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Flávio veta dados do TSE e diz que Zanin deu 10 milhões de votos a Lula

TSE só registrou 34,3 mil votos após as 17h

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 20:10
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Flávio veta dados do TSE e diz que Zanin deu 10 milhões de votos a Lula
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Breno Esaki/Metrópoles O senador Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial e de permitir que o petista recebesse mais de 10 milhões de votos adicionais em relação ao primeiro turno.

Em carta divulgada nesta quarta-feira (28/10), após deixar o Brasil, Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e afirmou ter sido vítima de fraude eleitoral.

“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, escreveu.

A informação divulgada por Flávio não é verdadeira. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que apenas 34.393 votos foram registrados após as 17h em todo o país: 32.399 entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h.

O próprio senador, porém, também pediu a extensão do horário ao TSE, em municípios afetados por chuvas, alagamentos e bloqueios de vias. O pedido da campanha do PL contemplava cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além de outros municípios, e solicitava que a votação fosse estendida até as 19h.

O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL.

Na mesma carta, Flávio afirma que levou a família para os Estados Unidos por considerar que não teria segurança jurídica no Brasil. O senador nega ter fugido do país e sustenta que a saída foi motivada pelo que classifica como perseguição política.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, declarou.

O senador também afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior. No texto, ele acusa integrantes do Judiciário de agir politicamente contra a família Bolsonaro e diz que pretende apresentar uma estratégia de mobilização de opositores nos próximos dias.

O documento não apresenta comprovação independente das acusações feitas contra as instituições brasileiras.

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