forças de segurança usa gás lacrimogêneo em novos protestos na França
Policiais utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar grupos em cidades como Lyon e Pau, enquanto manifestações também provocaram episódios de tensão […]

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Consulte formatos e valores disponíveisLogo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail A França voltou a registrar confrontos entre manifestantes e forças de segurança neste sábado (24), durante uma nova jornada nacional de protestos contra o aumento do custo de vida e as condições do sistema educacional. Policiais utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar grupos em cidades como Lyon e Pau, enquanto manifestações também provocaram episódios de tensão em Paris, Marselha e outras regiões do país.
Os atos ocorreram uma semana após uma série de manifestações marcadas por depredações, saques e confrontos com a polícia. Diante da possibilidade de novos episódios de violência, o governo francês mobilizou aproximadamente 70 mil agentes e estabeleceu restrições à circulação de manifestantes em determinadas áreas.
Segundo o Ministério do Interior, cerca de 410 mil pessoas participaram das mobilizações em todo o território francês. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das principais organizações sindicais do país, estimou a presença de aproximadamente 800 mil manifestantes.
Em Lyon, uma das maiores cidades francesas, policiais recorreram ao gás lacrimogêneo para dispersar um grupo que tentava bloquear uma via pública nas proximidades de uma universidade.
A concentração ocorreu em uma região onde as autoridades haviam estabelecido restrições à realização de manifestações. Aproximadamente 150 pessoas estavam reunidas no local quando os agentes intervieram.
Houve momentos de tensão e pequenos confrontos durante a dispersão.
Na cidade de Pau, no sudoeste da França, imagens registradas por testemunhas mostraram pessoas correndo após o lançamento de gás lacrimogêneo pelas forças de segurança.
A polícia também utilizou equipamentos de dispersão em outras cidades, incluindo Lille, Toulouse e Nantes.
Apesar dos confrontos pontuais, grande parte das manifestações realizadas ao longo do dia ocorreu de maneira pacífica.
Na capital francesa, milhares de pessoas participaram de uma passeata organizada por sindicatos e movimentos sociais.
O trajeto originalmente previsto foi alterado pelas autoridades, que determinaram a realização do ato na região sudeste de Paris, entre Porte d’Italie e Porte de Vincennes.
A mudança provocou críticas de representantes sindicais e lideranças políticas, que questionaram as restrições impostas ao direito de manifestação.
Ao final da mobilização, grupos de manifestantes entraram em confronto com policiais. Segundo as autoridades, aproximadamente 500 jovens encapuzados lançaram pedras contra os agentes.
A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar o grupo.
Em Marselha, manifestantes ergueram barricadas, incendiaram lixeiras e arremessaram objetos contra as forças de segurança.
Os confrontos continuaram após o anoitecer, e a polícia informou que duas joalherias foram saqueadas.
Também foram registrados episódios de tensão em Bordeaux, Grenoble e outras cidades francesas.
O governo francês montou uma operação de segurança para evitar a repetição dos episódios de violência registrados no fim de semana anterior.
O esquema contou com aproximadamente 70 mil integrantes das forças de segurança, além de unidades especializadas, veículos blindados e helicópteros.
Em algumas cidades, as autoridades proibiram manifestações em regiões consideradas sensíveis. Determinados municípios também estabeleceram toques de recolher noturnos.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que as forças de segurança adotariam uma postura rigorosa diante de atos de vandalismo e violência.
Até o início da tarde, o governo havia informado a detenção de 135 pessoas durante operações policiais realizadas em diferentes regiões.
As autoridades também relataram a apreensão de objetos que poderiam ser utilizados em confrontos, incluindo fogos de artifício e materiais contundentes.
O receio de novos episódios de violência provocou mudanças no funcionamento de estabelecimentos comerciais e atrações turísticas.
Em Paris, importantes museus permaneceram fechados neste sábado, entre eles o Louvre, o Museu d’Orsay e o Museu Picasso.
O Grand Palais também suspendeu suas atividades, enquanto eventos culturais tiveram a programação modificada.
Comerciantes instalaram placas de madeira e outras proteções nas fachadas de lojas para reduzir os riscos de danos e saques.
As medidas foram adotadas após os distúrbios da semana anterior, quando milhares de estabelecimentos comerciais sofreram depredações ou furtos durante os protestos.
A preocupação com a segurança também levou organizadores de eventos a cancelar ou adaptar atividades previstas para o fim de semana.
As manifestações começaram em setembro, inicialmente com reivindicações de estudantes por melhores condições nas escolas e instituições de ensino.
O movimento ganhou força e passou a reunir sindicatos, trabalhadores e integrantes de organizações sociais insatisfeitos com o aumento do custo de vida.
Entre as principais reivindicações estão melhorias na educação, reajustes salariais e medidas para reduzir o impacto da inflação sobre as famílias.
Os protestos também passaram a reunir integrantes do movimento dos coletes amarelos, que ganhou projeção nacional durante o primeiro mandato do presidente Emmanuel Macron.
Parte dos manifestantes critica a atuação do governo e pede mudanças nas políticas econômicas e sociais.
A mobilização ampliou a pressão sobre o governo francês, que enfrenta o desafio de garantir a segurança pública sem comprometer o direito à manifestação.
Lideranças sindicais e representantes de movimentos sociais indicaram que novas manifestações poderão ocorrer caso o governo não apresente respostas às reivindicações.
O líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon, que participou dos protestos em Paris, cobrou medidas do presidente Emmanuel Macron para enfrentar o descontentamento social.
Apesar de a maior parte dos atos deste sábado ter ocorrido pacificamente, os confrontos registrados em diferentes cidades demonstram a persistência das tensões.
As autoridades francesas continuam monitorando a situação e avaliando medidas de segurança para os próximos dias.
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