Fundador do TikTok Assume Liderança — Os 100 Mais Ricos da China em 2026
Cofundador da ByteDance, Zhang Yimin, acumula fortuna de US$ 84 bilhões, enquanto avanço da inteligência artificial impulsiona novos nomes entre os bilionários

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Consulte formatos e valores disponíveisEsta reportagem faz parte da cobertura da Forbes sobre os mais ricos da China em 2026. Confira a lista completa aqui.
O crescimento das exportações chinesas impulsionado pela inteligência artificial não foi suficiente para compensar os efeitos negativos do mercado interno ao longo do último ano, que continua marcado pelo consumo fraco e pela desaceleração do setor imobiliário. O índice CSI 300, principal indicador do mercado acionário chinês, recuou 7% desde a última avaliação das fortunas, provocando a queda do patrimônio de mais da metade dos bilionários da lista. Juntas, as fortunas somam agora US$ 1,3 trilhão (R$ 6,63 trilhões), ante US$ 1,35 trilhão (R$ 6,88 trilhões) no ano passado.
Na contramão desse movimento está Zhang Yiming, cofundador da ByteDance, que chega pela primeira vez ao topo do ranking após aumentar seu patrimônio em US$ 14,7 bilhões (R$ 74,97 bilhões), para US$ 84 bilhões (R$ 428,4 bilhões). Mais conhecida pelo aplicativo de vídeos curtos TikTok, a empresa está apostando fortemente em inteligência artificial e apresentou um plano de investimentos de até US$ 70 bilhões (R$ 357 bilhões) neste ano, principalmente em infraestrutura de IA.
Após permanecer cinco anos na primeira posição, Zhong Shanshan, fundador da Nongfu Spring, caiu para o segundo lugar. Sua fortuna encolheu US$ 16,9 bilhões (R$ 86,19 bilhões), chegando a US$ 60,2 bilhões (R$ 307,02 bilhões). As ações da gigante de água mineral e bebidas recuaram quase um quarto em relação ao ano anterior, em meio à desaceleração do crescimento da receita em um mercado doméstico saturado.
Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, uma das principais empresas chinesas de inteligência artificial, avançou 31 posições e chegou ao terceiro lugar. Sua fortuna disparou US$ 34,5 bilhões (R$ 175,95 bilhões), alcançando US$ 46 bilhões (R$ 234,6 bilhões). Liang foi o bilionário que mais ampliou seu patrimônio em valores absolutos, impulsionado por uma rodada de captação realizada em outubro, que avaliou a empresa de capital fechado em mais de US$ 75 bilhões (R$ 382,5 bilhões).
Outro destaque entre os que ampliaram suas fortunas é Chen Jianhua, presidente do conglomerado petroquímico Hengli Group. No ano passado, a companhia levou sua divisão de construção naval à bolsa de valores de Xangai por meio de uma operação de listagem indireta. Chen mais que dobrou seu patrimônio, que chegou a US$ 25,2 bilhões (R$ 128,52 bilhões), e subiu 30 posições, alcançando o décimo lugar no ranking, em meio ao aumento da demanda global por novas embarcações.
Os sete estreantes da lista deste ano atuam nos setores de inteligência artificial, robótica ou áreas relacionadas. O mais rico entre eles é Zhu Yiming, cofundador da fabricante de chips CXMT, com uma fortuna de US$ 13 bilhões (R$ 66,3 bilhões). Três meses após a abertura de capital da empresa em Xangai, em julho, a companhia informou que estava perto de lançar a próxima geração de chips de memória de alta densidade. O anúncio provocou uma queda nas ações de concorrentes globais.
A única mulher a estrear no ranking é Wang Xin, presidente e diretora-geral da Guangdong Dtech Technology, fabricante de ferramentas de corte de precisão utilizadas na produção de placas de circuito impresso. Outro nome que entrou na lista é Wang Xingxing, fundador da fabricante de robôs humanoides Yushu Technology, também conhecida como Unitree. Aos 36 anos, ele é agora o integrante mais jovem do ranking.
Seis bilionários retornaram à lista, entre eles Zhang Wanzhen, cuja fortuna vem principalmente de sua participação na fabricante de componentes eletrônicos Chaozhou Three-Circle (Group). Ele presidiu a empresa até deixar o cargo, em 2021. As ações da companhia negociadas na Bolsa de Shenzhen mais que dobraram em relação ao ano anterior, impulsionadas pela demanda por seus produtos relacionada ao avanço da inteligência artificial.
Por outro lado, 13 nomes deixaram o ranking. O patrimônio mínimo necessário para entrar na lista subiu para US$ 4,75 bilhões (R$ 24,225 bilhões), ante US$ 4,6 bilhões (R$ 23,46 bilhões) no ano passado.
A lista dos mais ricos da China continental foi elaborada com base em informações sobre participações acionárias e dados financeiros obtidos junto a famílias e indivíduos, bolsas de valores, analistas, bancos de dados privados e outras fontes.
Os valores dos patrimônios foram calculados com base nas taxas de câmbio e nos preços das ações em 16 de outubro de 2026. As empresas de capital fechado foram avaliadas por meio de indicadores financeiros e de comparações com companhias semelhantes negociadas em bolsa.
Algumas fortunas familiares foram divididas entre seus integrantes. Para facilitar a comparação entre pessoas com históricos semelhantes, a lista também inclui alguns empresários da China continental que não possuem cidadania da República Popular da China, mas cuja principal fonte de riqueza está no território continental.
Os editores reservam-se o direito de alterar a lista caso novas informações sejam disponibilizadas.
Agradecimentos especiais à Euromonitor International e a outros especialistas que contribuíram com a pesquisa e as avaliações, incluindo Charlie Chai, da 86Research; Rohit Chandra, da Mordor Intelligence; Chen Shuhui, da China Merchants Securities; Roman Kalyuzhny, da MSCI; Saikat Saha, da Mordor Intelligence; Zeng Xiaofeng, da Niko Partners; e Zhang Yi, da iiMedia Research.
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