam mensagens sobre supostos atentados, provocando evacuações e inspeções policiais.
Entre as empresas atingidas estão a emissora pública RTÉ, o canal Virgin Media, as rádios Newstalk e Today FM e o jornal Irish Independent.
O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, afirmou que as autoridades investigam a possibilidade de uma ação coordenada.
A polícia, os militares e os órgãos de segurança cibernética participam dos trabalhos para identificar a origem das mensagens.
O episódio amplia a preocupação das autoridades europeias com a repetição de ameaças contra serviços essenciais e instituições de comunicação.
A investigação italiana se soma aos esforços de outros países europeus para esclarecer a origem das ameaças.
Embora nenhum explosivo tenha sido encontrado nas aeronaves afetadas, os alertas provocaram desvios de voos, mobilização de equipes policiais e interrupções nas operações aeroportuárias.
As autoridades também procuram determinar se existe uma ligação entre as mensagens enviadas às companhias aéreas e aquelas direcionadas aos veículos de imprensa na Irlanda.
Até agora, não há confirmação de que todos os episódios tenham sido praticados pelos mesmos responsáveis.
A atuação da Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo representa uma nova etapa na investigação, mas a autoria e a motivação dos alertas permanecem em apuração.
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