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Fique por dentro: Vorcaro, lobista e filho de Lula viram temas de Lula e Flávio em debate; veja como foi em 10 pontos

Foi o primeiro encontro entre os dois, que faltaram aos debates do primeiro turno.

Por Folha 19 de outubro de 2026 às 02:52
Via Folha
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18.out.2026 às 23h52 Diminuir fonte Aumentar fonte Luana Lisboa São Paulo O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentaram neste domingo (18) no primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial, promovido pela Band. Foi o primeiro encontro entre os dois, que faltaram aos debates do primeiro turno.

O programa teve trocas de acusações de corrupção, menções a familiares de ambos e interrupções frequentes da plateia. Os candidatos se acusaram mutuamente de mentir, e Lula cobrou do adversário, repetidas vezes, explicações sobre os R$ 134 milhões pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio terminou o primeiro turno com 47% dos votos válidos, ante 45% de Lula.

Veja abaixo alguns dos principais momentos do encontro:

Lula usou boa parte do confronto direto do primeiro bloco para cobrar de Flávio explicações sobre os R$ 134 milhões que o senador pediu a Vorcaro, dono do antigo Banco Master, para o filme sobre o pai, Jair Bolsonaro (PL). "Como é que alguém pode pegar 134 milhões e não dizer onde foi?", questionou.

Após evitar a pergunta e mudar de assunto repetidas vezes, Flávio afirmou que o dinheiro foi para o filme. "Já expliquei várias vezes, vou explicar quando for necessário", disse.

O senador afirmou ainda que, em áudio, Vorcaro menciona R$ 30 milhões que teriam sido pagos por fora ao Instituto Lula.

O presidente perguntou também como Flávio comprou uma casa de R$ 10 milhões com salário de senador.

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Lula disse que o caso de Luchsinger está com a Polícia Federal e que o filho abriu a conta bancária e o telefone para investigação. "Eu não sou um pai que protege o filho como você foi protegido pelo seu pai", afirmou.

O presidente contrargumentou ainda que o esquema de fraudes no INSS foi montado no governo Bolsonaro.

No terceiro bloco, Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico das duas famílias e entregá-los aos presidentes do STF e do TSE antes da eleição. "Ao invés de ficar falando que é honesto, prove que é honesto", disse. Flávio respondeu que não tem nada a esconder, mas repetiu que o dinheiro de Lula circula por fora.

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Lula disse que, se o Senado aprovar a PEC da Segurança, criará o Ministério da Segurança Pública para que a União possa atuar nos estados. No confronto direto, acusou Flávio de ter atuado para que um policial que matou uma criança de cinco anos não fosse preso e de querer retirar a numeração das balas.

A campanha de Lula já havia explorado o assassinato de Ana Clara, de 5 anos, em 2021. Na época, Flávio estava na defesa do policial Bruno Delaroli, policial acusado pela morte da criança.

Flávio citou crimes cometidos por presos durante a saída temporária, e Lula defendeu o benefício para presos com bom comportamento e afirmou que condenados por crimes violentos devem ficar de fora. "Se o cara tiver crime muito violento, não sai", disse.

No terceiro bloco, o senador defendeu a castração química para condenados por estupro e a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos. Ironizou a mudança de posição da bancada do PT sobre o tema. "Tinha que ter eleição toda semana", afirmou.

Flávio prometeu um prontuário eletrônico único, ligado ao CPF, e afirmou que o SUS terá padrão Einstein. Cotado para comandar o Ministério da Saúde num eventual governo de Flávio Bolsonaro, o oftalmologista Claudio Lottenberg foi presidente do hospital.

Em resposta, Lula disse que o adversário nunca usou a rede pública. "Será que ele quer privatizar o SUS?", perguntou.

Ao responder a uma pergunta de Lula sobre a Covid, Flávio reconheceu que a saúde não teve o melhor resultado no governo Bolsonaro e fez um mea culpa. Afirmou, porém, que Lula tomou a vacina comprada pela gestão anterior. "Tem Bolsonaro dentro do Lula", disse.

O presidente afirmou que metade das 716 mil mortes poderia ter sido evitada.

Flávio prometeu congelar por seis meses as dívidas de pessoas físicas e por um ano as de empresas, além de criar o Ministério da Prosperidade. Disse que o Bolsa Família será mantido e acusou Lula de gastar R$ 350 bilhões para tentar se reeleger.

No tópico, Lula afirmou que a inflação de alimentos foi menor em seu governo do que no de Bolsonaro e perguntou se Flávio vai seguir o modelo do argentino Javier Milei. A pobreza recentemente voltou a crescer no país. O senador respondeu que fará um "tesouraço na corrupção".

Flávio explicou o voto a favor do fim da escala 6x1 e disse ter mudado de posição depois de ouvir trabalhadores. Lula respondeu que o adversário "conhece trabalhador por literatura" e nunca trabalhou.

Lula perguntou se Flávio pretende entregar aos Estados Unidos a exploração de terras raras e criticou a adesão ao Escudo das Américas. "É notável e é notado pelo povo brasileiro que a família Bolsonaro está subordinada aos interesses americanos", disse, citando a atuação do irmão do senador no exterior.

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Os mediadores pediram silêncio à plateia várias vezes e pararam o cronômetro no segundo bloco e no início das considerações finais. "A plateia não é parte do debate", disse a mediação. Flávio fez pedidos de direito de resposta, e um deles foi concedido no primeiro bloco.

Nas considerações finais, Flávio reclamou das interrupções. "Eu quero o meu tempo de volta", disse. Lula agradeceu a quem tem ido às ruas e defendeu as empresas estatais. Flávio afirmou que o voto é secreto e pediu que eleitores que se sintam ameaçados votem com tranquilidade.

Lula abriu o confronto direto do primeiro bloco perguntando por que Flávio, como deputado estadual em 2009, foi o único entre 49 membros da Assembleia do Rio a votar contra a ampliação em dois meses da licença-maternidade de funcionárias. "O que você tem contra as mulheres?", perguntou.

"Eu não tenho absolutamente nada contra as mulheres, pelo contrário", respondeu Flávio, que citou a mulher e as duas filhas antes de mudar de assunto e perguntar a Lula sobre Roberta Luchsinger. O presidente afirmou que o adversário não havia respondido.

No terceiro bloco, Flávio disse que o governo Lula não colocou em funcionamento o Cadastro Nacional de Pedófilos, previsto em lei, e prometeu fazê-lo caso seja eleito.

No terceiro bloco, os âncoras perguntaram como os candidatos pretendem aumentar a produtividade do país. Lula citou o programa Nova Indústria Brasil e afirmou que o governo quer atrair data centers, investir em economia verde e economia criativa e formar jovens em engenharia e matemática.

Flávio afirmou que Lula fala como se fosse de oposição. "É impressionante como é que parece que ele é da oposição, né?", disse. O senador prometeu tratar a internet como infraestrutura e criar um sistema que conecte trabalhadores a vagas de emprego perto de casa.

Disse também que a Caixa vai oferecer qualificação e financiamento barato para quem quiser abrir o próprio negócio e que os impostos só serão cobrados depois que a empresa começar a ter renda.

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