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Ibovespa cai 2,68% pelo terceiro pregão seguido e interrompe aos 171 mil pontos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 01:47
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Ibovespa cai 2,68% pelo terceiro pregão seguido e interrompe aos 171 mil pontos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Ibovespa caiu pelo terceiro pregão consecutivo nesta quarta-feira (28), recuando 2,68% e fechando aos 171.006,10 pontos, menor nível desde 20 de agosto, quando havia encerrado aos 167.927,15 pontos. O movimento reflete o receio dos investidores em relação à agenda econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente diante das preocupações com a continuidade de uma política fiscal expansionista.

O índice brasileiro operou descolado das bolsas americanas, enquanto grandes investidores, incluindo estrangeiros, continuaram reduzindo posições em ativos de maior risco. Dados divulgados pela B3 mostram que, somente na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno das eleições, os investidores estrangeiros retiraram R$ 2,846 bilhões da bolsa.

Nesta quarta-feira, o volume financeiro das ações que compõem o Ibovespa somou R$ 41 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 16,6%, enquanto, no mês, a desvalorização chega a 8,2%.

As perdas se espalharam por diversos setores, com destaque para as ações cíclicas, que haviam registrado forte valorização após o primeiro turno das eleições, quando o avanço de Flávio Bolsonaro (PL) reforçou as apostas do mercado em uma possível alternância de poder.

O índice imobiliário IMOB recuou 5,71%, enquanto o índice de small caps (SMLL), que reúne empresas de menor capitalização, caiu 4,22%. Entre os bancos, as principais baixas foram registradas pelo Bradesco, com queda de 6,68% nas ações preferenciais, pelo BTG Pactual, que recuou 6,52%, e pelo Itaú Unibanco, com desvalorização de 3,42%.

Para Cláudio Coppola, gestor da Venice RC, a queda das ações bancárias reforça os sinais de continuidade da saída de investidores estrangeiros. Ele avalia que a demora na definição dos nomes que ocuparão ministérios importantes, como Fazenda e Casa Civil, pode elevar o prêmio de risco exigido pelo mercado.

Coppola também apontou os resultados do Santander como um sinal de alerta para o setor financeiro. O banco registrou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para o aumento da inadimplência.

Na avaliação de Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, a queda do Ibovespa está relacionada principalmente a fatores internos. Segundo ele, os setores mais ligados à economia doméstica são especialmente afetados pelas preocupações com uma possível expansão dos gastos públicos e seus efeitos sobre a política monetária.

A perspectiva de juros elevados por mais tempo, como forma de conter a inflação em um cenário de maiores despesas do governo, pressiona empresas que dependem diretamente do consumo, do crédito e da atividade econômica brasileira.

Utsch afirma que ainda é cedo para avaliar se a intensidade das quedas representa uma oportunidade de compra. Para o gestor, o endividamento das famílias, a situação financeira das empresas e as dificuldades do cenário macroeconômico tornam o momento particularmente desafiador para o mercado.

A decisão do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, de manter os juros americanos inalterados teve efeito limitado sobre a bolsa brasileira, uma vez que a medida já era amplamente esperada.

A principal surpresa veio da coletiva do presidente da instituição, Kevin Warsh, que afirmou que o órgão reduzirá o número de reuniões com decisões sobre a política monetária em 2027 e 2028.

Mesmo assim, o cenário político e fiscal brasileiro continuou predominando nas mesas de operação. As incertezas sobre os rumos da economia nacional seguem influenciando as decisões dos investidores e pressionando o desempenho do Ibovespa.

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