grupos independentes batem recorde e injetam US$ 1 bilhão nas campanhas — Eleições nos EUA
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Consulte formatos e valores disponíveisEleições nos EUA: grupos independentes batem recorde e injetam US$ 1 bilhão nas campanhas Levantamento aponta que entidades externas favorecem republicanos com apoio de bilionários como Elon Musk; democratas lideram em repasses diretos Trump rebate críticas e diz que republicanos vão vencer as eleições de meio de mandato (SAUL LOEB/POOL/AFP)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Cinco super PACs destinaram US$ 1 bilhão às eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, segundo levantamento da agência AFP com dados federais até 25 de outubro. Quase dois terços do valor favoreceram o Partido Republicano, enquanto os democratas lideraram as doações diretas a candidatos e comitês nacionais.
O financiamento das campanhas nos Estados Unidos vai além dos partidos políticos tradicionais. A disputa pelas eleições legislativas de meio de mandato evidencia o peso econômico cada vez maior de grupos organizados que atuam de forma paralela em apoio a um dos lados da corrida eleitoral.
Restando pouco mais de uma semana para o dia de votação, o sistema eleitoral americano tem registrado quebras de recordes. Ao todo, cinco dessas entidades independentes — que captam recursos políticos por fora dos comitês oficiais de campanha — já destinaram US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) para o pleito legislativo marcado para o dia 3 de novembro.
Um levantamento realizado pela agência AFP com base em dados federais aponta que cinco grupos conhecidos como "super PACs" (comitês de ação política) responderam por quase um terço das despesas não partidárias deste ciclo até 25 de outubro.
Dessa amostra, três frentes inclinam-se a apoiar os republicanos, sendo que aproximadamente dois terços de todo o montante gasto favorecem o Partido Republicano (GOP, na sigla em inglês).
Tais organizações são impulsionadas por doadores ultrarricos alinhados aos republicanos, a exemplo de Elon Musk, um importante aliado do presidente Donald Trump. O empresário aportou quase US$ 450 milhões (R$ 2,5 bilhões) em frentes republicanas, valor que inclui repasses para o maior dos super PACs, o Senate Leadership Fund.
Donald Trump: a depender do resultado das midterms, estará em jogo também o peso da influência do presidente para as eleições de 2028 (Ron Przysucha/US Dept of State/Divulgação)
Por outro lado, os democratas lideram o volume de arrecadação no que diz respeito às contribuições diretas enviadas às campanhas dos candidatos e aos comitês nacionais da sigla.
Em disputas acirradas tanto para o Senado quanto para a Câmara dos Representantes, os candidatos do Partido Democrata conseguiram captar sistematicamente mais fundos do que seus adversários republicanos. O cenário sugere que os pequenos doadores que compõem a base democrata encontram-se altamente motivados.
Esse contraste financeiro esbarra nas complexas regras eleitorais americanas. A legislação do país estabelece limites rígidos para os valores das contribuições individuais, mas não impõe um teto — ou qualquer controle prático — sobre as quantias que os super PACs podem aplicar em prol dos candidatos.
Pelas regras em vigor, as doações diretas para a campanha oficial de um candidato estão limitadas a apenas US$ 3.500 (R$ 19.300). Já os repasses destinados aos comitês nacionais dos partidos contam com um teto de US$ 44.300 (R$ 243.600).
Cinco super PACs destinaram US$ 1 bilhão, equivalente a R$ 5,5 bilhões, ao pleito legislativo marcado para 3 de novembro. Segundo levantamento da agência AFP com dados federais, esses grupos responderam por quase um terço das despesas não partidárias do ciclo até 25 de outubro.
O Partido Republicano recebeu aproximadamente dois terços do montante gasto pelos cinco super PACs analisados pela agência AFP. Três dessas organizações inclinam-se a apoiar os republicanos.
Elon Musk aportou quase US$ 450 milhões, cerca de R$ 2,5 bilhões, em grupos republicanos. O valor inclui repasses ao Senate Leadership Fund, o maior dos super PACs mencionados na matéria.
Os candidatos democratas captaram sistematicamente mais recursos diretos do que os adversários republicanos nas disputas pelo Senado e pela Câmara dos Representantes. Segundo a matéria, o cenário sugere forte motivação entre os pequenos doadores da base democrata.
As doações diretas à campanha oficial de um candidato estão limitadas a US$ 3.500, enquanto os repasses aos comitês nacionais dos partidos têm teto de US$ 44.300. A legislação não estabelece limite para os valores que os super PACs podem aplicar em apoio aos candidatos.
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