Ibovespa diminui 18% desde reeleição de Lula e tem pior semana em quase 7 anos
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Consulte formatos e valores disponíveisIbovespa cai 18% desde reeleição de Lula e tem pior semana em quase 7 anos Esta semana foi também a quinta maior desvalorização semanal do Ibovespa desde o início do Plano Real, em julho de 1994 Ibovespa: no mês, a desvalorização chegou a 9,89% (Germano Lüders/Exame)
Última atualização em 30 de outubro de 2026 às 17h50.
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O Ibovespa caiu 0,75% nesta sexta-feira, 30, aos 167.921,80 pontos, e encerrou a semana com perda de 18,12%, a maior desde março de 2020. O principal índice da B3, a bolsa brasileira, completou cinco pregões de baixa após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em outubro, a desvalorização chegou a 9,89%.
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, 30, e encerrou a semana com a maior desvalorização desde março de 2020, em meio à forte reprecificação dos ativos brasileiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O principal índice da B3 recuou 0,75%, aos 167.921,80 pontos, completando cinco pregões consecutivos de perdas.
Ao longo dos cinco pregões, a Bolsa perdeu cerca de 37,2 mil pontos e registrou seu primeiro circuit breaker em mais de seis anos, mecanismo acionado na segunda-feira, 26, diante da intensidade das perdas.
Desde o recorde de fechamento de 9 de outubro, aos 209.066,90 pontos, o Ibovespa já perdeu aproximadamente 41 mil pontos. Com isso, o ganho acumulado no ano, que chegou a quase 30%, recuou para cerca de 4%. O volume financeiro negociado nesta sexta-feira foi de R$ 31,4 bilhões.
O desempenho da semana também entrou para a história da Bolsa brasileira. Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, a queda de 18,12% foi a quinta maior desvalorização semanal do Ibovespa desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001.
A maior queda semanal do período ocorreu em 31 de outubro de 1997, quando o Ibovespa recuou 22,17%, durante a crise financeira asiática.
Na sequência aparece a semana de 10 de outubro de 2008, com perda de 20,01%, em meio à crise financeira global e à falência do banco americano Lehman Brothers. A terceira maior desvalorização foi registrada em 20 de março de 2020, quando o índice caiu 18,88%, diante da disseminação da pandemia de Covid-19.
Em quarto lugar está a semana encerrada em 14 de setembro de 2001, com queda de 18,12%, após os atentados terroristas nos Estados Unidos.
Entre as principais ações do índice, os bancos voltaram a pressionar o pregão. O BTG Pactual (BPAC11) caiu 4,66%, o Santander (SANB11) recuou 2,84%, o Itaú (ITUB4) perdeu 2,15% e o Bradesco (BBDC4) caiu 2,12%. Na contramão do setor, o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,06%.
A Vale (VALE3), por outro lado, avançou 3,28%, após divulgar seu balanço do terceiro trimestre, considerado dentro das expectativas do mercado, apesar da queda de 1,18% do minério de ferro. A Petrobras também fechou em alta, acompanhando a valorização do petróleo. As ações ordinárias (PETR3) subiram 1,61%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 0,98%.
Entre as maiores quedas do índice, a Usiminas (USIM5) recuou 8,59%, seguida pela CSN (CSNA3), que caiu 8,49%, e pela B3 (B3SA3), com baixa de 5,42%.
No campo positivo, a CSN Mineração (CMIN3) liderou os ganhos, com alta de 8%. O Magazine Luiza (MGLU3) subiu 4,29%, enquanto a Cosan (CSAN3) avançou 3,56%.
Além da forte correção semanal, os investidores também encerram outubro com perdas. O Ibovespa acumulou desvalorização de 9,89% no mês, revertendo parte dos ganhos registrados ao longo de 2026.
A partir da próxima terça-feira, 3 de novembro, a B3 passará a encerrar o pregão às 18h, em razão do fim do horário de verão nos Estados Unidos e da mudança na diferença de fuso horário entre os mercados brasileiro e americano.
O Ibovespa acumulou queda de 18,12% na semana e de 9,89% em outubro. Em cinco pregões, o índice perdeu cerca de 37,2 mil pontos.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contrariou as expectativas de investidores que apostavam em alternância de poder e mudanças na política econômica. A reversão das apostas elevou a percepção de risco fiscal e provocou uma reavaliação das perspectivas para os juros e os ativos brasileiros.
A queda de 18,12% foi a quinta maior desvalorização semanal do Ibovespa desde o início do Plano Real, em julho de 1994, segundo levantamento da Elos Ayta com dados da B3. O resultado igualou, com duas casas decimais, a perda da semana dos atentados de 11 de setembro de 2001.
O circuit breaker foi acionado na segunda-feira, 26, diante da intensidade das perdas. Foi a primeira interrupção automática dos negócios da B3 em mais de seis anos.
Os bancos estiveram entre as principais pressões, com quedas de 4,66% do BTG Pactual, 2,84% do Santander, 2,15% do Itaú e 2,12% do Bradesco. Entre as maiores baixas do índice, a Usiminas recuou 8,59%, a CSN caiu 8,49% e a B3 perdeu 5,42%.
A B3 passará a encerrar o pregão às 18h a partir de terça-feira, 3 de novembro. A mudança ocorre devido ao fim do horário de verão nos Estados Unidos e à alteração da diferença de fuso entre os mercados brasileiro e americano.
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