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há 86 anos nascia Pelé e recordar os feitos do Rei é resgatar a essência do futebol — Opinião

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 21:20
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há 86 anos nascia Pelé e recordar os feitos do Rei é resgatar a essência do futebol — Opinião
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Os feitos do eterno camisa 10 do Santos e da Seleção Brasileira seguem sendo lembrados. O único jogador a ganhar três Copas do Mundo continua com a coroa, e relembrá-lo é um passo histórico para nos conectarmos com a história do esporte chamado futebol.

O garoto, nascido em Três Corações, interior de Minas Gerais, filho de Seu Dondinho e Dona Celeste, desembarcou na Baixada Santista com apenas 15 anos, levado ao clube pelo ex-jogador Waldemar de Brito. A história dentro de campo mostrou para o mundo que o time da Baixada Santista tinha um Rei que vestia branco e representava o Santos Futebol Clube. A partir disso, o futebol brasileiro e mundial não seria mais o mesmo.

O Santos de Pelé desfilava nos gramados do Brasil e do mundo. Parou uma guerra, gerava euforia, lotava os estádios e entregou aos torcedores o privilégio de assistir o mais perto da perfeição com a bola nos pés.

E somente um Rei como Pelé teria a força de interromper um conflito bélico. O feito, jamais visto na história do futebol, aconteceu em 1969, durante a Guerra de Biafra. O Santos desembarcou na África em excursão e foi a campo na cidade de Benin, próxima à fronteira com a região separatista. Ali, o povo nigeriano e as tropas em combate baixaram os fuzis e selaram uma trégua para ver o desfile do maior jogador de todos os tempos. Em campo, o Alvinegro Praiano venceu a Seleção do Meio-Oeste por 2 a 1 e sacramentou o primeiro e único cessar-fogo promovido por uma equipe de futebol.

Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores e mais influentes poetas da literatura brasileira, resumiu a genialidade do craque ao declarar que o difícil não é fazer mil gols, mas sim fazer um gol como Pelé.

— O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé — declarou Carlos Drummond de Andrade.

O clube que o formou prestou homenagem nesta sexta-feira e fez questão de lembrar que Edson Arantes do Nascimento segue vivo nas memórias e que seu legado será eterno.

A grandiosidade do camisa 10 transcendeu o campo e, desde 2023, virou adjetivo e faz parte das 167 mil palavras incluídas no dicionário Michaelis, um dos mais populares da Língua Portuguesa. E assim é definido:

— Que ou aquele que é fora do comum, que ou quem, em virtude de sua qualidade, valor ou superioridade, não pode ser igualado a nada ou a ninguém, assim como Pelé, apelido de Edson Arantes do Nascimento (1940-2022), considerado o maior atleta de todos os tempos; excepcional, incomparável, único — segundo o dicionário Michaelis.

O dia de hoje, portanto, é de lembrança, de resgatar memórias e de recordar o amor com que Pelé jogava dentro de campo, a beleza de ver o eterno camisa 10 realizando as jogadas mágicas de um jogador inesquecível e que não pode ser igualado. Parabéns, Pelé, para sempre em nossos corações.

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