Fux e Janja defendem veto às apostas e times de futebol fazem apelo por transição gradual — MP das bets no STF
De um lado, a primeira-dama Janja da Silva também esteve presente e, na ocasião, entregou um relatório sobre os efeitos das apostas na vida […] O post MP das be

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Consulte formatos e valores disponíveisA proibição das bets no Brasil ganhou apoio de integrantes do governo e do relator Luiz Fux durante audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta terça-feira (3).
De um lado, a primeira-dama Janja da Silva também esteve presente e, na ocasião, entregou um relatório sobre os efeitos das apostas na vida de mulheres e famílias. Do outro lado, representantes de clubes de futebol, como Flamengo, Fluminense, Grêmio e São Paulo defenderam um período de adaptação para evitar prejuízos a contratos e receitas do esporte.
Relator das ações que discutem o tema, o ministro Luiz Fux afirmou, na abertura da audiência, que sua posição pessoal é favorável à retirada das casas de apostas do cenário nacional. Ele relacionou a ludopatia, dependência de jogos, a um problema de saúde pública, com consequências sociais e econômicas.
Na avaliação do ministro, os ganhos das plataformas estão associados à vulnerabilidade dos usuários e à “incapacidade das pessoas entenderem” os riscos envolvidos. Janja acompanhou a sessão presencialmente e entregou a Fux um documento que reúne impactos das apostas sobre mulheres e famílias.
Representantes dos ministérios da Fazenda, da Saúde e da Justiça defenderam a manutenção da proibição estabelecida pela medida provisória editada pelo governo federal em setembro. Durante a audiência, o ministro Alexandre Padilha informou que a procura por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionada ao vício em jogos aumentou mais de 200% entre 2018 e 2026.
Outro dado apresentado foi o de 1,2 milhão de solicitações de autoexclusão, recurso utilizado por apostadores que pedem o bloqueio do próprio acesso às plataformas. No campo econômico, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) estimou em R$ 62 bilhões o prejuízo acumulado no orçamento das famílias.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), por sua vez, apresentou números de outubro que indicariam crescimento superior a 6% nas vendas de alimentos após a proibição das apostas. A entidade relacionou o avanço à possível retomada do consumo básico por famílias que antes destinavam recursos aos jogos.
Representantes de equipes como Flamengo, Fluminense, Grêmio e São Paulo, além de advogados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), defenderam que eventuais restrições considerem os contratos já firmados. O argumento é que uma mudança imediata poderia comprometer receitas e acordos comerciais do setor esportivo.
Após a audiência, a avaliação relatada nos bastidores políticos e entre dirigentes esportivos é de que a proibição tem chances de ser mantida. Os representantes dos clubes demonstraram pessimismo quanto a uma reversão, diante do apoio do governo à medida e da pressão social contra as apostas.
Fux deverá reunir as manifestações apresentadas durante o encontro e elaborar o relatório final das ações. Em seguida, o caso será encaminhado para votação no plenário do STF, responsável por decidir sobre a questão.
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