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Greca revela apoio a Lula e questiona relação de Flávio Bolsonaro com os EUA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 14:52
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Greca revela apoio a Lula e questiona relação de Flávio Bolsonaro com os EUA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais e comentou os possíveis impactos da disputa para a cultura brasileira. Na avaliação dele, a escolha do próximo presidente também definirá o espaço da cultura e da educação pública no país.

Além de defender a reeleição de Lula, Greca acusou o grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) de subordinar os interesses brasileiros aos dos Estados Unidos.

“Calar o Brasil para só servir aos Estados Unidos, para só servir aos que querem as nossas terras raras, para só servir aos que querem lucrar com isso e encilhar o Brasil numa triste e desgraçada sina que será a de permanecer um império sub-reptício sul-americano.”

A fala foi registrada em vídeo que circulou nas redes sociais nesta segunda-feira (19). Diante de uma plateia de músicos, Greca também transformou a Lei Rouanet em um dos principais argumentos para justificar sua posição eleitoral.

“O país vai viver uma eleição no próximo domingo. No próximo domingo, o país vai decidir se quer votar a favor da Lei Rouanet e, portanto, votar a favor dos músicos, ou se quer decidir a votar contra a Lei Rouanet e votar contra os músicos. Pensem qual ideologia vale o direito de calar o Brasil”, afirmou.

Na avaliação do ex-prefeito, a vitória do grupo adversário colocaria em risco o financiamento da cultura. Ele também incluiu universidades, escolas públicas e museus entre as instituições que, segundo sua previsão, não teriam espaço em um eventual governo de Flávio.

“Não vai ter Lei Rouanet. Eles não querem a música, eles não querem o financiamento da cultura, eles não querem museus, eles não querem universidades, eles não querem escolas públicas”, declarou.

O apoio ao presidente não veio acompanhado de uma avaliação inteiramente positiva do governo. Greca reconheceu insatisfação com a atual gestão, mas argumentou que Lula teria maior compromisso com a população pobre e com a continuidade das políticas de incentivo cultural.

“Se houver um Lula, não está meio dando no gasto, mas pelo menos ele tem a reta intenção de servir aos pobres e de manter a Lei Rouanet.”

Para sustentar sua posição, o emedebista recuperou referências de sua formação política e se declarou herdeiro da tradição de Leonel Brizola. Também citou Jaime Lerner, Margarita Sansone, Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira ao defender um modelo de país comprometido com a educação e com políticas públicas.

“Nós somos herdeiros da tradição brizolista. O doutor Leonel Brizola me ensinou política. Ensinou também o Jaime Lerner. E também ensinou a Margarita (Sansone). E também ensinou Darcy Ribeiro, que criou o Sambódromo. E também ensinou Anísio Teixeira, que criou os SIEPs, as escolas integrais do Brasil. Que criou SUS também. Toda essa grandeza de um Brasil generoso, que não pensa só no dinheiro acumulado no bolso, é uma grandeza que está em jogo no próximo domingo”.

Aos artistas, Greca apresentou a música como uma expressão da identidade brasileira que não deveria ser submetida às divisões partidárias. Ao citar nomes como Ary Barroso, Villa-Lobos, Barbosa Lessa, Pixinguinha e Luiz Gonzaga, além de manifestações musicais de matriz africana, o ex-prefeito defendeu a diversidade cultural como parte da riqueza nacional.

“A grandeza do Brasil é a grandeza da sua música. É Ari Barroso. A grandeza do Brasil é Villa-Lobos. A grandeza do Brasil é Barbosa Lessa. A grandeza do Brasil é Pixinguinha. É Luiz Gonzaga. A grandeza do Brasil são as harpas, são as violas, são os atabaques, são os oloduns. A grandeza do Brasil são as vozes que vieram da África e povoaram o nosso território, se somando com o canto dos anjos dos grandes coros das igrejas antigas”.

Greca também recorreu à imagem de um instrumentista para defender que a arte não pertence exclusivamente a um campo político.

“Não tem música de direita nem de esquerda, porque o gaiteiro, pra tocar, precisa das duas mãos.”

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#Internacional#Política#Governo#Cultura
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