‘Hipocrisia e oportunismo político’ — Boulos critica Tarcísio por resposta ao aumento do ICMS
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Consulte formatos e valores disponíveisO ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), rebateu, neste domingo (1º), a resposta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em relação à crítica de Boulos ao aumento do ICMS dos combustíveis.
Mais cedo, o governador de São Paulo já havia rebatido as críticas do ministro sobre o aumento do ICMS previsto para 2027. Em nota, Tarcísio acusou o ministro de distorcer informações para fazer ataques políticos e afirmou que o reajuste foi aprovado por unanimidade pelos estados, inclusive aqueles governados pelo PT.
Segundo Boulos, o governador Tarcísio de Freitas o atacou após o ministro questionar sobre o aumento. O ministro disse que o governador tentou se justificar dizendo que a decisão de aumento do imposto foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e que também teve a concordância de outros governadores.
O governador Tarcísio de Freitas soltou nota hoje me atacando após eu questiona-lo sobre o aumento do ICMS do diesel. Tentou se justificar dizendo que a decisão de aumento do imposto foi tomada pelo Confaz e que também teve a concordância de outros governadores. Isso não muda…
Em nota antes da resposta de Boulos, Tarcísio disse que o ministro, ao cobrá-lo sobre o aumento, “distorce os fatos”. “É lamentável que um ministro de Estado distorça os fatos para fazer ataques políticos. Quem ocupa um cargo dessa importância deveria esclarecer a população, não espalhar desinformação”, afirmou o governador.
A manifestação ocorreu após Boulos publicar um vídeo nas redes sociais responsabilizando Tarcísio pelo aumento do ICMS sobre o diesel. Segundo o ministro, a cobrança passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Boulos comparou a medida com a política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que mantém subsídios para conter o preço do combustível.
“O Tarcísio está aumentando o imposto”, afirmou Boulos, ao cobrar uma mudança de postura do governador paulista.
Na resposta, Tarcísio destacou que o reajuste não foi uma decisão isolada de São Paulo, mas uma deliberação do Confaz, colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e composto por representantes dos 26 estados e do Distrito Federal.
Segundo o governador, a ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, incluindo os representantes dos governos petistas. Ele ressaltou que a cobrança do ICMS sobre os combustíveis segue a mesma regra nacional em estados como São Paulo, Piauí, Ceará e Bahia.
O reajuste foi aprovado na última terça-feira (27), dois dias após o segundo turno das eleições presidenciais, e entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2027. A mudança abrange diesel, gasolina e gás de cozinha.
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