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inovação e conforto para o usuário — A evolução das telas nos smartphones

De lá para cá, as telas dos celulares evoluíram em ritmo acelerado, deixando para um passado muito distante aquele “bloco” com tela cinza de difícil visualizaçã

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 13:01
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inovação e conforto para o usuário — A evolução das telas nos smartphones
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Prefira o CT no Google Unsplash/Pandhuya Niking Quando o primeiro smartphone foi lançado em 1994, ele pesava mais de meio quilo e contava com uma tela LCD monocromática com 4,5 polegadas. De lá para cá, as telas dos celulares evoluíram em ritmo acelerado, deixando para um passado muito distante aquele “bloco” com tela cinza de difícil visualização.

Saltamos de displays menores, com apenas uma cor e resolução limitadíssima para telas muito maiores (algumas chegam a 8 polegadas, tamanho digno de um tablet) com maior área útil, brilho, contraste e taxas de atualização, ocupando praticamente toda a parte frontal dos aparelhos. São pontos essenciais para um dispositivo que passou a ser utilizado nas últimas décadas como videogame, câmera fotográfica, tela para curtir filmes, leitor de livros digitais, ferramenta de navegação e muito mais.

A evolução não aconteceu apenas nos números das especificações. A tela deixou de ser um simples componente para exibir informações e passou a ser a principal interface de interação com o smartphone. É por meio dela que assistimos a vídeos, jogamos, fotografamos, trabalhamos, estudamos, lemos e utilizamos aplicativos.

O próximo capítulo dessa evolução, portanto, não será necessariamente definido apenas por mais resolução ou brilho. A tendência é que a indústria busque telas capazes de oferecer uma experiência mais completa, combinando qualidade de imagem, eficiência, flexibilidade, conforto e novos formatos de interação.

Durante muitos anos, a competição entre fabricantes de smartphones esteve concentrada em oferecer telas maiores, com mais pixels, maior brilho e taxas de atualização mais elevadas. A tecnologia AMOLED ganhou espaço justamente nesse processo. Em 2025, as telas de AMOLED flexíveis se tornaram a tecnologia dominante em smartphones, equipando 63% dos aparelhos entregues, segundo dados divulgados pela consultoria Omdia.

O avanço dos displays também tornou possível criar aparelhos com telas dobráveis. Já existem modelos fold que dobram em três partes (trifold) e até projetos de aparelhos quadfold. Nesse segmento, a evolução ainda está apenas começando. A estimativa é de que os embarques de smartphones dobráveis cheguem a 36 milhões de unidades em 2028, mais que o dobro do volume de 2025. A consultoria aponta ainda o surgimento de formatos mais largos, que buscam proporcionar uma experiência próxima à de um pequeno tablet quando o aparelho está aberto.

Os displays dobráveis são apenas uma entre várias possibilidades. A indústria também trabalha para tornar as telas mais eficientes, finas e integradas ao próprio dispositivo. Tecnologias de tela como LTPO (Óxido policristalino de baixa temperatura, na sigla em inglês), que combina características de tecnologias anteriores, como LTPS (Silício policristalino de baixa temperatura, na sigla em inglês) e o IGZO (Oxido de índio e gálio zinco), além de novos materiais e arquiteturas de OLED que estão sendo desenvolvidas para melhorar aspectos como consumo de energia, espessura e flexibilidade.

No roadmap dos próximos anos, tecnologias como LTPO+, novos materiais de backplane, displays dobráveis sem marcas aparentes e sensores posicionados sob a tela devem ajudar a definir os próximos avanços do setor.

O objetivo é fazer com que a tela deixe de ser limitada pelo formato tradicional do smartphone. Câmeras e sensores podem ficar menos visíveis, enquanto displays flexíveis podem criar novas maneiras de aproveitar a área disponível.

Existe outra dimensão importante nessa evolução: não basta a tela ser tecnicamente superior. É preciso que ela ofereça qualidade e ao mesmo tempo funcione bem na rotina do usuário. É nesse contexto que surgem propostas como a NXTPAPER, da TCL, que busca trazer a experiência do papel para a tela e o uso mais saudável do display. Com isso, a tela funciona como um e-reader completo no caso de smartphones, com cores ou sem. A tecnologia combina recursos de hardware e software voltados ao conforto visual e à redução de reflexos. Em 2026, foi revelada uma nova versão da tecnologia, que integra a NXTPAPER ao AMOLED, buscando aliar características da tecnologia OLED a recursos desenvolvidos para uma experiência visual mais confortável.

Anunciada na IFA 2026, a nova versão de NXTPAPER busca proporcionar maior conforto visual em diferentes situações de uso, como durante a leitura, ao assistir a conteúdo ao ar livre, em ambientes com pouca luz ou ao utilizar o dispositivo por longos períodos. Ela proporciona redução da luz azul para apenas 2,9%, uma diminuição de 15% em relação ao NXTPAPER 4.0, além de 90% de taxa de polarização circular (CPL) e tratamento antirreflexo por litografia de nano-matriz, um processo avançado de fabricação que contribui para melhorar a clareza, nitidez e a distribuição da luz.

O OLED flexível deve continuar desempenhando papel central nos próximos anos, com a evolução dos materiais, dos processos de fabricação e dos componentes abrindo espaço para dispositivos mais finos e novos formatos. Ao mesmo tempo, recursos de software poderão aproveitar melhor as diferentes configurações das telas.

Isso aponta para um futuro em que a tela será cada vez menos um componente estático e cada vez mais uma plataforma de interação. Ela poderá se adaptar ao formato do aparelho, ao ambiente e ao tipo de conteúdo consumido.

O futuro não será necessariamente uma disputa para descobrir qual smartphone terá a tela com mais polegadas ou o maior número de pixels. Será uma competição para oferecer a melhor experiência visual para cada situação de uso.

Isso significa combinar qualidade de imagem com menor consumo de energia e autonomia de bateria, criar novos formatos sem comprometer a resistência e a usabilidade, reduzir limitações físicas dos aparelhos e desenvolver tecnologias capazes de tornar a interação mais confortável. O desafio da indústria é fazer com que o display se adapte melhor às pessoas, aos dispositivos e às diferentes formas de uso que devem definir o futuro dos smartphones.

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