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Hugo Jorge Bravo dispara contra arbitragem após empate com Juventude — “O Vila foi roubado”

O post “O Vila foi roubado”: Hugo Jorge Bravo dispara contra arbitragem após empate com Juventude foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 23:36
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Hugo Jorge Bravo dispara contra arbitragem após empate com Juventude — “O Vila foi roubado”
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Whatsapp Telegram Facebook X Hugo Jorge Bravo - Vila Nova Hugo Jorge Bravo - Vila Nova O vice- presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, fez duras críticas à arbitragem após o empate por 2 a 2 com o Juventude, neste sábado (31), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Bastante indignado, o dirigente acusou a equipe de arbitragem de prejudicar o colorado ao não marcar um pênalti no primeiro tempo. O resultado impediu o Tigrão de assumir a liderança da competição, apesar de ter ficado duas vezes à frente no placar. Na avaliação de Hugo, o Vila Nova foi prejudicado por um erro grave que poderia ter mudado o resultado da partida.

“Não precisamos ser árbitro nem nada para falar que aqui o Vila foi roubado, que o Vila foi prejudicado. Um camarada que tem um recurso audiovisual desse aqui, ele não pode fazer e não tem o direito de fazer isso”, disparou Hugo Jorge Bravo, durante entrevista coletiva. O dirigente apresentou aos profissionais de imprensa um vídeo gravado por uma câmera posicionada atrás de um dos gols, no qual a bola, após tocar em um jogador do Vila Nova, atinge o braço de um atleta do Juventude dentro da área. Na interpretação da diretoria colorada, o lance deveria ter resultado em penalidade máxima.

O árbitro principal da partida foi Rodrigo José Pereira de Lima, integrante do quadro da FIFA e representante da Federação Pernambucana de Futebol. O responsável pelo árbitro de vídeo foi Emerson de Almeida Ferreira, de Minas Gerais. O VAR não recomendou uma revisão em campo, mantendo a decisão de não marcar o pênalti. Para Hugo Jorge Bravo, a disponibilidade de imagens torna a decisão ainda mais difícil de aceitar. “Não vem com conversa de câmera, ah, poderia ser porque é da televisão. Da mesma forma, não poderia fazer. Isso aqui não pode ser admitido”, afirmou, ao questionar a atuação da equipe responsável pela análise do lance.

A revolta do vice-presidente também está relacionada a outras decisões de arbitragem que, segundo ele, prejudicaram o Vila Nova nas últimas rodadas. Hugo citou o confronto diante do Náutico, quando o clube reclamou de um pênalti não assinalado por toque de mão na barreira adversária. O dirigente também mencionou acréscimos que considera excessivos em partidas anteriores e afirmou que existe uma sequência de episódios desfavoráveis ao colorado. “Esse aqui é o quarto jogo, o quarto jogo seguido. Contra o Náutico, nós tivemos um pênalti não marcado, uma mão claríssima da barreira”, reclamou.

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Hugo Jorge Bravo reconheceu o trabalho desenvolvido pela Comissão de Arbitragem da CBF, mas afirmou que os problemas continuam mesmo com os investimentos em tecnologia. Na avaliação do dirigente, a arbitragem brasileira precisa passar por mudanças profundas. “Reconheço todo o trabalho do presidente da comissão de arbitragem, de outras pessoas, a vontade de fazer a coisa melhorar. Porque os caras são muito ruins, são muito ruins”, declarou. Em outro momento, foi ainda mais contundente ao comentar o lance apresentado à imprensa: “Isso aqui não é interpretativo. Isso aqui é prejudicar de forma deliberada”.

O vice-presidente também demonstrou preocupação com as consequências de suas declarações. Hugo fez referência à possibilidade de punição disciplinar, mas afirmou que não poderia permanecer em silêncio diante do que considera uma injustiça contra o Vila Nova. Ele ainda criticou o impacto das decisões de arbitragem sobre os torcedores que comparecem aos estádios e sobre a credibilidade da competição. “Isso aqui tá tão vergonhoso quanto nós fizemos aquela denúncia das apostas. Isso aqui tá ridículo. Tá ridículo, tá matando o futebol”, afirmou. O dirigente completou questionando o sentimento do torcedor que enfrentou a chuva e pagou ingresso para acompanhar a partida.

Dentro de campo, o Vila Nova abriu o placar aos nove minutos do segundo tempo, com um belo chute de Janderson de fora da área. Pouco depois, o volante João Vieira recebeu cartão vermelho direto por uma falta dura. O Juventude também ficou com dez jogadores após a expulsão do zagueiro Messias, por impedir uma oportunidade clara de gol. Lucas Alves empatou para os visitantes aos 30 minutos, mas Dudu recolocou o Tigrão em vantagem aos 37, em cobrança de falta. Aos 40 minutos, Alisson Safira marcou novamente para o Juventude e definiu o empate por 2 a 2, resultado que aumentou a frustração dos dirigentes e torcedores colorados.

Com o empate, o Vila Nova chegou aos 63 pontos e permanece na terceira colocação da Série B, com 18 vitórias, nove empates e nove derrotas em 36 partidas. O Juventude assumiu a liderança, com 65 pontos, seguido pelo Novorizontino, com 64, que ainda enfrenta o Operário-PR neste domingo. O Criciúma aparece em quarto, com 62 pontos, seguido pelo Fortaleza, com 61, e pelo CRB, que fecha o G6, com 55.

Restam dois compromissos para o Vila Nova Futebol Clube na primeira fase do Campeonato Brasileiro: o Criciúma, no dia 7 de novembro, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, e o Fortaleza, no dia 14, na Arena Castelão. O colorado segue na disputa pelo acesso à Série A, mas precisa voltar a vencer depois de três partidas consecutivas sem triunfos.

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